terça-feira, 18 de agosto de 2015

Pequena Estrela


Brilho vário,
Céu azul cristal,
O canto livre de um Canário,
Luz brilhante, bem ou mal.

Cada dia,
Outras possibilidades,
Rumo, caminho ou via,
Órbita das realidades.

Grão de areia,
Nas Voltas do destino,
Impulso, Força alheia,
Desejo de estrelas caindo.

A vida não passa,
De um caminho trilhado,
Sim a vida sempre passa,
Estrelas ainda brilham do passado.

Épica corrente,
Sonhos e desilusões,
Verdades de quem mente,
Certezas e contradições.

Pequenas estrelas,
São as vidas e seus elos,
Alegrias, não se deve conte-las,
Amizades, amores, sorrisos belos.

Pequena rosa,
De um planeta, ventos distantes,
Amor, história em prosa,
De tantos loucos, príncipes errantes.

18/08/2015





segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Revolta

Nas ruas o Desespero,
Armas do descontentamento,
Medo luxuria e desterro,
Ordens sem rumos, momento.

Que um filho teu não foge à luta,
Pátria amada tu Verás,
Mas este despreparo sem conduta
Aos que pensam medo deixarás.

A loucura está nos olhos de quem vê,
Mas não olha toda a situação,
Insanidade se espalha pela rede e Tv,
Poucos sabem quem faz a constituição.

Gritos loucos, berros roucos,
Palavras de Ordem pra quem,
Se quem tem poder nos acha loucos,
E prefere o povo só dizendo amém.

A mente abre, olha o céu,
Horizonte nulo, amanhã incerto,
Revolta de uma torre de babel,
Línguas afiadas, afastam quem está perto.

Ficar esperto é preciso,
Todos navegam no mesmo barco,
Pensamento coeso ou indeciso,
Pode mostrar um novo marco.

Ofensas na rua e preconceito,
Não resolvem nenhuma discussão,
Alinhar ideias, ouvir é um jeito,
De buscar alguma solução.



17/08/2015


sexta-feira, 14 de agosto de 2015

O Risco

Viver é andar numa corda,
Equilibrando paz e medo,
Flerta com o perigo quem acorda,
Viver é desafio não há Segredo.

O código programado,
Em linguagem única,
Sem futuro de um passado,
Doce ilógica, lúdica.

Onde o poder domina,
E apagam se vidas escritas,
Os rumos onde se caminha,
Se perdem em novas palafitas.

Moradas da consciência rasa,
Suspensas num lodo de medo,
Queimam e ardem qual brasas,
As vidas cravadas em segredo.

Risco de vida e de morte,
Ardem corações em seu fogo,
Risco de sonho e de sorte,
Arriscar cada segundo neste jogo.

Amar e andar pela rua,
Será que ainda é seguro,
A pele vestida anda nua,
Aos loucos que dominam pelo tiro.

E o amanhã, nem sempre garantido,
Se esconde cada vez mais na neblina,
Para a sorte dos que já tem vivido,
E risco dos que seguem a rotina.


14/08/2015



quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Explorar


Deixa o sol nascer,
Caminho horizonte,
O que vale é viver,
Juventude não tem fonte.

Respira fundo e salta,
O mundo é tão pequeno,
Morrer saiu de pauta,
Quando falhou o veneno.

Expirou o medo,
Explorar é a ordem,
Amizade, não tem segredo,
Sorrisos nos rostos explodem.

Absorção de sinergia,
Vale até sair do ar,
Veja vem um novo dia,
Novos fatos a explorar.

Gritar silenciosamente,
Que tudo não passa de nada,
Deixar aliviar a mente,
Seguindo o rumo estrada.

Milhões de olhares perdidos,
Que não se perca a esperança,
Colecionando bons sorrisos,
A vida segue em Bonança.

Respira fundo e salta,
O precipício é imaginação,
Não sinta de si mesmo falta,
Explore o amor próprio, Ação.

13/08/2015


segunda-feira, 10 de agosto de 2015

O Sol

Todos os dias,
Luz no céu, para todos,
Poema e poesia,
Sem segredo sem medos.

Mãe da perfeição,
São as imperfeiçoes paternas,
A forca de um coração,
E a mãos calejadas, mas ternas.

Dia para lembrar da vida,
Da força de quem se liga,
Se a Vida Foi sofrida,
Um bom pai o filho livra.

Nem sempre, Perfeito?
Predileto em toda mente,
Amor de Pai é conceito,
Efeito, é as vezes Exigente.

Pouco medo esboçado,
Em coração de Rapaz,
Que homem se torna ao lado,
Dos que geram sua paz.

Susto no despreparo,
Medo do desconhecido,
Amor que nunca e raro,
Prazer ao ver o Nascido

Pai, é sentimento confuso,
Mas de um Pai eterno, é benção,
O filho que torna o mundo difuso,
Força real de sonho em construção.

10/08/2015


segunda-feira, 27 de julho de 2015

Montagem


Retalhos de doces desejos,
O inalcançável feito visível,
A triste falta dos beijos,
Imagem criada do intangível.

