sábado, 15 de fevereiro de 2020

De Olhos Abertos

Em tua beleza os olhos observam,
Numa admiração plena de detalhes,
Tocar te as mãos muito desejam,
Admiráveis são suas curvas e entalhes.

De olhos bem aberto a admirar,
E quando o toque for permitido,
O ar há de feliz transpassar,
Dando licença a toda libido.

Teus pés sustentando o salto,
Ou mesmo nus a tocar o chao,
Suspiros roubam em assalto,
Palpita rápido um coração.

Admirável és em tua forma,
Divina obra das mão divina,
E a aura que em ti contorna,
Gira com paz que predomina.

Talvez não percebas bem,
Mas meu ser delira por ti,
Se os anjos dizem Amém,
O Desejo que tocar te aqui.

Olhos abertos a te ver,
E quase louco por teus bracos,
Sonho é ver te a cada amanhecer,
E poder sentir teu beijos e abraços.

Que a permissão não se finde,
Olhos abertos por teu jeito de ser,
Permita-se conquistar devido requinte,
E abençoado seja hoje e sempre seu viver.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

Querida Rosa

Querida Rosa, o que sentes,
Qual tua doce inspiração,
Por que atrais olhares dementes,
Tratam-lhe tão sem compaixão?

Querida Rosa, poucos sabem,
O que se esconde em teus espinhos,
Nos peitos de tão poucos cabem,
O que suportaste em teus cantinhos.

Querida Rosa, a compreensão,
Cerca-te por tua experiência,
Viveste tanto amor e paixão,
Que te falta até a paciência.

Exalas teu doce perfume a todos,
Mas são raros os que te merecem,
Muitos te desejam por engodo,
Outros falsos elogios te tecem.

Receosos querem teu néctar,
Mas teus espinhos desprezam,
Apenas em sua beleza vão estar,
Mas nem sempre por ti prezam.

Querida Rosa, merece mais respeito,
Do amor, que sois símbolo, visto,
O colo que carregas no peito,
Traz em ti o Sagrado e Bendito.

Rosa Cara, teu carinho não tem preço,
De tuas mãos o toque cura até a alma,
Tua beleza sempre inspira o recomeço,
Teu sentir emana ao mundo doce calma.





Os Espinhos da Rosa

Se a vida tem seus tropeços,
Há quem chore ou sorria,
E quem perca se em endereços,
Do desespero ou nostalgia.

Quem nunca discutiu,

Por diferente Pensar,
Nunca chorou ou sorriu,
A primeira pedra pode atirar.

Segurar uma rosa pelo caule,

Eis o desafio do Amor,
Na vida de tudo o ser se vale,
Mas juntos se evita a dor.

Amor em todos os sentidos,

Sempre sera belo e admirável,
Sejam casais, famílias ou amigos,
O Amor é sempre algo adorável.

Tal qual a beleza da Rosa,

E como o anseio do homem,
Pouco importa se verso ou prosa,
No Amor mas intenções somem.

Em nome dos Valentins de Roma,

Que tanto arriscaram pelo amor,
Sejam hoje suas vidas plena soma,
Como oferta da mais bela Flor.

E se o mundo se faz de pertencer,

Seja de todos a posse do Amar,
E que o um no todo possa renascer,
Afim de que a fé faça se renovar.




quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

Ondas Médias

Surfando na praia das vidas,
Entre as ondas que se encurtam,
Transmitem-se vozes queridas,
Que boas memorias de muitos furtam.

Quem sabe anos e anos atrás,

Avós, pais, filhos e filhas,
Ouviam mensagens de paz,
E suas noticias em rádios de pilhas.

O tempo transmite cartas,

De uma saudade infinita,
Nos "Quilohertz" de manhãs fartas,
Anunciando seus "Zeypsolonjota".

Radio-novelas que comoviam,

Com tantos sonoros efeitos,
Que aqueles que só ouviam,
Imaginavam tais atos feitos.

As partidas de futebol,

Onde o narrador atropelava,
As palavras com a língua em nó,
E com o Gooool a torcida emocionava.

Tempos de Outrora a se lembrar,

Antes da Internet ou Televisão,
Famílias iam juntas se sentar,
Para ouvir sua preferida programação.

Este que hoje e quase um idoso,

Já foi pirata e até comunitário,
Em tempos antigo era um formoso,
Meio de se viajar pelo Imaginário. 



quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

ALMA

Tantas vezes de lado,
A explicação fica abandonada,
O peito meio que  Fatigado,
Pergunta o que preocupa do nada.

Um doce olhar antes perdido,
Hoje intriga por sua busca,
Tanto desejo em si impelido,
As vezes a alma chamusca.

Um calor invade o ser,
Desejo inexplicável,
Mas a vontade maior é ver,
Teus sonho ser alcançável.

A mente ouve um chamar 
E uma voz que indica,
Que a melhor maneira de amar,
Ém algum sacrifício implica.

Evitar incomodar se faz foco,
Mesmos os desejos são suplantados,
Deixa a Bela repousar in loco,
Se ser fera nem sempre e o bom lado.

Dois nomes se juntam na palavra,
Dois Espíritos as vezes sem um rumo,
Deixa a vida que o futuro bem lavra,
Numa costura que coloca a paz em prumo.

