quarta-feira, 22 de abril de 2015

Terra a Prazo

Concreto desejo fiel,
De expandir por conquista,
Navegavam por D. Manuel,
As naus que viam terra a vista.

E tudo se foi, a prazo,
O ouro a madeira a riqueza,
E a vera cruz viu se ao descaso,
Após forjada sua beleza.

Mas eis que um filho seu,
A luta não há de fugir,
Independente até da morte,
Brasil é capaz de ressurgir.

Tanto faz que se retoca,
Mesmo em parcelas infinitas,
Seu berço tem luz que enfoca.
Em brilho de lutas benditas.

Teus séculos de dívidas,
Hoje refletem em teu povo,
Mas estas raças sofridas,
Lutam com sangue novo.

Renovam os rostos os sonhos,
A prazo esperam do futuro,
Realização de seus planos,
Quem sabe destino menos duro.

A prazo pagam com suas dores,
Para poupar os descendentes,
Quiçá se formem novos doutores,
Humildes, mas inteligentes.


22/04/2015

terça-feira, 21 de abril de 2015

Apelo a Inconfidência

Não esconde os seus Desejos,
Aquele que o bem quer,
Não necessita de segredos,
Pois há de agir de boa-fé.

Não decide as escondidas,
Não esconde aos pequenos,
As consequências em suas vidas,
E não dá em troca de água, venenos.

Não apela a força que mata,
Apela as ideias e a clemência,
Não deseje heróis de espada,
Seja herói desta Inconfidência.

Apelo as vozes para que gritem,
Nas situações em que estão descontentes,
Não se deixem calar pelo medo,
Sejam os novos Inconfidentes.

Registrem, publiquem, assinem,
Pensando no bem comum,
Todo poder de um povo vem,
Quando o povo se torna um.

Não tenham sido em vão,
As mortes de nossa história,
Inconfidentes deem-se as mãos,
Mantendo Viva a Memória.

Não se repitam atrocidades,
Em nome de Ordem ou de leis,
Ecoem por todas as Cidades,
Que pela paz, Inconfidentes vós sereis.

21/04/2015


segunda-feira, 13 de abril de 2015

Cansaço

Caminho, destino, Acaso,
Chamado de vários nomes,
Os dias seguem descaso,
Sem ter razão ou sobrenomes.

Peças encenadas em tom lúdico,
Com suas sequências repetidas,
Cansam ao olhar do público,
E aos atores de suas vidas.

Ficam mudos, todos correm,
Maldizendo as segundas, bestas,
Se esquecem que todo morrem,
Imploram que cheguem as sextas.

O cansaço é inerente ao viver,
Quanto mais intenso maior será,
Não há cansaço até no prazer?
O bom do cansaço é o se cansar.

O suado salário, a balada agitada,
O porre, a noite quente, tudo cansa,
Mas tudo isso não valeria de nada,
Se pós tudo, não houvesse bonança.

Cansaço é também dadiva divina,
Respeitados limites do corpo,
E um misto de emoções que combina,
Desgaste e satisfação como um todo.

Descansa o corpo, a mente e a alma,
Na vida, há para tudo, momentos,
Haverá Correria, haverá Calma,
Assim como Poesia e Tormentos.


13/04/2015

quarta-feira, 25 de março de 2015

Era Para Ser Eterno

Era para ser eterno,
O sorriso radiante,
O abraço terno,
O momento, o instante.

Era para eterno, ser
O amor, a alegria,
O desejo o querer,
A música e a poesia.

Para sempre,
Mesmo que amanhã,
Por efeito da mente,
Virasse memória vã.

Era para ser memória,
A flor que desabrochou,
As lutas de nossa História,
E um pouco de tudo que passou.

Era para ser eterno,
Mas o eterno é a gente que faz,
Sofrer não tem nada de moderno,
É terno o amor e a paz.

Era para ser hoje, então,
O dia eterno de alegria,
Se em ti houvesse gratidão,
Pelo seu despertar magia.

Neste mundo de milagres poucos,
De descrença na felicidade,
De unidos indivíduos loucos,
Que sangram nos olhos maldade.

Estamos vivos,
Se não tem a quem amar,
Ame a vida, os sorrisos,
E eterno será seu despertar.



25/03/2015




domingo, 22 de março de 2015

Belas Notas

Ouço a música,
Belas notas, soltas cordas,
Baixa e rústica,
Vibrante e quase morta.

Ouço a música suspirar,
Matematicamente cada acorde,
E a preguiça samplear,
Cada criação, hei Senhor “Lord”.

Não permita, diga e explica,
Cada vulto cada voz e instrumento,
Tudo respira em uma música,
Mesmo sem palavras, tem sentimento.

Poesia grita muda,
Tenta explicar aos ouvidos,
Que prazer e dor profunda,
Não se expressam só por gemidos.

Canta sem querer todo corpo,
Num samba bem ritmado,
Música é um ser absorto,
Sem tempo, presente ou passado.

Bossa, clássica ou eletrônica,
Tom maior ou menor pauta,
Rock, Jazz, Blues ou Sinfônica
Boa música faz sempre falta.