Copiar e trazer para a tela,
A perfeição inexistente,
Pessoa perfeita e bela,
E fantasias da mente.

Montagem do imaginário,
A Paz, o Amor e o respeito,
O medo preso no armário,
Imperfeita visão do perfeito.

Ah se todos se amassem,
Se viver fosse apenas sorriso,
Que anjos e amigos se abracem,
Montagem de um paraíso.

É apenas uma vontade,
Tu pensas, nós somos, ele é,
Opiniões não são só verdade,
Conciliar tudo é viver, é ter fé.

Recortes da vida presentes,
Nem tudo se encaixa em perfeitos,
Sábios são os sobreviventes,
Destes tsunamis de conceitos.

Dramática opinião shakespeariana,
Onde o voo vem dos que interagem,
Sendo que nossa asa é apenas uma,
Somos em parte anjos, uma montagem.

27/07/2015



segunda-feira, 20 de julho de 2015

Flor da Amizade


Anjos passearam pela terra,
Semearam uma estranha semente,
Cinza, pequena quase uma quimera,
Uma lenda gravada em na mente.

Ah estes celestes seres benditos,
Soubessem eles o que deram,
Nem escrevendo todos os livros,
Tanta sabedoria os humanos tiveram.

Não se sabe se eram sementes de rosa,
Fato e que mesmo entre espinhos,
Brotou palavra de verso e de prosa,
Que entre os homens trouxe carinho.

Flor serena e alimento da alma,
Planta celeste de laços infinitos,
Geradora do conforto e da Calma,
E na hora da solidão Livramentos.

Essa flor, planta medicinal,
Receitada até para a depressão,
Nasce nos corações é natural,
E irrigada pelo pulsar do coração.

Se em seu jardim há sinceridade,
A mentira brotando a enfraquece,
Fotossíntese da plena luz da verdade,
Doce flor todo olhar enriquece.

Eis que o ápice que todo ser anseia,
Tem data para nascer, mas não tem idade,
Como sangue que pulsa em sua veia,
Essencial se faz, a Flor da Amizade.

20/07/2015



O Ar


Num sopro em barro,
Um Adão vida recebeu,
E deste tão simples sopro,
O humano simples nasceu.

Ar este doce elemento,
Que sopra sereno o respirar,
Que acalma manhãs momento,
Brisa esta, de um sonhar.

Não subestima o Ar
Se não queres perder tudo,
Basta um bom vento passar,
Para que o orgulho fique mudo.

Este elemento incolor,
Que até se finge lá não estar
Tornado em força traz dor,
E cidades pode devastar.

Um sopro de medo a quem sonha,
Devasta o amanhã vindouro,
Furacão de ideia medonha,
Estraga e leva moedas de ouro.

Respirar, respirar, respira o bom ar,
Respira atmosfera de amizades,
Deixa adentrar das flores o perfumar,
Um sussurro de boas verdades.

Deixa o ar vir como vitória,
Vento este forte Elemento,
Deixa bons ventos na memória,
Que a vida se areja a cada momento.

20/07/2015



sábado, 4 de julho de 2015

Lucidez


Tenho fome de ideias,
Num mundo onde o lúcido,
Não passa de réplicas,
Cópias nebulosas de um translúcido.

Medo, isso era segredo,
Mas escapou, você já pensou,
Que pensar muda o enredo?
Muda quem és, e quem sou.

Ei!! Desliga da opinião da TV,
Não precisa desligar ela!!
Apenas se liga olha e vê,
O que dizem não está na janela.

Olha o prato, olha o preço,
Desperta a mente pensamento,
Trabalhe melhor seu apreço,
Religa o pensar vê o momento.

Vozes e forças ocultas,
Falam "A" e fazem "Z",
Invocam as boas condutas,
E exigem silêncio a você.

Ei!! Acorda preste atenção,
Tá ruim, mas pensar é preciso
Não seja zumbi, pois senão,
Se apossarão de seu juízo.

E condenar a mente por pensar,
Será o próximo passo de tudo isto,
Mas se a gente não vai mais sonhar,
Descartes, se não penso, logo desisto.

04/07/2015



domingo, 14 de junho de 2015

Poema da Verdade


Não quero ser poeta,
Se for para falar de amores,
Quero coisa mais concreta,
Quero beijos, quero flores.

Eu esta coisa, certeza incerta,
Monocromática das cores,
Que em seu próprio sangue injeta,
Venenos dos Desamores.

Poeta surdo de rima,
Cego de amor e de paz,
Tinta inerte que imprima,
A impressão de tudo que jaz.

Definitivamente, não quero,
Assim, não quero ser poeta,
Poesia, vem com esmero,
Do céu, é obra quase direta.

Me arriscaria em um inferno,
Dizer que Deus é poeta,
Verão que se faz inverno,
Planta que é flor incerta.

Quero ser semente ao chão,
Vislumbrar em palavras o sonho,
Recitar, para acender um coração,
E espalhar vitórias por anos.

Levar palavras pelos caminhos,
Onde o deserto de sentir, domina,
Fazer brotar, florescer sorrisos,
Nos lábios de quem desejou Morfina.

14/06/2015