domingo, 26 de julho de 2020

Quebrando Correntes

Que as lembranças corram,
Soltas como o fluir de um rio,
Que as boas coisas não morram,
Queime o mal e aqueça ao frio.

Quebrem-se as correntes que ligam,
Filhos, pais, e os de antes e após,
E que só bons sonhos prossigam,
Ligando os netos aos seus avós.

Libertem-se as brigas e vinganças,
Estas pertencem ao passado,
Habitem o presente as bonanças,
Sem elo de dor a ser arrastado.

Não existam fantasmas de medo,
Assim o mundo será pois, liberto,
Revelado seja todo o segredo,
O passado seja visto bem de perto.

Gratidão aos que tanto lutaram,
Aos que construíram sua famílias,
E que hoje, aqui ou longe, admiram,
Os que protegeram com suas vigílias.

Avós queridos e muito amados,
Admirados sempre todos serão,
Mesmo em seus certos ou errados,
Saibam que há sempre gratidão.

Porém perdoem se as vezes,
Muitos farão os seus caminhos,
Cada missão tem seus deveres,
E pássaros se vão de seus ninhos.

Aos antepassados os laços ligam,
Não se tornem elos qual correntes,
Livres, avôs e seus netos sigam,
Plantando soltas as suas sementes.

26/07/2020




sábado, 25 de julho de 2020

Almas

São elas latinas, indígenas,
Africanas, mestiças, mulheres,
Raças querendo ser dignas,
Almas que lutam com olhares.

São mães, filhas de suas terras,
Lutando ate contra os filhos,
Quando estes provocam guerras,
Criando preconceito e empecilhos.

Pouco importa da pela a cor,
Seus cachos ou tom do cabelo,
Sua Alma ressoa infinito amor,
Seu sangue qual todos é vermelho.

Seu desejo e ser reconhecida,
Ter o devido respeito do mundo,
Provar seus valores em vida,
E varrer o desrespeito imundo.

Das rodas da sociedade,
Onde ainda habitam reinos,
Que decretam varias inverdades,
Nenhum ato violento é só treino.

Quando o olhar condena,
Condenado estará quem olha,
Achando que apenas reina,
Ate o rei tem quem a ele olha.

São elas a imagem do mundo,
Quando as mãos se unem,
Quebram o tempo em um segundo,
Abrindo portais que vidas fundem.

25/07/2020








Desejos

Qual o crime em querer, 
Um beijo roubar por amor,
Qual a pena em querer ter,
Um pouquinho mais de amor.

Risos, e mais risos,
A gente muda sem querer,
O corpo reduz sorriso,
O peso teima em crescer.

O relógio impiedoso,
Conta as horas leva tudo,
Quanto falta falta o gozo,
De horas que o sorrir é mudo.

Sem palavras piedade,
O apelo feito é por clemencia,
Cada desejo e ate a vaidade,
As vezes pesam na consciência.

Quanta coisa falta e o desejo,
Alem do abraço e felicidade,
Um lar melhor onde flua o beijo,
Um oásis pela tão seca cidade.

O desejo o corpo é quem cria,
Doces toques dormir abraçado,
Mesmo sabendo que a poesia,
Nem sempre é como o declamado.

Desejos são como brigadeiros,
Que se admira, para bons momentos,
Mesmo que as vezes passageiros,
Desejar  sempre traz bons sentimentos.

25/07/2020





sexta-feira, 24 de julho de 2020

Inexplicaveis

Dias secos,
Os olhos transbordam,
Sentimentos avessos,
O sentir eles visitam.

Uma musica,
Uma imagem,
Coisa rustica,
Fora da paisagem.

Por onde andas,
O que desejas,
Quantas demandas,
Que bem estejas.

Inexplicáveis fatos,
O mundo girando,
Cortinas e atos,
Todos encenando.

Qual a logica de tudo,
Por que a voz some,
Quem ouve o mudo,
O que lhe consome.

Tempo que leva,
Sonhos anseios versos,
Es a luz e a treva,
Neste plano de inversos.

Nem estas palavras,
Teriam explicação,
São letras alvarás,
Perdidas na multidão.

24/07/2020