domingo, 28 de junho de 2020

O Rosto da Alma

Quem sabe o que escondes,
Quais segredos carregas,
O que ocultam os condes,
Qual medo tu não entregas.

Que rosto tem um alma,
Como saber o que sente,
Resposta dada com calma,
Coraçao nunca mente.

O rosto de cada ser,
Esconde algo oculto,
Caráter sonho e viver,
Ou pensamento culto.

Cada um esconde em si,
Seus preconceitos ou dor,
Esteja por la ou por aqui.
Todo mundo sente amor.

O rosto de cada espirito,
Compete a si conhecer,
Concordar ou ter atrito,
É o impulso de cada ser.

O interior não tem segredo,
É o sentir mais matricial,
Onde se dissolve o medo,
E também raiz de todo mal.

O rosto da oculto do ser,
Cabe a cada um definir,
Os rumos de um viver,
Definem como se seguir.

28/06/2020




sábado, 27 de junho de 2020

Arraial do Viver

Se tudo fosse um arraial
Onde a vida fosse celebrada,
Com milho, pipoca e curau,
Vinho quente, quentão e cocada.

Todo mundo dançando feliz
Seguindo num caminho da roça,
Cada par com quem se quis,
Qual a maça do amor endossa.

Bandeirinhas brancas no ar,
Todos vivendo em sua paz,
E a fogueira pro mal queimar,
Iluminando a dor que aqui jaz.

Cavaleiros cumprimentam Damas,
E para frente então num alavantu,
Seguindo a vida contra os dramas,
Voltando cada um ao seu ser ao Tú.

E o Anarrie de cada um, sonhar
Seja onde possar sorrir feliz,
Que não precisem a cobra matar,
Seja mentira o que não se quis.

Se a ponte quebrou conserta já,
Que a mensagem chegues sempre,
Num elegante correio que la está,
Numa barraca de um beijo quente.

E se acaso o disco riscar,
Chama logo pra tocar o Sanfoneiro,
Mesmo que só um isso, ele tocar,
Sera com amor a cada Quadrilheiro.

27/06/2020

sexta-feira, 26 de junho de 2020

A Fulga

Há momentos na vida
Que a garganta se sufoca,
Todo mundo tem sua lida,
Cada coelho tem sua toca.

Foca que não e brinquedo,
Quem nunca teve engasgo,
Tem dias que tudo da medo,
E muita gente cai em um trago.

Foge dos problemas num copo,
Fuma e ate cheira sua morte,
Quanta gente perde seu foco,
E acaba entregue a própria sorte.

Que droga quanta gente,
Tá perdido sem ter rumo,
Quanta droga que se sente,
Quanta gente perde o prumo.

Quanta fuga do correto,
Melhor seguir do que parar,
Comemorar e sempre certo,
Limite e saber se equilibrar.

Sem escape fora da mente,
A sobriedade é a certeza,
Que haverá futuro ao presente,
Que se pode ver toda a beleza.

Se a vida não vai bem,
Auto cuidado o corpo roga,
A mente precisa estar zen,
O melhor e não apelar, Droga.

26/06/2020






quinta-feira, 25 de junho de 2020

A Gente Cresce



Nascemos e aqui estamos, evoluímos todos os dias.

A gente cresce, e aprende.

Com as alegrias aprendemos a Sorrir e descobrimos que celebrar os bons momentos em grupo é muito melhor do que comemorar sozinho.

Com as tristezas e dificuldades aprendemos o que não é bom, e muitas vezes, desejamos que quem amamos não precise passar pelos mesmos momentos difíceis.

Com a história aprendemos que o mundo já passou por muita coisa, tanto boa, quanto ruim e que depende de nós ajudarmos a escrever o capítulo presente deste livro.

Com as religiões aprendemos que todos nascemos para sermos abençoados e merecemos encontrar a verdadeira felicidade, mas para isto precisamos trilhar um determinado caminho.

A gente cresce.

E quem somos neste momento, na certa já não tem as mesmas certezas e dúvidas que tínhamos a uma hora atrás.
A humanidade já não é a mesma que era a seis meses atrás, mas isso não significa que todos se tornaram iguais, são exatamente estas diferenças de pensamento e de crescimento que nos tornam seres tão capazes de aprender.

A gente cresce.

Cada um no seu ritmo, cada um com suas ideias, cada grupo nas suas afinidades e ainda que encontremos desvios pelo caminho. 
O que chamamos de destino é uma coisa só:

Evoluir

Transmitindo o que sabemos e aprendendo o que nos desperta a curiosidade para o bem próprio e para o bem comum.

25/06/2020



quarta-feira, 24 de junho de 2020

Onde Foi a Fogueira

Aquece a alma e coração,
Pra onde foi a fogueira,
Neste dia de São João,
Em toda a nação Festeira.

Sem milho nem pipoca,
Dessa o vinho e quentão,
Ficam pra dentro da oca,
Recolhidos todos estão.

Mas nada impede lembrar,
A vida do precursor santo,
Nos lares convite a festejar,
E rogas bençãos em canto.

Seja mentira em breve,
Tudo que não faz bem,
Que a quadrilha seja leve,
Viva João, Viva Amem.

Se a ponte entre as gentes,
Chegar a quebrar um dia,
Consertem-se as mentes,
Que destoarem da harmonia.

