sexta-feira, 8 de março de 2019

Asas da liberdade


Voa livre com suas asas,
Não deixa que queimem seu brilho,
Vós sois Espíritos em brasas,
Sois mães, mesmo sem filho.

Mensageira da vida,
Criada ao Lado de Adão,
Do lado que curas a ferida,
Transborda o teu coração.

Tantas Evas companheiras,
Com seus anseios e sonhos,
Tantas Beatas Guerreiras,
Assumindo seus pecados e Planos.

Lutando contra espada na pedra,
Conceitos até dos que as criam,
O Santo Graal nelas se manifesta,
A vida em seus ventres, recriam.

E se tentam lhes calar,
Com palavras de lei, por Gloria.
Pedras haverão até de Falar,
Pra anunciar que é delas a Vitória.

Cuidados incessantes,
Mesmo ao manifestar o universo,
Doces vozes cantantes,
Que nos adormecem com seu verso.

Teu poema vem das mãos divinas,
Com a caligrafia mais bela,
Doces Guerreiras Serafinas,
Flores sois pintadas em Terra Tela.

08/03/2019



quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

Isto


Quem seria isto?
Um guardião condenado,
Por seu crime não previsto,
Um erro ou só um Fardo.

Um algo sem sentido,
Vagando no Limbo,
De um memorial esquecido
E vez em quando sorrindo.

Por lembrado ser ao dizer,
Um "Eu Te Amo" meio louco,
Ao ouvir transparecer,
Um "Eu Também" meio rouco.

Quem seria isto,
Um poema não declamado?
Sombra de um poeta esquecido?
Apenas um ser mal Amado?

Isto já é demasia,
Perdido, você encontra agora,
Talvez digno de algo seria,
Antes de ser chamado, embora.

Embora seja apenas Isto,
Um programa nada ideal,
Uma falha do mal quisto,
Em meio um universo genial.

E só isto, um grito mudo,
Um erro certo, contrastante,
O mais raso sentir profundo,
Que pode ser algo em algum instante.

28/02/2019



sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

ConSequência


Um calhamaço de folhas amassadas,
Tem sido usado para construir a história,
Nesse meio tradições, algumas ultrapassadas,
Deixaram mortos e marcas na memória.

E o que é o ser humano então,
Este ser que se diz tão racional,
Mas que carrega chagas no coração,
E é capaz de ações piores que um Animal.

Que diz crer num Deus de bondade,
Mas quer as bençãos engarrafadas a si,
Que preza tanto por discursar pela caridade,
Mas por reflexo de achar bom, mente a sorrir.

Que mentes são estas maquiavélicas,
Que seguem filosofias tão incertas,
Que por vezes disparam palavras bélicas,
Projetadas a moldar até desgraças concretas.

O que seriam estes seres aqui,
Vermes, doenças ou agentes divinos,
Até onde sua capacidade de criar ou destruir,
Vai seguir apenas idolatrando a meros hinos?

Há paz em dormir sufocado,
Pela poluição das próprias ideias?
Não seria parte do stress tal fado,
Num teatro de mortas ninfeias.

Um calhamaço de ideias amassadas,
Este seria o fim... Destes poemas,
Se a vida se resumisse a meros nadas,
E o Ser em questão não resolvesse seus dilemas.

22/02/2019

sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

Soneto a Cidade

Um universo em cidade,
Em sua nobre Estrutura,
A uns o cansaço e loucura,
Outros trabalho ou saudade.

Contemplada com ternura,
Amada por multiplicidade,
Carregando em sua unidade,
A mais diversa conjuntura.

O mundo com humildade,
Em Sorrisos e batalha dura,
De gente com brio e vaidade.

Disposta a encontrar a cura,
Para cada dor e enfermidade,
Viva capital em fé e cultura.

25/01/2019