segunda-feira, 13 de setembro de 2021

Quem Saberá

O futuro ou as horas,
Fluindo com o momento,
Trazem e levam tormento,
Entre os dentros ou os foras.

Sem ter arrependimento,
O que esqueces ou decoras,
A lembrança das amoras,
Tudo carrega sentimento.

Neste mundo de outroras,
Agora é só mais um invento
De chegadas e de emboras.

Embora valera o intento
Vão se minutos e auroras,
Fica o sentir e conhecimento.

13/09/2021



domingo, 12 de setembro de 2021

Enfrentando

De onde vem a pressão,
Que causa a dor e aperto,
Machuca o sentir e o peito,
Levando a perder a Razão.

Apenas a si, dado direito
Seria própria a confusão,
Que desorienta cada emoção,
Ou do ambiente tenso um efeito.

Quem provoca tal Fusão,
A culpa talvez de um malfeito,
Na certa a própria ilusão.

Ajuda a corrigir o defeito,
Ao ser Pertence a solução,
Mas bom é um aceito.

12/09/2021



sábado, 11 de setembro de 2021

Retalhos

Atire o primeiro cascalho,
Quem faz dos valores ouro,
E sabe bem o tom do estouro,
Costurando a vida em retalho.

Espante este mal agouro,
Tempera com sal e alho,
Assuma dizendo "Eu falho",
Errar torna mais duradouro.

O Aprendizado o trabalho,
A vida cobra seu tesouro,
Dores do jovem e grisalho.

As vezes chicote no couro,
Lastimas de alho e bugalho,
Atingem experiente e calouro.

11/09/2021




Um Menino

Quem não guarda lembranças,
Apaga de si as recordações,
Mesmo enfrentado turbilhoes,
Destino entre cores e crenças.

Não desista entre reflexões,
Acaso surgindo desavenças,
Curas em ti e no outro doenças,
O destino as vezes faz canções.

Canta e enfrenta descrenças,
Monta peças, vidas e corações,
Mantenha acesas as esperanças.

Em seu lego, peças milhões.
Que recebas muitas bonanças,
Leva em ti sempre boas intenções.

11/09/2021



sexta-feira, 10 de setembro de 2021

Discursos

O papel que tudo aceita,
Convence a homens e ursos,
Utilizando de vários recursos,
A convencer religião e Ceita.

Partidos, desejos avulsos,
Ideais, filosofias e tarjetas
Marcadas, esquerda e direita
Mudando da história os cursos.

Quem planta espera colheita,
Muitos nem sente remorsos
Quem investe quer ter receita.

Palavras mostram seus usos,
Quantas coisas estão a espreita,
Disfarçadas no teor de discursos.

10/09/2021





quinta-feira, 9 de setembro de 2021

O que Existiu

Muitas coisas já se foram,
Já não é igual o que existiu,
Quem chorou, quem lá sorriu,
A deixar que as coisas corram.

Passado escrito que se viu,
Futuro do que eles quiseram,
Presentes ainda que sofram,
Algo além do que se previu.

Ainda que montanhas movam,
Sem obras a fé que interviu,
As forças que não se renovam.

Se esvai com o que se atraiu,
O mundo muda e isso provam,
Da mudança que o novo criaram.

09/09/2021

 


quarta-feira, 8 de setembro de 2021

Entre Escritos

Olhos que aprendem a ver,
O conhecer e a sabedoria, 
Talvez ate leiam a poesia,
Escrita em olhares e viver.

Livres mentes sem ironia,
Aprendizes do conhecer,
Veem além do mero dizer,
Enxergam detalhes do dia.

Alfabetizar portas ao ser,
Fundamentos além teoria,
Poder ler se torna prazer.

Para fugir da dicotomia,
Detalhes poder compreender,
Refletindo cada viva filosofia.

08/09/2021



terça-feira, 7 de setembro de 2021

Confuso

Onde colocaram os sentidos,
Tempo difícil sem tradução,
Dependentes, calor da emoção,
Difícil até ouvir com ouvidos.

Independência ou mera ilusão,
Povos seguem confundidos,
Na dor tantos incompreendidos,
Dependem do rumo da nação.

Liberdade soa aos ouvidos,
Como algo que causa aversão,
Uns até perdem os sentidos.

Sem ver onde há desolação,
Se espalha entre tantos caídos,
Seres que dizem, sujar a nação.

07/09/2021






Independente

Independente do que penses, 
Tanta coisa segue pendente,
Semeado o ódio entre gente,
Seria Tú, só maior se vences?

Vitórias de quem se sente,
Direito a escrever nonsenses,
Nao sendo vidas artes circenses,
De quem são todos dependentes?

Morte ou independência, ênfases,
Acaso alguém teria em mente,
Ser usado por outros interesses?

Orgulho é ser um ser pertencente,
A liberdade real sem parênteses,
Podendo sentir se independente.

07/09/2021



segunda-feira, 6 de setembro de 2021

Pintura

Que cores definem um país,
Suas matas, seu céu, seu ouro,
Sua paz, seu sangue seu tesouro,
Sua gente, suas lutas e animais.

Verdes prados, o gado, o couro,
A vida e tudo que dela se faz,
Seu luto não desejado jamais,
Que tintas evitariam o estouro.

Numa explosão de atos formais,
Tantos seguem ao abatedouro
Parecem ignorar laços cordiais.

Que poesias trariam tal agouro,
Em versos nada convencionais,
Seja de paz o desejo vindouro.

06/09/2021