sexta-feira, 3 de abril de 2020

Verdades

E a verdade vós Libertará,
Mas o que é essa tal verdade,
A Verdade de um dominará,
E o domínio nao e falsa realidade.

Prisão dos tolos, falsidade,
Seria a verdade então apenas
Algo oculto pela sanidade,
Afim de se aplicar falsas penas.
Punindo os pensamento diferentes,
Levando ao conceito de condenar,
Os que não sentem o que tu sentes,
Ou mesmo os que tu só queres Dominar.

Não que o dono da verdade exista,
Mas se a verdade e quem liberta,
Ser livre não e compra e sim conquista,
Livre é o ser que quando erra conserta.

E sabe o peso dos seus atos,
A verdade para com todos é justa,
Não é só Utopia e feita em fatos,
Porém ser verdadeiro caro custa.

A transparência expõe fragilidade,
Não dá pra ser sincero e oculto,
E todo ser tem em si sua vaidade,
Fala seria à perfeição render culto.

A verdade é simples ato de aprendiz,
Que ao errar é humilde e pede desculpa,
Na verdade muita gente verdade diz,
Quando assume e busca pagar sua culpa.

03/04/2020




quinta-feira, 2 de abril de 2020

Cândido Chico

Conta a Lenda que lá de Minas,
Surgiu um Menino simples, sofrido,
Levando mais que suas Sinas,
Ouvindo vozes ao pé do Ouvido.

Inocente em suas palavras,
Tinha um consolo a cada mente,
E as estruturas ele abalava,
Com seu discurso mais envolvente.

A mesma lenda éntre outras descrita,
E pelos que o viam eram comprovadas,
Suas palavras tinhas força bendita,
Fossem elas Escritas ou apenas faladas.

Esse Francisco trouxe em seu dom,
Uma sabedoria qual o Candeeiro,
Espalhando Paz e Luz com sua mão,
Compartilhou muito sob um abacateiro.

Escreveu coleções de Livros,
Mesmos com seu pouco estudo,
Deixou boquiabertos os sábios,
Mesmo se dizendo quase Nulo.

Um Francisco, Cândido Xavier,
Instrumento das vozes do além,
Trazendo lições de homem e mulher,
Escrevendo lições de Homens de bem.

Cândido Chico quanta sabedoria,
Deixaste mesmo após sua partida,
Com Emanuel que lhe fez companhia,
E os que lhe acompanharam em sua vida.

02/04/2020



Um Auto Diferente

Abram se as cortinas da vida,
Neste Auto de Olhares sem rumo,
Elevem se os olhares a toda vida,
Abaixem os faróis do consumo.

Perfeição e o que muitos compram,
Porem o que e perfeito neste mundo?
Quem teria criado as coisas que rumam,
Para onde tudo se compara a um fundo.

Neste Auto os personagens diferentes,
Serão chamados sempre muito especiais,
Por sentirem muitas coisas que não sentes,
Por verem na vida detalhes cegos aos demais.

Quem disse que a multidão e boa platéia?
Quem nunca quis se recolher ao reservado,
Acaso não sofreria nunca o herói de odisseia,
Nem ao pensar em suas perdas do passado?

Um auto aqueles que nascem mais únicos,
Com múltiplas características abençoadas,
Eles  precisarão vencer os desafios lúdicos,
Em ritmo que nem sempre tem a mesmas toadas.

Um auto a cada menino maluquinho,
Personagem residente em cada criança,
Que tenham seus Ziraldos no caminho,
A escrever as historias de sua infância.

Um auto a cada rara inteligencia,
Latente no espectro de cada espirito,
As cortinas revelem com toda latência,
Que cada um pode ser, Um Auto Bendito.


02/04/2020






quarta-feira, 1 de abril de 2020

Men Tirinha

Talvez esta seja pra rir,
Pra se publicar no jornal,
Na coluna das Tirinhas,
Uma piadinha internacional.

