quinta-feira, 18 de junho de 2020

Poeta Anômimo

Escrevendo torto,
Em retas linhas,
Pelo mar morto,
As vidas definhas.

Inspiração desconhecida,
Palavras mais loucas,
Em uma sã Vida,
Entre vozes roucas.

De quem eram,
Aquelas palavras,
Que desesperam,
Qual fogo em águas.

Alguém que nem era,
Vai aprender a ser,
Enfrenta a qualquer fera,
Para não desaparecer.

Um leão a cada dia,
Achou melhor não matar,
De cada um fez poesia,
A selva toda quis declamar

Anônimo como o vento,
Nem sempre visto, sentido,
Sem rosto louco tormento,
Imagem do que é vivido.

Escrita um dias a biografia,
Talvez não diga o seu nome,
Mas alguns verão sua poesia,
A vida seu ser pois consome.

Quem é ele? uma lacuna,
Preenchida com puro animo,
Jogado entre pedra e runa,
Só mais um poeta Anônimo.

18/06/2020



Ao Quimista

Eis aquele que poderia,
Transformar carvão em ouro,
Em diamante, certo não ria,
Tantos processos com estouro.

Conhecedor dos materiais,
Com os quais evita confusão,
Mistura, aquece e algo mais,
Com o calor consegue a Fusão.

Alguns os chamam de magos,
Pois fazem coisas fantásticas,
Descrevem elementos largos,
E conhecem tabelas periódicas.

Quase tão nobres quanto,
Os gases conhecidos assim,
Talvez não falem esperanto,
Mas conhecem mundos enfim.

Calculam o que ha no espaço
E abaixo do solo presumem,
Que alem do ferro e do aço,
Ha Níquel e coisas alem.

Tudo que ha de minério,
Seus catálogos trazem escrito,
Seu estudo é sempre serio,
E seu conhecimento bendito.

Em seus tubos faz ensaios,
De processos bem atípicos,
Misturando elementos, vários,
Pela lei são eles os Químicos.

18/06/2020






quarta-feira, 17 de junho de 2020

Palavras secas

Preste atenção nestes ditos,
Talvez não sejam populares,
Nem todos os atos são benditos,
Se de todo lugar não cuidares.

A terra seca com o tempo,
A Água seca vira deserto,
E pedra dura é contratempo,
Sem a água ali por perto.

Tudo que seca não brota,
Se o solo não for cuidado,
De onde se alimenta a nora,
Que canção tocará no cerrado.

De quem sera a responsabilidade
Se a água que hoje corre secar,
O que sera desta tal sociedade,
Associada ao infinito explorar.

Se o olhar não percebe secarem,
As lagrimas e cada esperança,
Os rios em poeira a se afogarem,
De tantas plantas só a lembrança.

Seria de uma pior aspereza,
Não gritar não olhar e cuidar,
Dos poluídos rios de incerteza,
Que a cidade insiste em matar.

Onde esta o respeito ao fluir,
E por que é tao difícil entender,
Se os poderes e povo logo agir,
Qual sera a água que vão beber.

17/10/2020





terça-feira, 16 de junho de 2020

Voz No Espelho

Pouco importa o que dizem,
Tantas vozes na ida e volta,
Pouco importa que tanto frisem,
Isso mesmo, pouco importa.

Se dizem que não és capaz,
Que não vai dar nada certo,
Se o teu melhor não apraz,
Se onde vais é longe ou perto.

Se tantos acham lhe pouco,
Ou se lhe dificultam muito,
Se vão lhe considerar louco,
Se a vida lhe cobra o quinto.

No espelho tem uma pessoa,
Falando com a sua voz,
Mesmo que furem a canoa,
A nado tu chegaras a foz.

A voz não dirá mentiras,
Tampouco que es beleza,
Mas sabe o que reviras,
Conhece tua natureza.

Talvez essa voz te enfrente,
Seja ela sua unica inimiga,
Por saber o que você sente,
Melhor não ter com ela intriga.

A Voz no espelho sabe,
No teu intimo tudo que sentes,
Pouco importa a outros não cabe,
A voz sabe o quanto são diferentes.

16/06/2020