quarta-feira, 6 de janeiro de 2021

A Guia Estrela

Nas portas Celestiais entreabertas, 
Os astros levam os reis Magos, 
Para oferecer seus afagos, 
Em meio a esperanças e ofertas. 

Ao que vem remendar os rasgos, 
Feitos por mãos tão incertas, 
Nas fendas da vida entreabertas, 
O divino a consertar os estragos. 

É dia de reis cantam as serestas, 
Entre folias e cantos pagos,
Sejam em refugio aparadas as arestas.

E os seus presentes nada vagos,
Ao que supera reis, sacerdotes e profetas,
O menino que une o mundo e seus âmagos.
 

 

terça-feira, 5 de janeiro de 2021

Não estaria escrito

Se as letras não existissem,
Como as vidas seriam escritas,
Quem saberia o quanto benditas,
Foram as historias que se vissem,

Letras e números, fontes bonitas,
Cores e formas se não servissem,
Talvez ate dos sonhos desistissem,
Não houvessem linguagens explicitas.

Descritas por inventores que vissem,
A importância de coisas descritas,
Em uma forma que do comum saíssem.

Tipografias de feitas tão infinitas,
Descrevendo se chorassem ou rissem,
Assim se descrevem todas as escritas.

05/01/2021





segunda-feira, 4 de janeiro de 2021

Sagrada Luxuria

Dos capitais Pecados mais imensos,
A luxuria contemplada é em santidade,
Nela habitam prazeres dos mais intensos,
E desejos que se comparam a insanidade.

Lábios que se tocam em fluidos densos,
Desejos escorrem amenizam a vontade,
 Lágrimas e risos colhidos entre lenços,
Templo improvisado de culto a vaidade.

Mas que que Deus condenaria tal senso,
Onde a própria vida ultrapassa a Unidade,
Onde tais almas se unem em um consenso.

Pra fazer o que o lhes permite a eternidade,
Sagrada e a luxuria desejo mais propenso,
Poder divino que ainda perpetua a Humanidade.
 

 

domingo, 3 de janeiro de 2021

Iluminar

Luzes se fazem por querer,
Quando o que brilha se faz presente,
Iluminando o olhar daquele que sente,
Crônicas de cada acelerado viver.

Iluminar cada fato e cada mente,
A vida se faz da soma do saber, 
Onde pais e filhos partilham o viver,
Aprendendo juntos moldando a corrente.

Livres unidos a interdepender,
Em apoio de um futuro coexistente,
Para que o melhor possa transparecer.

Iluminar eis o ato maior existente,
Na luz tudo visto há de se fazer,
Com luz se compreende a cada mente.

03/01/2021




sábado, 2 de janeiro de 2021

Destinar-se

Se o dia parecer tranquilo, 
Colhe as Margaridas e Girassóis, 
Pensando sempre no antes e após, 
Pensando nisso e também naquilo. 

Para onde vais, menino dos sóis, 
Que um dia a admirar os esquilos, 
Perdeu-se no mundo e seus estilos, 
Tentando descobrir-se no si e no nós. 

Sua infância, pouco importa poucos quilos, 
Memorias perdidas que se tornaram pós, 
Teus rumos só tu sabes, entre os tranquilos. 

Segue teu rumo desatando os nós, 
Sem amarras a vida segue em filos, 
Numa ciência louca de um tempo Feroz.

02/01/2021



sexta-feira, 1 de janeiro de 2021

Confraternize

Divida o que sentes, o pranto, 
Novo ciclo novos desejos, 
Que tardem o toque, os beijos, 
Mas cada presença se faz encanto. 

É Janeiro em meio a ensejos, 
Votos sonhos, até o não santo, 
Deseja o que e bom em cada canto, 
Celebram os Amigos com almejos. 

Que o ano seja de grande levanto, 
Ideias se façam como lampejos, 
Trazendo a cura cessando o pranto. 

Bendito o ano, sigam bons cortejos, 
Cuidando se todos porem por enquanto, 
Confraternizando todos nos seus vilarejos.

01/01/2021



segunda-feira, 9 de novembro de 2020

HospedArte

Viagem completa não haveria,
Se onde ficar não se tivesse,
Perto, longe, penitencia ou prece,
A hospitalidade é uma honraria.

Medalha de méritos, antes tivesse,
Embora seja uma plena alegria,
Receber quem traz um bom dia,
Visitando lugares que lhe apetece.

Mas alguém de trabalho receberia,
Missão de ajudar no interesse, 
Oferecer a hospedagem e calmaria.

Eis o serviço que não se esquece,
Ao hoteleiro a regra e guia,
Hospedar bem a quem bem merece.




quinta-feira, 22 de outubro de 2020

Desrespeitavel Público

Sob o pretexto incorruptível 
De que o show teria que continuar,
Jogaram toda a farinha no mesmo ar,
Num escarnio tão cru e insensível.

O público  assistia a gargalhar,
Condenando ao público , incrível,
Dizendo o segundo ser inelegível,
A qualquer tarefa eficaz a se prezar.

Pobre público  ali inassistível,
Sem a pública  política a lhe amparar,
Era só uma massa tão suscetível .

Nas mãos das privadas a lhes manipular,
Nem se tocava quão  público era o seu nível,
Desrespeitável público perdido sem seu lugar.

22/10/2020




terça-feira, 20 de outubro de 2020

Lida de um leitor

Nas mãos mais um livro surrado,
Cheio de estórias ou história,
Preenchendo a mente e memória,
Seria este próprio ou emprestado.

A imaginação cheia de uma glória,
Indescritível poder pois conquistado,
Por saber dos presentes e de um passado,
Onde tudo se passa com enorme vanglória.

Naquele tempo pequeno conquistado,
No Almoço ou na mera linha transitória,
Que lhe conduz ao trabalho e ao estudado.

Nesse espaços um calhamaço, uma trajetória,
Mapeado por algum desejo a ser alcançado,
Sejam paginas devoradas, lidas sem vexatória.

20/10/2020



domingo, 11 de outubro de 2020

Um Olhar

Na janela do tempo,
Olha um menino perdido,
Onde seu sonho teria ido,
Por que se prendeu a tal momento?

Este olhar um pouco iludido,
Tempo, tempo és passatempo,
Aos deuses apenas o contento,
De horas soltas em tempo fluido.

O que fizeste ao menino ó tempo,
Que agora se perde ali caído, 
Ou acola contra o próprio vento.

Tempo se queres de seu castigo,
Mas permita sucesso em um evento,
O de "O menino ainda estar vivo."