segunda-feira, 20 de julho de 2015

O Ar


Num sopro em barro,
Um Adão vida recebeu,
E deste tão simples sopro,
O humano simples nasceu.

Ar este doce elemento,
Que sopra sereno o respirar,
Que acalma manhãs momento,
Brisa esta, de um sonhar.

Não subestima o Ar
Se não queres perder tudo,
Basta um bom vento passar,
Para que o orgulho fique mudo.

Este elemento incolor,
Que até se finge lá não estar
Tornado em força traz dor,
E cidades pode devastar.

Um sopro de medo a quem sonha,
Devasta o amanhã vindouro,
Furacão de ideia medonha,
Estraga e leva moedas de ouro.

Respirar, respirar, respira o bom ar,
Respira atmosfera de amizades,
Deixa adentrar das flores o perfumar,
Um sussurro de boas verdades.

Deixa o ar vir como vitória,
Vento este forte Elemento,
Deixa bons ventos na memória,
Que a vida se areja a cada momento.

20/07/2015



sábado, 4 de julho de 2015

Lucidez


Tenho fome de ideias,
Num mundo onde o lúcido,
Não passa de réplicas,
Cópias nebulosas de um translúcido.

Medo, isso era segredo,
Mas escapou, você já pensou,
Que pensar muda o enredo?
Muda quem és, e quem sou.

Ei!! Desliga da opinião da TV,
Não precisa desligar ela!!
Apenas se liga olha e vê,
O que dizem não está na janela.

Olha o prato, olha o preço,
Desperta a mente pensamento,
Trabalhe melhor seu apreço,
Religa o pensar vê o momento.

Vozes e forças ocultas,
Falam "A" e fazem "Z",
Invocam as boas condutas,
E exigem silêncio a você.

Ei!! Acorda preste atenção,
Tá ruim, mas pensar é preciso
Não seja zumbi, pois senão,
Se apossarão de seu juízo.

E condenar a mente por pensar,
Será o próximo passo de tudo isto,
Mas se a gente não vai mais sonhar,
Descartes, se não penso, logo desisto.

04/07/2015



domingo, 14 de junho de 2015

Poema da Verdade


Não quero ser poeta,
Se for para falar de amores,
Quero coisa mais concreta,
Quero beijos, quero flores.

Eu esta coisa, certeza incerta,
Monocromática das cores,
Que em seu próprio sangue injeta,
Venenos dos Desamores.

Poeta surdo de rima,
Cego de amor e de paz,
Tinta inerte que imprima,
A impressão de tudo que jaz.

Definitivamente, não quero,
Assim, não quero ser poeta,
Poesia, vem com esmero,
Do céu, é obra quase direta.

Me arriscaria em um inferno,
Dizer que Deus é poeta,
Verão que se faz inverno,
Planta que é flor incerta.

Quero ser semente ao chão,
Vislumbrar em palavras o sonho,
Recitar, para acender um coração,
E espalhar vitórias por anos.

Levar palavras pelos caminhos,
Onde o deserto de sentir, domina,
Fazer brotar, florescer sorrisos,
Nos lábios de quem desejou Morfina.

14/06/2015



segunda-feira, 1 de junho de 2015

Ensaio sobre a idade


Fatalidade,
Nascer em Natal Idade,
Nascido numa Cidade,
Crescer ouvindo a verdade.

Sinceridade,
Aprender solidar Idade,
Sonhar ver a Caridade,
Invadindo a Humanidade.

E Vá Idade,
O tempo e sua Anuidade,
Carrega a Dificuldade,
Relembra a Tranquilidade.

Débil Idade,
Quando morre a simplicidade,
E na mente a velhice invade,
Perturbando a Serenidade.

Este número, a Idade,
Que sem piedade,
Segue, então Vaidade,
Some-se a Caridade.

Desta assiduidade,
Que todo dia a vida invade,
Presença de Amizade,
Fraterna Fraternidade.

Comemoro minha idade,
Somando a felicidade,
A o que em meu peito explode,
Riqueza e diversidade.

01/06/2015