Muita pamonha e bolo,
Festejos em cada família,
Que as raízes de cada solo,
Permitam brotar novo dia.

Enquanto se pula a fogueira,
E todo mundo ha de sorrir,
Pois a vida e bem passageira,
Quem conduz ha de seguir.

24/06/2020




terça-feira, 23 de junho de 2020

Alguns Trabalhos

Nao faria mal algum,
Se os deuses do Olimpo,
Descessem um por um,
E fizessem trabalho limpo.

Ou distribuíssem pela terra,
Aos semideuses trabalhos,
Que encerrassem cada guerra,
Encontrassem os atalhos.

Em maratona levassem,
A cura de todos os males,
A cada canto que passassem,
Por cidades, sítios, rios e vales.

Criassem novos jogos,
Onde se possa vencer,
Soltando gritos e fogos,
Pelo jeito honesto de ser.

Trabalhos onde ninguém,
Saia triste ou derrotado,
Forças de paz que motivem,
A se ajudar lado a lado.

Jogos de paz e de luz,
Onde se arremesse amor,
Repeito em brilho reluz,
Chegada, fim de toda dor.

Alguns trabalhos divinos,
Jogos de desejada vitoria,
Onde os grandes e pequeninos,
Celebrem sem final, feliz história.

23/06/2020


Ao Tocar a Terra

Viva as mãos calejadas,
Vivas cheias de fulgor,
Viva as terras aradas,
Força que planta amor.

Da terra tira o sustento,
Não apenas seu, de muitos,
Seu trabalho traz o alento,
Seu plantar multiplica frutos.

Terra tombada, cultivo,
De onde brota o verde,
A Soja, o Milho e o trigo,
E a fruta que mata a sede.

Ao Tocar a terra,
As mãos de um lavrador,
Toda a dormência encerra,
Em cada semente e flor.

Desperta a energia divina,
Do ventre da Natureza,
Transforma em Vitamina,
As Plantas e sua beleza.

Viva as mãos que tocam,
A terra, o sitio e a chácara,
Onde os sonhos se focam,
Trabalho deixa de ser palavra.

Bendito os sonhos do homem,
Que deseja da terra colher,
Desejos estes não somem,
Momento para tudo ha de ter.

23/06/2020




segunda-feira, 22 de junho de 2020

CataStrofe

Quem é que poderia esperar,
Tantos meses isolamento,
Tanta gente querendo abraçar,
Esperando as hora o momento.

Quando tudo isso acabar,
Só Deus pra dizer quando,
Sera que saberão se amar,
Ou continuarão se odiando.

Aprenderão a deixar passar,
Ou a vingança e a revolta,
Continuarão ainda a dominar
E o normal vai bater a porta?

Muitas vidas se vão partindo,
Não reine ao todo o egoismo,
Enquanto uns vão se esvaindo,
Não há espaço pra extremismo.

Catástrofes são apenas versos,
Perdidos como estra estrofe,
Entre tantos sonhos diversos,
Ou um prato de estrogonofe.

Mas quem precisa sair,
Que seja protegido, céus,
O  necessário  ha de seguir,
Levantem se aos olhos os véus.

Afim de que ao fim de tudo,
A cura amenize estes medo,
Coraçao nenhum fique mudo.
E que se escreva novo enredo.

22/06/2020



Uma Flor Valiosa

Quanto tempo levaria, 
Para você perceber a beleza,
De uma flor sem a poesia,
Esperando pela natureza.

Alguma florescem em mês,
Outras em anos passados,
Maravilhas que um Deus fez,
Pelos polos espalhados.

Cada flor com sua gloria,
Vivendo seu ciclo na mata,
Ou nos jardins por vitoria,
Demonstrando beleza inata.

E se lhe contassem segredo,
Ha flores que não usam terra,
Aproveitam se ate do lodo,
Florescem só a quem as espera.

Em seus vários anos preparo,
Sua beleza se faz exótica,
Algumas são ate caso rato,
Outras admiram pela ótica.

Belas, formas e traços,
Em diversidade exemplar,
Presentes que criam laços,
Feitas para anos durar.

Eis que em um mundo corrido,
Onde se deseja tomar a rédea,
Procure em cada tronco florido,
E podes ver a esta flor a Orquídea.

22/06/2020






domingo, 21 de junho de 2020

Mente Aberta

Um Machado posto a mente,
Abriu os pensamentos alheios,
Cultivou em forte semente,
Questionamentos em devaneios.

Raiz negra, e pobre autor,
Talvez por medo ou por tristeza,
Pouco falou da própria dor,
Preferiu expor a cor da nobreza.

Matou a Helena por desamor,
Em uma sociedade de proibições,
Expôs das famílias o falso amor,
E as sequelas dos ódios e traições.

Ainda alguns o condenam,
Por não exaltar tanto sua raça,
Talvez alguns não conheça,
As marcas da dor da desgraça.

Com um bom tom de pessimismo,
Mostra alguns problemas reais,
Assim ele romantiza seu realismo,
Mostrando muitos erros morais.

Em uma sociedade de brancos,
Cria sua própria assinatura,
Se alia ao poder e vai as trancos,
Mostrando sua alta curvatura.

Assume sua cadeira Imortal,
Sucedendo Jose de Alencar,
de Assis, Machado o Genial,
Que ainda faz o Brasil brilhar.

21/06/2020