sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Espelho meu

Rainha Chronus,
Madrasta das horas,
Peso de todo ônus,
Mãe plena do Agora.

Espelho das rugas,
Do futuro, o medo,
Causadora de suicidas fugas,
Dos tensos momentos segredo.

Reflexo do que se esperava,
Dor do não alcançado,
Invocação do que estava,
Magia nula do Passado.

Mentira do que leva o espirito,
Falsa e triste enganação,
Artifício do mundo corpo aflito,
Poder que atrofia o coração.

Refletir o que virá,
E tentar matar o que nem nasceu,
Espelho apenas mostrará,
Reflexos nulos de um Coliseu.

Teatro das infernais borboletas,
Que perseguem mostrando o eterno,
Tudo se esvai ao soar de trombetas,
Apenas o agora pode ser Terno.

Palavras, feitiço do Desejo,
Não queira eu matar o que é belo,
Façam se Ternuras de um beijo,
Este Cenário de um grande Otelo.



 13/112015


terça-feira, 10 de novembro de 2015

Tardio


Ato passado, que transpassa,
Translúcido medo, do que passou,
Sóbria ressaca, sem cachaça,
Poesia apaixonante de Desamor.

Dia após dia, bênção ou desgraça,
Sorriso e pranto vício da mente,
Tudo que se sabe é que tudo passa,
Tudo que se quer e amor eloquente.

Quentes beijos, doce sorriso,
Já não importa o passado,
O futuro se torna pleno, tão liso,
Que tudo pode ser superado.

Parece que tudo foi esquecido,
O dia só para olhar um olhar,
Entender o quanto dói o sofrido,
Amar, querer, sorrir, sonhar.

Verbos de rimas pobres,
Mas o agir é mera conjugação,
E a riqueza tão enormes,
Quando se movimenta um Coração.

O Tempo é espada de angústia,
Afiado pela áspera descrença,
Sofre quem espera e não busca,
Já que a vida e tão curta e extensa.

Infinito seja o bom sentimento,
Em partículas mesmo que tardio,
E ontem esquecido sofrimento,
Superado e no prazer e arrepio.


10/11/2015



terça-feira, 13 de outubro de 2015

Limbo

Perdição do Teu ser,
Estar fora de si é o ensejo,
Louco por eterno prazer,
Reencontrando em si desejo.

Limbo, esse reflexo forte,
De uma escura luz, que brilha,
Vida que desfaz a morte,
Olhar que eleva, dor que humilha.

O desejo de ser bem mais,
Mas a falta de força momento,
O sonho, a luz, a guerra e a Paz,
A bonança, a tempestade e tormento.

Limbo esse medo que invade,
Não, isso não irá lhe parar,
Brilha em luz pedras de Jade,
Diamante flor que faz sonhar.

Espírito de dor, afasta sua mão,
Segue a Luz e ela é forte,
Invade o peito e preenche o coração,
Afasta todo temor até da morte.

Limbo teu domínio aqui é nulo,
Espalha flores em todo canto,
Sobre o abismo se salta em pulo,
E o amanhã vem vencer o pranto.

Pronto florir, essa e a meta,
Sementes deixar pelo tempo,
Façam-se coisas concretas,
Seja o amanhã o maior sentimento.

13/10/2015




sábado, 3 de outubro de 2015

Sentir

Sentir,
Um atributo dado pelos céus,
A um animal chamado Humano,
Estranho atributo eu diria.

Pois é facilmente negado,
Tristemente distorcido,
Idiotamente ocultado,
E arriscadamente, deixará feridos.

Sentir,
Sim quando sentimos,
Sempre atingimos a alguém
Ou quiçá até a algo.

Quero eu sentir, mas sem magoar,
Quero eu, que hoje me amo,
Sorrir chorar ter prazer e amar,
Ter boas amizades e com alguém sonhar.

Sentir,
Lúdico jardim da ideia,
Ciúme, inveja são nada onde há respeito,
Não se deseja dor a alguém na plateia,
Por isso levo bate devagar e leve o sentir no peito.

Castigo a quem a maçã comeu,
Ter ciência do bem e mal que faz,
Adão e Eva, todos, Julieta e Romeu,
O que são Sonhos? Se não a Busca da paz,

Sentir,
Doce dádiva dos celestes Mensageiros,
Que na terra entendem a vida em teste,
Da Paz e união de forças Herdeiros,
Façamos do mundo um lugar Celeste.

03/10/2015