segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

Superstição

Se todos os números se unem,
Para ter seu significado,
Quando um e três se fundem,
O que poderia ser formado?

Simples dia de trabalho,
Sem escadas ou gatos pretos,
Em Segunda, Ato falho,
Como os versos sem sonetos.

No que se crê realmente?
Nas palavras ou nos atos,
O que encanta qualquer mente,
Símbolos escritos ou fatos?

E se Existisse Azar,
Qual seria o seu rosto?
Deixaria alguém sem ar,
Ou lhe traria amargo gosto?

Suspeito que superstição,
Definir um complexo algarítmico,
Se muitos semeiam azar no coração,
E no fundo querem colher algo rico.

Passa o tempo e o homem aprende,
Que o maior azar é não Agir,
Triste daquele que triste se rende,
Deixando energias falhas lhe coagir.

Acaso não e superstição,
Achar que um numero ou dia,
Mudaria ate a mais doce emoção,
Ou impediria alguém de sorrir?


13/01/2020





domingo, 12 de janeiro de 2020

Domingos

Um dia qualquer pra refletir,
Domingo é dia de descanso, 
E os fatos tendem a seguir,
Refletindo um coração manso.

Pensar no que é o passado,

O que aconteceu noutro momento,
A vida é um ciclo Engrenado.
E o homem flui nela com o vento.

Quem se foi, de onde veio,

Eis que o que oculto foi colocado,
Na certa não é por devaneio,
E tem bom motivo justificado.

A curiosidade não e má,

Mas tudo tem seu momento,
O saber poder magoar,
E por vezes ate causar tormento.

As duvidas de um domingo,

Entre as tantas que a vida tem,
Preciso é sempre ir sorrindo,
Afim de encerrar com Amem.

Os dias são flores no jardim,

Umas duram mais outras menos,
Mas em razão da beleza enfim,
Provocam os bons sentimentos.

Assim sejam os Domingos,

Um respirar em meio aos sufocos,
Com nobreza de Olhares lindos,
Evitando que ressurjam os loucos.

12/01/2020








sábado, 11 de janeiro de 2020

Dois Iguais

Como se fosse ontem,
O calendário, mudanças, o ano,
Diferentes queriam que fossem,
As coisas que seguem falando.

Mas ao primeiro dia,
Se acrescentaram mais dez,
O número quase nem se via,
Que aos olhos se sobrou aos pés.

Piscando no mesmo chão,
Olhando os mesmos olhares,
Nada muda sem o coração,
Frequentar e respirar novos ares.

Deixa passar o tempo,
Que o onze é número apenas ,
Mesmo parecendo igual momento,
Sempre serão diferentes cenas.

Viver e mesmo isso,

As vezes eterno Dejavu,
Sequencia revista de um misto,
Dos pensamentos de norte a sul.

Caso pareça repetido,

mesmo os números do dia,
Os Valores nunca mudam,
E o bem trara sempre alegria

Se de primeiro a onze,

Os sonhos puderem repetir,
O premio é primeiro bronze,
Antes de qualquer ouro reluzir.

11/01/2020




sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

Lógica Binária

Parece um pouco extremista,
Resumir tudo a zeros ou uns,
Ou se tem alguma conquista,
Ou faz se a derrota de Alguns.

Mas esta é a real lógica,
Num resumo sem muita razão,
Toda Depressão é patológica,
Só se pode ser Feliz ou Não.

De ser ou não ser,
Entre o presente e ausente,
A vida é um Crer ou não crer,
Ou se é bicho, ou se é gente.

Junta se um e zero doze vezes,
Num certo calendário Romano,
Doze dias dez para viveres,
Enquanto se passa mais um ano.

Muito se programa com binários,
Decidindo se será não ou sim,
Os códigos poderão ser meios vários,
Mas as escolhas é que levam ao fim.

E mesmo que o fim justificasse,
Cada meio tomado sem lógica,
Antes que o tempo se passe,
Tudo trás consequências sem mágica.

E se o zero e um faz o dia,
Cada momento é importante,
Esta e só mais uma poesia,
Para valorizar alguns instantes.

10/01/2020