A música a alma alimenta,
É água ao seco espírito,
Acalma a pior tormenta,
E reanima o olhar caído.



22/03/2015


domingo, 8 de março de 2015

Presente

Em você, vejo flores,
Tão femininos são os tons,
Tudo se pinta em suas cores,
E a melodia reflete os seus sons.

Orquestra em festa por suas lutas,
Igrejas louvam seu temor e fé,
 És semente das mais doces frutas,
És a mente que Deus fez mulher.

Em você eu vejo a arte,
Seus doces olhos seu sorrir,
Serás feliz em qualquer parte,
Farás feliz a quem te seguir.

Fonte inspiradora,
Divinos anjos em véus,
Mulher és luz geradora,
És a doce arte dos céus.

Em ti habita todo o calor,
Em tuas mãos e ventre o aconchego,
Tu és o símbolo do amor,
E força que afasta qualquer medo.

Inspiradora presença,
Presente dos céus e da luz,
Minha, doce forca e crença,
Vem deste carinho que de ti reluz.

Tocar tua alma, teu olhar em mim,
Coisas que em silêncio se sente,
Querer aqui tão perto enfim
Seria e será o mais doce presente.



08/03/2015





sábado, 7 de março de 2015

Beati Espiritus

Diga-me onde escrito está,
Que Deus é um homem nos céus,
Por que deves acreditar,
Que ha mais santidade fora dos véus.

Deus escreveu um verso que se eleva,
Do desenho de uma costela,
E Adão lhe amou e chamou Eva,
Sua companheira divina e Bela.

Mulher é o presente de Deus,
A solidão da humanidade,
Presença viva aos seus,
Bela imagem da Caridade.

Aquela que tem o poder,
De abalar o coração mais duro,
Capaz de qualquer homem tentar,
Mas dona do coração de mãe mais puro.

Flor que dá a Luz a vida,
Sonho e Força, é lutadora,
Frágil quando não é querida,
Mas do Amor, eterna condutora.

É Fogo em pleno inverno,
É brisa em meio a tornado,
Coração doce e terno,
Espirito forte e incontrolado.

Mulher é quem merece escolhas,
É também face Divina,
É primavera, flores, folhas,
É centelha que a Paz Ilumina.


07/03/2015




quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Juros de Amor

Poesia só valeria,
Se em conta corrente viesse,
Corrente moeda, poesia,
Amor, sem riqueza se esquece.

Me poupe de seus desamores,
Economize mentiras,
Não diga gostar das flores,
Se quer esmeralda e safiras.

Poeta e seu banco de ideias,
Juro que não se sabe o que pensa,
Mel só é doce em colmeias,
E amar é dívida intensa.

Pague em versos o desejo
Não digo o inverso por luxúria,
Nada paga um verdadeiro beijo,
Me poupe de inválidas injúrias.

Poupe a santa paciência,
Não invista mais em amor,
Para não emprestar clemência,
Ame a si mesmo, sem penhor.

Os juros da vida são altos,
O tempo tem taxa constante,
Cobra por cada um dos minutos,
Que tu perdes desnorteado e errante.



26/03/2015


segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Respira

Mergulha na vida,
Segunda, sem segundas intenções,
O domingo é lembrança querida,
A semana reserva paixões.

Respirando, tantos direitos,
Na esquerda alguém diz,
Que és escravo dos opostos,
Oposição sem direito ao que quis.

Crê, que podes criar,
Assim como destruir também,
Humano ser, pode amar,
Mas o Ódio é o amor que perde o bem.

Intenso cru, e voraz,
O Ódio é o Irmão do Amor,
Por tênue linha, guerra e paz,
Dividido entre prazer e dor.

Respira, pode ser o último suspiro,
Neste olhar de trevas cheio,
Abre o olho, não és vampiro,
Não se alimente do sangue alheio.

Inspira, tudo que respira vive,
Vive então e suspira sentimentos,
Transpira bons momento,
Põe o sopro do criador nos momentos.

Sê feliz, faz feliz, leva a Felicidade,
Não ria, apenas feliz sorria,
Gargalhando só se for de verdade,
Sem fingir respirar, grite a poesia.

23/02/2015


quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Sem preço

Quanto custa um abraço,
Carinho, amor, compaixão,
Qual o custo de um laço,
Qual o preço da paixão?

Amor, Respeito, Carinho,
Quanto custam os sonhos,
Onde não estejas sozinho,
Qual o rumo dos planos.

E o tempo pra que serve,
Quanto custa um minuto,
Se o sentir fizer greve,
Se o Álvaro entrar em luto.

Quanto pagam por mim?
Quanto custa meu desejo,
Qual o preço do meu sim?
Quanto pago por um beijo?

Mais alguém? Alguém mais?
Leva agora um sorriso,
Anseios grátis por paz,
Passagem para o paraíso.

Quanto custa? Não tem preço,
No mundo o bem-estar é gratuito,
Basta conquistar o apreço,
E mostrar verdadeiro intuito.

"... Por aquilo que cativas..."
"Tu és eternamente responsável..."
Pagarás com alegrias vivas.
O companheirismo amigável.



19/02/2015