quarta-feira, 15 de junho de 2022

Corromper

Ao dicionario, ato falho,
Prazer que deturpa objetivos,
Egoista poder dos Executivos,
Ruidosa estrada, Cascalho.

Troca que desvia os ativos,
Contra um vampiro o alho,
Aos mortos fim, sem trabalho,
Porem sempre entre os vivos.

Desvirtuado falso atalho,
Marcando tudo em crivos,
Falso poder quebra galho.

Corromper verbo tao destrutivo,
Não ha carta fora do baralho,
Se for conjugado no imperativo.

15/06/2022






segunda-feira, 13 de junho de 2022

Valei-me

Santos de um mês corrente,
Antonio, Pedro e João,
Ouçam um poema, oraçao,
Desprendam toda essa gente.

Que tanto querem em ambição,
Quiçá deem a elas de repente,
Amor e tudo mais que se sente,
Conciencia, paz e um coraçao.

Olhar capaz de ter visão,
Abram seus olhos e mente,
Ouvidos que pensem ação.

Que apendam a olhar diferente,
Contruindo mais que uma nação
Os sonhos que anseiam a frente.

13/06/2022



Amor não Controla

A frase escrita num banco,
Em um onibus descreve bem,
Amar é diferente de amém,
O amor tambem tem solavanco.

Lembra ninguém é de ninguém,
Na vida tanto tranco e barranco,
As vezes o meu coraçao tranco,
Pra encontrar o que me faz bem.

Colorido amor, preto e branco,
Que não tem mas, que contém,
A cura da asa ao anjo manco.

Ternura e bronca quando convém,
Ajuda, apoio e um conselho franco,
Mas deixa livre nao proibe ou retém.

13/06/2022




sábado, 11 de junho de 2022

Sacrifícios

Doces trocas, tristes oficios,
Moedas, momentos, valores,
Em troca de alegrias ou dores,
Doçura que substitui os vicios.

Desejos, eternos condutores,
Quais teus expostos sacrificios,
Em troca de quais beneficios,
O que deixarias por amores.

Usando a quais artificios,
Nesta aquarela, quais cores
Por meio de quais pontificios.

O que trocar pelos sabores,
Motivos que julgas propicios.
Em troca do nectar das flores.

11/06/2022






quinta-feira, 9 de junho de 2022

Aceito

Dizem que se cala o que acata,
Desentendido este consentimento,
Incompreendido cada sofrimento,
O que nao fere tantas vezes mata.

Aceito fugir de mim, tormento,
Para nao incomodar em ata,
Oficio de uma disfuncao inata,
Programada n'algum momento.

Se a poesia a mim desacata,
Talvez fira algum mandamento,
Talvez so defina a minha casta.

De seres que por envolvimento,
Ao sentir ou sonhar sem um basta,
Se punem com proprio sentimento.

09/06/2022



terça-feira, 7 de junho de 2022

Quantas Vezes

Quantas vezes ja prometi,
Fazer tudo ser diferente,
Nao esconder o que sente,
Olhar mais pra dentro de si.

Tantas vezes sai da frente,
Deixando sonhos que persegui,
Me escondendo aqui ou ali,
Pra nao incomodar outra gente.

Da primeira pessoa me perdi,
Comigo eu fui tão indiferente,
Pra tanta gente que de mim ri.

Quantas vezes chorei na mente,
Fingindo nao ver o que já vi,
Num dejavu tao igual o diferente.

07/06/2021





domingo, 5 de junho de 2022

Simbologias

Colheita farta celebração,
E a brilhar uma fogueira,
A vida passa ligeira,
Ciclos e sonhos ilusão.

Nós ramos fruto a videira,
O vinho quente explosão,
O santo e talvez profanação,
Quem vê partes vida inteira.

Milho e trigo, bolo e pão,
O azeite, o trabalho e a oliveira,
Cada ferramenta escrita a mão.

Escritas de formas e maneira,
Que ditam bem mais que canção,
Um rumo que foge a fronteira.

05/06/2022




sexta-feira, 3 de junho de 2022

Crises

Na economia prejuízo,
Detalhe, dinheiro escasso, 
Sonhos rumo ao fracasso,
Mentes que perdem juízo.

Na idade nervos de aço,
Oxidando sem paraíso,
Vai desbotando o sorriso,
Sentir-se as vezes bagaço.

Na identidade, indeciso,
Loucura a alguns passos,
Perdidos dentes do ciso.

Na realidade quais laços,
Firmam a sanidade ao piso,
A amarrar firme os cadarços.

03/06/2022




quinta-feira, 2 de junho de 2022

Quarenta e Três

Minha mente hoje dispersa,
Pensa pensa e já aparenta,
A idade vem com seu enta,
E o verso a verdade dispersa.

O tempo esfrega nas venta,
O mundo, outro poema versa,
Gente jovem na tela conversa,
Nem tudo é como a gente tenta.

Quem sabe muito, estressa,
Quem sabe pouco se esquenta,
Aos poucos a idade nao regressa.

Teimosos grisalhos na testa,
No fundo muda o que interessa,
E o rir de si mesmo nos sustenta.

02/06/2022






quarta-feira, 1 de junho de 2022

O Tempo

Esta invenção da quarta dimensão,
Insiste em dizer que envelheço,
As vezes me lembra, que esqueço,
Nas notas de um verso canção.

Menino no espelho me esvaneço,
O sonhador que já sou mais não,
Lembranças do que fui guardo então,
Sigo e sigo as vezes desapareço.

Num soneto vivo e repito o Refrão,
Nas linhas dos destinos eu me teço,
Rasgando dores tingindo o coração.

As vesperas de mais um dia adormeço,
Celebrando numa serena gratidão,
A verdade de que, sem querer envelheço.

01/06/2022