sexta-feira, 1 de setembro de 2017

O Banquete


Façamos um trato,
Queremos à luz de vela, um jantar,
A paz seja o principal prato,
Que possamos nos fartar.

Os sorrisos se entreolhem,
A vida tenha sentido,
As almas felizes conversem,
Os bens e males já vividos.

Façamos um prato,
Nada para se comer frio,
Aqueça-se o melhor fato,
Ingrediente nenhum fique vazio.

Espelho da alma limpo esteja,
Para ver o mundo como é,
Sem pré-conceitos ou pelejas,
Abram se os olhos da fé.

Neste banquete brindemos,
O fim da sede por risos,
Ébrios de gargalhadas fiquemos,
Bebendo dos bons motivos.

Afinal são tantas as pressas,
Que tudo se desidrata,
Não há mais tempo para compressas,
Vivemos de pílulas de um nada.

Nos curamos com conceitos,
Em laboratórios preparados,
Julgamos do outro, defeitos,
Escondendo nossos fados.

Esquecemos até a sobremesa,
O doce que enriquece a vida,
Adorno aos sabores, sem tristeza,
Não falte o Amor sem medida.

01/09/2017



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