terça-feira, 8 de março de 2016

Toque Celeste

Condenada pela maçã,
Mordida pela Sabedoria,
Tornou se forte e sã,
A inspiração da melodia.

Divino toque perfeito,
De uma costela criada,
Carregam a paz no Peito,
Lutando em sua jornada.

Iguais elas querem ser,
Mas não serão jamais,
Pois pra isso acontecer,
Seria se rebaixar demais.

Superiores nos sentidos,
Nas capacidades e no olhar,
Assim são elas Ouvidos,
Do que o céu pode Escutar.

Mães, Filhas, namoradas e esposas,
Conselheiras, meninas e mulheres,
Aprendizes, mestras e professoras,
Costuram retalhos de dizeres.

Dizem que anseiam vencer,
Levam consigo dores e prazeres,
Que a vida ensinou a obter,
Merecem bem mais que flores.

Em meras palavras descritas,
Mulher é um livro complexo,
Flores que enfeitam as vidas,
Parabéns ao nada frágil, sexo.


08/03/2016



quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Somos Humanos

Somos tão simples,
Porém complexos,
Nos Perdemos em caminhos,
Por nós mesmos criados.

Nos apegamos,
Às coisas que condenamos,
Condenamos sonhos,
Aos quais nos apegamos

Choramos Felizes,
Sorrimos pra ocultar tristezas,
Falamos pra pedir silencio,
Nos calamos perante grandezas

Somos humanos,
Rimando nesta prosa sem graça,
Entre gargalhadas da vida,
Cantando mudos.

A música da mudança,
Desafiando impossíveis,
Semeando esperanças,
Descobrindo nova andança.

E dai se temos segredos?
Cada um sabe o que faz,
Confia em quem apaga medos,
E sorri a quem lhe traz paz.

Somos humanos,
A criação, divina teimosia,
Ciente do bem e mal,
Em versos da maçã Poesia.

25/02/2016


segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Endereçado

Contam Séculos, em História
Non Dvcor Dvco, a frente,
Lembranças, sonhos memória,
Terra de garoa e da Gente.

Locomotiva de emoções,
Arte plena da viveres,
Pintura de sangue, corações,
Aflição de milhões de seres.

Fantasmas transitam nas ruas,
Pessoas sem paciência,
Verdades soltas, nuas e cruas,
Tudo e nada sem clemência.

Cantam suas esquinas,
Falam tanto de sua Garoa,
Suas estações, suas neblinas,
Sua gente é louca, sua gente é boa.

Sampa, de Paulista a Madalena,
Da Augusta ate seus Jardins,
Cidade Tensa, porém serena,
Cidade de princípios e dos fins.

Como não se encantar com apreço,
Pelo destino do trabalho duro,
Terra de muitos mundos Endereço,
Dos projetos que fazem futuro.

Como não cantar, Parabéns,
De tantos sonhos, o refino,
Recanto Liberdade dos Reféns,
Dos sem limites o Destino.


25/01/2016


domingo, 17 de janeiro de 2016

Futuro

Túnel de tempo,
Que há tempos se deseja,
Onde se muda o momento,
Onde se chora ou se beija.

Campo dos fatos,
Semente de anseios,
Destino dos Atos,
Pra alguns, devaneio.

Sorte, preparo do ontem,
O hoje somado ao duro,
Decepção perdas não se contém,
Experiências somadas, Futuro.

O que será? Segredo,
Melhor às vezes não saber,
A emoção supera o medo,
Às vezes arriscar é viver.

Esse paradoxo do que será,
Que assusta, anima e refaz,
Chamada do universo ao que virá,
Isso é o possível e é a Paz.

Uma batalha consigo mesmo,
Espírito solto pra se olhar,
Futuros jogados a esmo,
São apenas um mero sonhar.

O Amanhã é uma incógnita,
Que é problema é solução,
Girem os desejos nesta orbita,
De toda Humana Realização.



17/01/2016´


segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Luz Negra

Mundo de Desejos insanos,
Em seu meio de tantos prazeres,
Vivem seres cheios de enganos,
Medos, sofrer... Não são deveres.

Justiça cega de quem acha,
Que sua ideia salva o mundo,
A vida segue nada se encaixa,
Perfeito é o diverso, o profundo.

Desconhecido sonho obscuro,
Além do abismo haverá vida?
Presente parece tão duro,
Pra quem com sofrer lida.

Luz obscura de seus atos,
Verme insano que ego cego,
Não és um Deus perante fatos,
Você é um Eu que eu renego.

A chama não ilumina sem fogo,
O fogo consome o que dá brilho,
Pra confortar sempre morre algo,
Todo destino desgasta o trilho.

Trem sombrio, vida insana,
Passageiros perdidos no olhar,
Falso sorriso ao falso engana,
Toda tristeza tem seu Pesar.

Luz negra do desamor,
Assassina dos anjos viventes,
Escrava és de um vil senhor,
Que compenetra humanas mentes.

