terça-feira, 10 de agosto de 2021

Nos Espinhos

Tempo e rosa, seu espinho,
Dores e cores que marcam
Quem dera dizer que passam,
As feridas de um ser sozinho.

Haja doses que o ser curam
Amor próprio ribeirinho,
Que ecoa, canta passarinho,
Deixa fluir o que procuram.

Deixa fluir o rio devagarinho,
Pranto, uns dizem que curam,
Outros preferem o carinho.

Que pelos sonos borbulham,
Enquanto se curam do espinho,
A sonhar com rosas que brilham.

10/08/2021



segunda-feira, 9 de agosto de 2021

Cicatrizes

Quantas vidas perdidas,
Nas matas, na história,
No tempo, na memória
Nas cidades evoluídas.

Quantos em dedicatórias,
Lembranças de tais vidas,
Quantas lutas já vividas,
Quantas tribos vanglória.

Extermínios genocidas,
Quanta gente notória,
Perdeu-se nas feridas.

Onde apaga se a glória,
Dores indígenas sofridas,
Marcando nossa trajetória

09/08/2021



Ele

Ele viu os filhos nascer, 
Batalhou com sangue e suor, 
De sua luta achou dar o melhor, 
Os filhos ele viu a crescer.

Quis da vida evitar o pior, 
Ensinou trabalhar e querer, 
Desejou fosse mais a saber, 
Falou como a força é maior. 

Machucado tentou se reerguer, 
Tentou reaprender próprio amor 
Nem se sabe o que viu no viver. 

Com o tempo mudou seu rumor 
Suas dores seu pranto e sofrer, 
Reconstroem quem Ele se tornou. 

 08/08/2021



domingo, 8 de agosto de 2021

Afluente

Em um passeio pelo parque,
Filhos e pais tempo a dividir,
Tentam eles não deixar ruir,
Os laços deste lindo embarque.

Entre erros e acertos o sorrir,
Alguns a sair do real enfoque,
Outros a rir sem ter recalque,
Um domingo comum a seguir.

Quem diria seria o porquê,
De tanta comoção conduzir,
Era dia dos pais um retoque.

Enquanto tanto há a descobrir,
Pais e filhos sem desfalque,
Ali junto a fazer a vida fluir.

08/08/2021