sexta-feira, 10 de setembro de 2021

Discursos

O papel que tudo aceita,
Convence a homens e ursos,
Utilizando de vários recursos,
A convencer religião e Ceita.

Partidos, desejos avulsos,
Ideais, filosofias e tarjetas
Marcadas, esquerda e direita
Mudando da história os cursos.

Quem planta espera colheita,
Muitos nem sente remorsos
Quem investe quer ter receita.

Palavras mostram seus usos,
Quantas coisas estão a espreita,
Disfarçadas no teor de discursos.

10/09/2021





quinta-feira, 9 de setembro de 2021

O que Existiu

Muitas coisas já se foram,
Já não é igual o que existiu,
Quem chorou, quem lá sorriu,
A deixar que as coisas corram.

Passado escrito que se viu,
Futuro do que eles quiseram,
Presentes ainda que sofram,
Algo além do que se previu.

Ainda que montanhas movam,
Sem obras a fé que interviu,
As forças que não se renovam.

Se esvai com o que se atraiu,
O mundo muda e isso provam,
Da mudança que o novo criaram.

09/09/2021

 


quarta-feira, 8 de setembro de 2021

Entre Escritos

Olhos que aprendem a ver,
O conhecer e a sabedoria, 
Talvez ate leiam a poesia,
Escrita em olhares e viver.

Livres mentes sem ironia,
Aprendizes do conhecer,
Veem além do mero dizer,
Enxergam detalhes do dia.

Alfabetizar portas ao ser,
Fundamentos além teoria,
Poder ler se torna prazer.

Para fugir da dicotomia,
Detalhes poder compreender,
Refletindo cada viva filosofia.

08/09/2021



terça-feira, 7 de setembro de 2021

Confuso

Onde colocaram os sentidos,
Tempo difícil sem tradução,
Dependentes, calor da emoção,
Difícil até ouvir com ouvidos.

Independência ou mera ilusão,
Povos seguem confundidos,
Na dor tantos incompreendidos,
Dependem do rumo da nação.

Liberdade soa aos ouvidos,
Como algo que causa aversão,
Uns até perdem os sentidos.

Sem ver onde há desolação,
Se espalha entre tantos caídos,
Seres que dizem, sujar a nação.

07/09/2021






Independente

Independente do que penses, 
Tanta coisa segue pendente,
Semeado o ódio entre gente,
Seria Tú, só maior se vences?

Vitórias de quem se sente,
Direito a escrever nonsenses,
Nao sendo vidas artes circenses,
De quem são todos dependentes?

Morte ou independência, ênfases,
Acaso alguém teria em mente,
Ser usado por outros interesses?

Orgulho é ser um ser pertencente,
A liberdade real sem parênteses,
Podendo sentir se independente.

07/09/2021



segunda-feira, 6 de setembro de 2021

Pintura

Que cores definem um país,
Suas matas, seu céu, seu ouro,
Sua paz, seu sangue seu tesouro,
Sua gente, suas lutas e animais.

Verdes prados, o gado, o couro,
A vida e tudo que dela se faz,
Seu luto não desejado jamais,
Que tintas evitariam o estouro.

Numa explosão de atos formais,
Tantos seguem ao abatedouro
Parecem ignorar laços cordiais.

Que poesias trariam tal agouro,
Em versos nada convencionais,
Seja de paz o desejo vindouro.

06/09/2021



domingo, 5 de setembro de 2021

Vai Entender

Enquanto espalham rumores,
Seguem divididas, as mãos,
Sem observar a sins e nãos
Julgando detalhes e cores.

Incompreendidos os refrãos,
Quem diria haver tais dores,
O mundo em meio a fervores,
Clamores por vários chãos.

Dividem-se, entre valores,
Sofrem religiosos ou pagãos,
Preferindo armas as flores.

Famílias se afundam em vãos,
Mas unidos se vencem pavores,
Sem esquecer todos são Irmãos.

05/09/2021





sábado, 4 de setembro de 2021

Reinvenções

Um mundo reinventado,
De volta coisas esquecidas,
Memorias de cura e feridas,
O que deu certo, ou deu errado.

Tudo faz parte das vidas,
Toques finos do passado,
Talvez esqueça um bocado,
Fragmentos, coisas vividas.

Na certa o ontem lembrado,
Imagens não tão coloridas,
Reescrevem algo lado a lado.

Que presente se faz nas lidas,
Sobrescrito cada detalhe avido,
A vida paga e cobra suas dividas.

04/09/2021



sexta-feira, 3 de setembro de 2021

Reino Belo

Olhar posto sobre o belo,
Vendo a arte na natureza,
Quem definiu a beleza
Da arte um paraíso singelo.

Em meio a tragédia Otelo,
Talvez pelo mundo Veneza,
Ou o ser em sua delicadeza
Buscando um perdido elo.

Talvez ato de ter certeza,
Tímido olhar paralelo,
Lado do bem ou riqueza.

Quem sabe seja o magrelo,
Ou a musculosa incerteza,
Belos reinados sem castelo.

03/09/2021






quinta-feira, 2 de setembro de 2021

Eu Soul

Eu sou o erro, um desterro,
Aquilo que mais teme alguém,
Um símbolo que não convém,
Um olhar de um desespero.

Condenada antes do amem,
Sou o ser nas ruas, canteiro,
Penado, penando, sorrateiro,
Roubando, o que não faz bem.

Sou pronome de nome inteiro,
Quebrado em olhares desdém,
Humano a conjugar cada erro.

Verbo, principio e tudo que vem,
Soul, uma alma sem ouro, bezerro,
Que pra alguns não vale um vintém.

02/09/2021