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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Juros de Amor

Poesia só valeria,
Se em conta corrente viesse,
Corrente moeda, poesia,
Amor, sem riqueza se esquece.

Me poupe de seus desamores,
Economize mentiras,
Não diga gostar das flores,
Se quer esmeralda e safiras.

Poeta e seu banco de ideias,
Juro que não se sabe o que pensa,
Mel só é doce em colmeias,
E amar é dívida intensa.

Pague em versos o desejo
Não digo o inverso por luxúria,
Nada paga um verdadeiro beijo,
Me poupe de inválidas injúrias.

Poupe a santa paciência,
Não invista mais em amor,
Para não emprestar clemência,
Ame a si mesmo, sem penhor.

Os juros da vida são altos,
O tempo tem taxa constante,
Cobra por cada um dos minutos,
Que tu perdes desnorteado e errante.



26/03/2015