07/12/2015


quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Recital das Amizades

Numa só panela,
Misture Turmas, e Gente,
Uma pitada de todas elas,
E muita gente inteligente.

Idéias soltas, mentes livres,
Excessos a serem contidos,
Risadas, sonhos deslizes,
Olhares extrovertidos.

Respira, mas não exagera,
Respeito e amores perdidos,
Pode o que não desespera,
Liberados os bons Fluidos.

Gramado escorrega,
Procura se as chaves da vida,
Vale até beijar as cegas,
O tempo voa nessa corrida.

Brilho desejos afloram,
Um brinde ou vários deles,
A música e corpos imploram,
Liberdade, sonhos prazeres.

Água, piscina e sol,
Fantasias e gente que grita,
Loucos? Não peixes sem anzol,
Nadando no que os conflita.

Se o tempo pudesse parar,
Muita gente ali ficaria,
Quebrando cadeiras, sem chorar,
Fazendo valer cada dia...

03/12/2015


quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Duas vias

Se vai, voltará,
Caminho da lógica,
Destino seguirá,
Eis a alquimia mágica.

Dissipa e receberá,
Momentos cruzados,
Até onde isso levará,
Presentes e passados.

Ceifadores de lembranças,
Tornarão invisíveis as memórias,
Jovens idosos ou crianças,
Fragmentos de muitas histórias.

O amanhã e um destino incerto,
Antes próximo ao bem mútuo,
Que ter mentiras por perto,
Pra colher de volta falso fruto.

Eu onde está o caminho,
Porque tanta gente na multidão,
Andando perdido e sozinho,
Acompanhado de um vazio coração.

Duas vias destino inocente,
Caminhos soltos falas cortantes,
Dois gumes que se sente,
Dois lados tantos instantes.

Se o ter vale mais que o ser,
Vale mais olhar o futuro,
Se o passado se perder,
Desconhecido, o pranto será duro.

25/11/2015


domingo, 15 de novembro de 2015

Teu nome é Antonio

Neste mundo de contraste,
Tu es antônimo da tristeza,
Trabalho luta e desgaste,
Paixão amor e Dureza.

És o sapato que pisa o chão,
A mão que em calos se desfaz,
O homem de bom coração,
De seu rebento, és a paz.

Um grito, em firme voz de vida,
Exemplo sorriso e pensamento,
Longa estrada, as vezes sofrida,
Cansado olhar que traz Alento.

Neste mundo de antônimos,
Seu exemplo e de certeza,
Teus desejos são sinônimos,
Do querer de quem paz almeja.

És ferramenta do Céu,
Afiado machado de opinião,
História livre quase um cordel,
Literatura de sua emoção.

Voz suave de conselhos,
Por que lhe ensinou a vida a sorrir,
Entre emaranhados novelos,
Aprendeste a hora de ir e vir.

Neste Mundo de Antônimos,
Contrastes perdidos em parte,
Teu nome simplesmente Antônio,
Tua vida quase uma Obra de Arte.


sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Espelho meu

Rainha Chronus,
Madrasta das horas,
Peso de todo ônus,
Mãe plena do Agora.

Espelho das rugas,
Do futuro, o medo,
Causadora de suicidas fugas,
Dos tensos momentos segredo.

Reflexo do que se esperava,
Dor do não alcançado,
Invocação do que estava,
Magia nula do Passado.

Mentira do que leva o espirito,
Falsa e triste enganação,
Artifício do mundo corpo aflito,
Poder que atrofia o coração.

Refletir o que virá,
E tentar matar o que nem nasceu,
Espelho apenas mostrará,
Reflexos nulos de um Coliseu.

Teatro das infernais borboletas,
Que perseguem mostrando o eterno,
Tudo se esvai ao soar de trombetas,
Apenas o agora pode ser Terno.

Palavras, feitiço do Desejo,
Não queira eu matar o que é belo,
Façam se Ternuras de um beijo,
Este Cenário de um grande Otelo.



 13/112015


terça-feira, 10 de novembro de 2015

Tardio


Ato passado, que transpassa,
Translúcido medo, do que passou,
Sóbria ressaca, sem cachaça,
Poesia apaixonante de Desamor.

Dia após dia, bênção ou desgraça,
Sorriso e pranto vício da mente,
Tudo que se sabe é que tudo passa,
Tudo que se quer e amor eloquente.

Quentes beijos, doce sorriso,
Já não importa o passado,
O futuro se torna pleno, tão liso,
Que tudo pode ser superado.

Parece que tudo foi esquecido,
O dia só para olhar um olhar,
Entender o quanto dói o sofrido,
Amar, querer, sorrir, sonhar.

Verbos de rimas pobres,
Mas o agir é mera conjugação,
E a riqueza tão enormes,
Quando se movimenta um Coração.

O Tempo é espada de angústia,
Afiado pela áspera descrença,
Sofre quem espera e não busca,
Já que a vida e tão curta e extensa.

Infinito seja o bom sentimento,
Em partículas mesmo que tardio,
E ontem esquecido sofrimento,
Superado e no prazer e arrepio.


10/11/2015