quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021

Criatividade

Mentes loucas criam muito mais,
Imagina assim aquele que se diz são,
Justificando assim sua insana situação,
Mentes insanas procuram criar sua paz.

Bailam pensamentos atordoante ilusão,
Vozes gritando com sua fome mais voraz,
Devoram ansiosamente o que é e o que jaz,
Criando estranha doce e amarga sensação.

Palavras as vezes se encontram em plurais,
Escrevendo loucuras rimando sim e não,
Criando prosas e poemas escritas em um cartaz.

Seriam loucura fugir ao comum, ter um coração,
O que seria amar entre mascaras e entre cenas,
A criatividade é a loucura que encena a apresentação.

25/02/2021




quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021

Seis Contos

Em missão sagrada um sacerdote,
Reúne preces com suas dignas orações,
Enquanto abençoa camponesas uniões,
Um Casal labuta com o seu próprio dote.

Indo a guerra o soldado faz hinos e canções,
Luta com sua força e pelo superior se faz forte,
Soberano o Imperador como um deus, da suporte,
Se conclamando a seu povo o que trará as salvações.

A beira do caminho um pobre exibe sua má sorte,
Implorando moedas quaisquer contos por ilusões,
Desejando o que comer escondendo-se de social corte.

Enquanto um avarento empresário pensa e suas ações,
Não nas que ele fez mas, nas que perdera após a morte,
Vendendo-se ao domínio de suas próprias condenações.

24/02/2021



terça-feira, 23 de fevereiro de 2021

Urbano

Imponentes prédios, relevante tedio,
O dia passa devagar enquanto tudo passa,
O transito parado, metro lotado, vida escassa,
O tempo voa as vezes para, doente sem remédio.

A saúde as vezes caminha na praça, 
Sem tempo irmão, amar se torna sacrilégio,
A conquista espera ter seu próprio prédio
E o olhar de quem envelhece o céu transpassa.

Urbana busca de dignidade frente o assedio,
Luzes câmera as vezes inatos perante a farsa,
Felizes por ter a alegria de um padrão médio.

Por vezes tristes por sumir em meio a massa,
Onde encontra o ser o seu melhor intermédio,
Como pode o humano ter o que lhe satisfaça.

23/02/2021



segunda-feira, 22 de fevereiro de 2021

Por Enquanto

O momento é apenas uma coleção, 
De segundos a espera de algo Vindouro,
A solução para mudar chumbo em ouro,
Ou a cura para toda a dor do coração.

Os enquanto em um incontável estouro,
Eclodem a enlouquecer quem era são,
Eles dizem vai passar, já sem emoção,
Apenas repetem como que em um coro.

Dias melhores, ah sim! na certa eles virão,
Mas por enquanto o tempo e um tesouro,
Quem o tem ao menos o guarde em canção.

Por enquanto, tudo se faz pleno lavoro,
Nesta busca de fazer não ser em vão,
E tornar o que pode ser bom, duradouro.

22/02/2021



domingo, 21 de fevereiro de 2021

Medo em Primeira Pessoa

Eu tenho medo do querer e decepção,
Tenho medo do ódio acumulado,
Do rancor que fica no peito guardado,
Tenho medo do que deteriora o coração.

Que torna o humano ser tão incontrolado,
Abala o pensamento e a própria razão,
Torna o leve cordeiro em um voraz Leão,
Medo quando o bode expiatório é usado.

Interprete-se como queira tal percepção,
Medo e ódio de uma moeda o mesmo lado,
A simples cara de um povo ou uma nação.

Julgamento do que é visto e interpretado,
As vezes reflexo até de mera manipulação,
Sombras presentes das dores de um passado.

21/02/2021






 

sábado, 20 de fevereiro de 2021

Sustento

Em tempos difíceis tudo e difícil,
Falta o luxo falta as vezes o sustento,
A alguns falta ate o próprio alento,
Seja na roça, comunidade ou edifício.

Há quem mendigue ate o afeto,
Por mera atenção faz sacrifício,
Na busca de ser visto em seu oficio,
Rasteja por migalhas em desafeto.

Há quem perca a fé se renda ao vicio,
Quem busque pedir em outro dialeto,
Ou busque usar de algum armistício.

Roubam a cena e algo na selva concreto,
Tentando justificar o sua ação ou artificie
Gritando que sustento talvez ignore o certo.

19/02/2021





sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021

Mexa-se

O corpo cansado enquanto os tempos,
Devoram mentes, o azar e a própria sorte,
Seria um vídeo completo ou apenas corte,
De uma cena gravada entre tantos momentos.

Mexe o corpo, a mente voa afasta a morte,
Enquanto músculos respondem aos sentimentos,
Pra frente, pra cima, pro lado fora esquecimentos,
A mente lembra enquanto o corpo fica mais forte.

A dor penetra o corpo as vezes traz argumentos,
Mas mexer será sempre algo que o ser transporte,
Entre cansaços erros dores e outros mais fingimentos.

Há quem diga que ama mexer-se do sul ao norte,
Praticando os mais diversos e possíveis movimentos,
A cura ao corpo, mente e alma há de ser o esporte.


19/02/2021



quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021

Descrição

Mera fala e letras desfilam na mente,
Quem decifra o pensar de um ser humano?
Seria ele anjo de luz ou um ser profano?
Aquele que por castigo sabe o que sente.

Quem escreve, pode ser um ser insano,
Iluminado pela ciência ser indiferente,
Permeado do bem ou mal que leva a frente,
Qual o pintor tece com pincel em um pano.

Cenas de uma memoria que ainda que tente,
Não se lembraria mesmo que fizesse um plano,
Mas que lhe é revelado de forma tão intermitente.

Um pranto cai entre letras, um desengano,
Um sorriso, a amizade e o abraço quente,
Descrever um mundo faz passar melhor o ano.

18/02/2021




quarta-feira, 17 de fevereiro de 2021

Das Cinzas

 O fogo que a tudo queima e purifica,
Torna cinzas o que não se desfaz no calor,
Seria este o tal calor da chama do amor,
Desfazendo o ser só cinzas é o que fica.

De cinzas renasce o pássaro qual fogo flor,
A Fênix que renasce em forma única,
Cinzas marcam o ser, caem em sua túnica,
Vestindo de arrependimento e novo ardor.

Seriam assim pois de uma forma mediúnica,
O toque do celeste com tanto do seu fervor,
Que converteria em cinza a tão falsa tônica.

Do pecado entranhado no ser pecador,
Das cinzas se recria um ser anacrônico,
Que possa tornar-se real e da paz merecedor.

17/02/2021





terça-feira, 16 de fevereiro de 2021

Outros Carnavais

Quem diria que um dia se veria,
Ruas vazias sem passar um trio elétrico,
A ausência de um colorido tão alegórico,
Novamente sem a festa e a energia.

Num pais que se despe ate ser cético,
Celebrando com sua carne a alegria,
De repente toda essa enorme euforia,
Precisa se recolher por motivo medico.

De outros carnavais só a poesias,
As mesmas praças sem sonho épico,
As festas estão guardadas a outros dias.

De outros carnavais o lembrar lúdico,
Enquanto crer no antisséptico é o que guia,
Outro carnaval à quem o espera, seu público.

16/02/2021