quinta-feira, 22 de outubro de 2020

Desrespeitavel Público

Sob o pretexto incorruptível 
De que o show teria que continuar,
Jogaram toda a farinha no mesmo ar,
Num escarnio tão cru e insensível.

O público  assistia a gargalhar,
Condenando ao público , incrível,
Dizendo o segundo ser inelegível,
A qualquer tarefa eficaz a se prezar.

Pobre público  ali inassistível,
Sem a pública  política a lhe amparar,
Era só uma massa tão suscetível .

Nas mãos das privadas a lhes manipular,
Nem se tocava quão  público era o seu nível,
Desrespeitável público perdido sem seu lugar.

22/10/2020




terça-feira, 20 de outubro de 2020

Lida de um leitor

Nas mãos mais um livro surrado,
Cheio de estórias ou história,
Preenchendo a mente e memória,
Seria este próprio ou emprestado.

A imaginação cheia de uma glória,
Indescritível poder pois conquistado,
Por saber dos presentes e de um passado,
Onde tudo se passa com enorme vanglória.

Naquele tempo pequeno conquistado,
No Almoço ou na mera linha transitória,
Que lhe conduz ao trabalho e ao estudado.

Nesse espaços um calhamaço, uma trajetória,
Mapeado por algum desejo a ser alcançado,
Sejam paginas devoradas, lidas sem vexatória.

20/10/2020



domingo, 11 de outubro de 2020

Um Olhar

Na janela do tempo,
Olha um menino perdido,
Onde seu sonho teria ido,
Por que se prendeu a tal momento?

Este olhar um pouco iludido,
Tempo, tempo és passatempo,
Aos deuses apenas o contento,
De horas soltas em tempo fluido.

O que fizeste ao menino ó tempo,
Que agora se perde ali caído, 
Ou acola contra o próprio vento.

Tempo se queres de seu castigo,
Mas permita sucesso em um evento,
O de "O menino ainda estar vivo."




terça-feira, 1 de setembro de 2020

Tempo que passa

Tu que andas passageiro,
Conduzindo a tudo a volta,
A fechar e abrir cada porta,
Com o seu caminhar sorrateiro.

Ano passa e tudo se conta,
Setembro já vem bem faceiro,
Trazendo a um sonho certeiro,
Venha a cura que ao vírus comporta.

Com o florescer de um mês inteiro,
Iniciando com tudo a sua volta,
Prometendo ao povo tão festeiro.

A cura, o festejo o abrir da porta,
Tu que andas e andas tão ligeiro,
Não nos deixe com o que não importa.

01/09/2020