Os homens encontraram segredos
E resolveram não contar ao mundo,
Alguns da reação diziam ter medo,
Outros se achavam puros contra imundo.

Não contaram a ninguém a verdade,
Até que de si mesmos desconfiaram,
Uns percebiam noutro apenas vaidade,
Outros a própria benção em si aplicaram.

Eles curiosamente, homens e mulheres,
Não enxergavam no outro a confiança,
Guardavam para si garfos e talheres,
Mas não pediam nem comida a vizinhança.

Uns comemoravam as escuras,
A alegria que deviam partilhar,
Apagavam em si as próprias curas,
Por apenas do outros duvidar.

Mentira que seja essa estorinha,
Que não passe se um conto infantil,
A humanidade para a luz se encaminha,
E a mentira dos na de fala já sumiu.

Enquanto os rostos sorrindo se desenham,
A vida já não e mais só uma mera piadinha,
Os risos se multipliquem aos que empenham,
Em prender a falsidade apenas numa tirinha.


01/04/2020




Sim Seriedade

Dizem que Primeiro de Abril,
E o dia oficial da mentira,
Quem dera qualquer que mentiu,
Só fosse mesmo ao som de tal lira.

Sinceridade mesmo, que fosse,
Que a mentira tenha seus motivos,
Mas uma mentira dói qual coice,
Só não se magoam os não vivos.

Sim seriedade pode ate doer,
Em um primeiro momento,
Mas na certa é melhor saber,
Que ter oculto qualquer tormento.

E a melhor solução para tudo,
Sempre sera muito mais a verdade,
Mesmo que mentir seja algo profundo,
A verdade se conecta muito mais a realidade.

Tudo que e dito as claras,
Ilumina a qualquer ambiente,
Mantem as amizades raras,
E conquista até à intermitente.

A única mentira que vale,
E a de que não contar tudo e ruim,
Que ainda assim ninguém se vale,
E o mundo todo a seriedade diz sim.

Sinceramente a vida com seriedade,
Ainda pode ser muito engraçada,
Sem ofensas, mentiras e maldade,
Seja a vida de verdade Abençoada.

01/04/2020




terça-feira, 31 de março de 2020

Relatividades

Contam histórias de um dia,
Contado como trinta e um,
Sem muitas canções ou poesia,
Relativo em certo lugar para algum.

Em ano de sessenta e quatro,
Uns dizem ser revolução,
Por achar ter o pais livrado,
De ideias comunistas em ação.

Outros não entendem nem a Galope, 
Por destituir o governo de Vice João
E fechar o congresso num só golpe,
Qual o intento de toda a tal ação.

Uns o Aclamam como trabalhista,
E viam nele uma chama de esperança,
Mas outros o condenaram comunista,
E e invocaram às ruas ódio e vingança.

Determinaram linhas de pensamento,
Uns alegando ordem necessária,
Outros fugiram temendo o tormento,
De uma Suposta truculenta represaria.

Pensar se tornou algo perigoso,
Mas muitos, com orgulho dizem, 
Que pensar contra era tenebroso,
E só a revolução salvaria, Amém.

Relatividades que nem a história define,
Principalmente se contraria a um mestre,
Proprietários de uma Razão que oprime,
Relativa como qualquer guerra que liberte.

31/03/2020



De Um Todo

Salve a esta grande nação,
Valha Deus, Nossa senhora,
Canto a Canto de um Brasilzão,
Rico de um tudo mesmo no agora.

Começar lá do centro de tudo,
Se tirar a vergonha da corrupção,
Queima se tudo em um Fogaréu Mudo,
Para saborear arroz com pequi na refeição.

Seguindo logo rumo ao norte,
Depois de acender o Círio de Nazaré,
Festeja entre vermelho e azul a sorte,
Na festa de Parintins com Indígena fé.