Enquanto se Aprende com tropeços,
E mesmo quando um perder a Calma,
Junta-se o que se tem e seus acessos.
Pra escrever novos Destinos como ALMA.




Ciencia

Será que há vida inteligente?
Ciente há de ser este tal ser?
Da importância do que sente,
E do seu Completo poder?

Ciências soltas pela história,
Causaram conflitos e guerra,
Deixaram tristeza In Memorian,
Devastaram povos e terra.

Que Ciência tinham de seus atos,
Aqueles que devastaram a vida,
Que seres escreveram os fatos,
Onde estava quem cura a ferida?

Sim há vida inteligente é a resposta,
Em todo caos há de haver equilíbrio,
A mesma ciência que por mãos mata,
Pelo coração se registra em livro.

A Cura de tantos males é Ciência,
Eis uma ferramenta em si divina,
Fruto da verdadeira Inteligência,
Quando usada para livrar de sinas.

Cientes de seu potencial,
Há pessoas que desejam curar,
As dores e compensar parte do mal,
Causado por mentes sem pensar.

Ciência está parte da Consciência,
Existe qual o verbo no humano ser,
E se mostrara em sua Onipotência,
Quando por amor se aprender a viver.



Teoria

O poder de um pensamento,
Magia da Observação,
Como mudar em momento,
Toda uma Ideia de Criação.

Ciência já não mais oculta,
Provas justificando a tese,
Amostras do ser que transmuta,
Sobrevivendo enquanto cresce.

Acaso uma teoria afirmada,
Derruba uma crença por completo,
Apenas se a crença era em nada,
Teorias iluminam o incerto.

Uma teoria de espécies,
Não encerra a Gênese da vida,
Apenas ilumina em teses,
Tanta dúvida, então desconhecida.

Teorias quando comprovadas,
Removem o véu da fé cega,
Não Abnegam coisas sagradas,
Permitem ver além da regra.

Se todo ser é capaz de mudar,
Por que fechar as portas da mente?
Evoluir é saber se adaptar
A um mundo onde o ser é discente.

Teoria é crer na Mudança,
Crer numa força Inteligente,
Que ensina a quem tem esperança,
Que e possível evoluir o que se sente.



terça-feira, 11 de fevereiro de 2020

Lourdes

Uma Senhora de tantos lugares,
Chamada de Mãe Imaculada,
Uma fé e inúmeros olhares,
Aos olhos de quem se encantava.

A menina que lenha buscava,
No silêncio via uma mulher,
De uma gruta ela abençoava,
Com seu olhar num Gran mister.

Naquele vilarejo simples,
Quem acaso iria acreditar,
Que a mãe com seus requintes,
Com sua paz viria abençoar.

Num país de tantos clamores,
No silêncio ela vinha atender,
A voz dos que nos rumores,
Duvidando, deixavam de crer.

Na árida terra, seco chão,
Pelas mãos da menina fez brotar,
Límpida água em pura benção.
Fluido abençoado para Curar.

Por permissão Divina nesta fonte,
Mostrou que o céu no silêncio fala,
Na calmaria iluminou um horizonte,
Com amor de mão que os filhos embala.

Aquela que chamaram imaculada,
Se revela a Bernadete em sua vez,
Mostrando em paz a jovem iluminada,
Que seu abraço chegava até a Lourdes.





Sempre Foram Elas

Esquece essa estória de Agora,
Sempre foram Elas agindo,
Tantas meninas mundo afora,
Sempre com a Ciência interagindo.

Mas a sociedade não deu voz,
E muitas vezes suas ideias,
Foram designadas ao algos,
Pela própria lei roubas delas.

Quantos nomes por trás,
Da ideia de um grande homem,
Quantos gênios não eram mais,
Do que as mães e amas que somem.

Não se somou nesta conta,
As ideias de tantas irmãs,
Que as vezes chamadas de tonta,
Inspirou ideias em forma de afã.

Mas seus nomes foram ocultos,
Pelo ideia de serem tão Amenas,
Deixadas de lado foram até em cultos,
Quantas e quantas deusas e Atenas.

Mas Sempre, sempre foram elas,
Ocultas em sua simplicidade,
Inspirando vidas e novelas,
Mudando o Campo e a Cidade.

E Agora é que um pouco se aceita,
Que são elas que tem suas conquistas,
Sim são elas seja esquerda ou Direita,
Meninas e Mulheres as grandes Cientistas.


segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020

Queda d'Agua

Era pra ser só Uma chuva,
Mas a Cidade parou,
A água tomou retas e curvas,
Embaixo de água muito ficou.

Era apenas água caindo,
Uma simples queda d'água,
Ao trabalho tanto iam indo,
Mas muitos ficaram na estrada.

Os rios e córregos choraram,
Em águas que levavam lixo,
Uns preocupados detestaram,
Outros nem sabiam o que era isso.

A cidade como outras chorou,
Prendeu nas ruas o cidadão,
O de mal e o de bem igual tratou,
Nao dava pra fazer distinção.

A água saltou das margens,
Se apossou de vias e marginais,
Deveria ser presa nas imagens,
As consequências quase fatais.

E até foram para alguns,
Tantos seus bens perdendo,
E o preço não será só pra uns,
Mesmo muitos a queda merecendo.

Era apenas a água caindo,
Uma chuva causada pelo tempo,
Uma queda d'água se esvaindo,
Que ficará marcada como Momento.