E Num cordel de palavras belas,
Padim Ciço Pede pelo Nordeste,
Do Brasil colônia em artes e capelas,
Com seus Acarajés e cabas da peste.

Enquanto Celebra outra parcela,
Com Festa em honra ao Divino,
Celebrando o carnaval em caravela,
Virando a Paulista em prato fino.

No Sul vem seu povo a Matear
Enquanto seca no terreiro seu café,
Com um belo Churrasco pra Celebrar,
A cultura e os ares de uma povo que é.

E que se integrem as tantas raízes,
De um povo que sabe o que quer,
Com tantos rostos mesmo nas crises,
Mostrando sua cara de Homem e mulher.

31/03/2020





segunda-feira, 30 de março de 2020

Ruas Vazias

Onde vai todo movimento,
Quando dias corridos acabam,
O que são sonhos ou tormento,
Onde se escondem os que pensam? 

O que são as opiniões,
Por que algumas são escondidas,
O que se encaixa nós padrões,
Qual a razão de todas as vidas.

Manifestos loucos nas ruas,
Palavras cortantes em ofensa,
E as verdades nuas e cruas,
No fundo é mãe da desavença.

Uns dizem pra trabalhar,
Outros procuram a solução,
Quem no fundo saberá pensar,
O habita no Humano coração.

As ruas vazias são mais que brilho,
Falam sobre o carinho e preocupação,
Com o próximo,  ancião e o filho,
Mostram que muitos ainda tem visão.

E respeito pelos que lhes cercam,
Ruas vazias demonstram peito aberto,
Do que se amam e ainda se cuidam,
Enchendo os lares de amor e afeto.

Tudo na vida tem seu prazo,
E com a graça dos céus vai passar,
Mãos dadas pra vencer o arraso,
E reconstruir qualquer mundo e lugar.




Em Dois lados

Ser feliz ou não ser,
Eis a questão de momento,
Estar bem e sobreviver,
Viver na sociedade ou convento.

Estar sorrindo as gargalhadas,
E ao mesmo tempos aos prantos,
O que é ser tudo ou ser nadas,
Como se vê o terror e encantos.

Ah é verdade a sociedade,
Nem sempre tolera variações,
E nem todo mundo fala a verdade,
Tem gente que oculta as ações. 

Alguns precisam de ajuda,
Ou melhor todos deveriam buscar,
Todos tem no peito uma muda,
Que é preciso saber para mudar?

Felicidade e euforia são humanas,
Tal qual angústia e as tristezas,
Facetas de existências mundanas,
E segredos da existência em belezas.

Pessoas são seres únicos, vivos
Cada qual com seus sentimentos,
Humanos não deveriam ser cativos,
Mas talvez se prendam a momentos.

Se a mente as vezes varia,
Entre o positivo e o medo,
Apoiar em alguma estrela guia,
Pode ser pra própria paz o segredo.





domingo, 29 de março de 2020

O Hoje

A correria ja era tanta,
Que nem filho via o pai,
A filha já era quase santa,
Só tinha a foto qual num altar.

E de repente tudo foi parando,
Foi se acalmando cada lar,
Alguns foram se entediando,
Outros buscando se ajudar.

De repente se percebeu,
Que muita gente dentro da casa,
Vivia mais fora de seu Eu,
E nem percebia quando batia asa.

A importância de um momento,
Já estava ficando esquecida,
No dia a dia se engolia o tormento,
Enquanto a vida ficava perdida.

Para alguns foi dado o despertar,
E alguns puderam se despedir,
Antes de para outro mundo saltar,
Puderam valorizar o próprio existir.

Ideal seria se ninguém partisse,
Mas nada aqui dura para sempre,
Então que este tempo permitisse,
Ao menos que estender se tente.

As conversas os jogos brincadeiras,
O telefonema a mensagem o carinho,
O valor de cada uva viva nas videiras,
O conservar de lembranças, bom vinho.

29/03/2020