quarta-feira, 20 de outubro de 2021

Aos Loucos

Aqueles que sentem a escrever,
São ricos em cada pobre rima,
Com seus humores para cima,
Sem seus amores e no sofrer.

Loucos por cada obra prima,
Contraditórios desde o nascer,
Transitórios em algo a esconder,
Mesmo que seu sentir suprima.

Loucos os poetas por morrer,
De amores que ele mesmo reprima,
Deixando por seus versos escorrer.

Seu sangue como matéria prima,
Do que esconde só para o outro ver,
A beleza que nenhum olhar reprima.

20/10/2021





O Ser Poeta

Servindo-se da inspiração,
A palavra atinge por indireta,
A mente de ideia tão incerta,
Mas atenta e em construção.

Com as rimas este ser flerta,
Queimando no peito a paixão,
Iluminando do céu ate o chão,
Com vocábulos e mente aberta.

Alguns os veem em ilusão,
Outros quando tudo inquieta,
Seja pela mente ou coração.

Na poesia a mente é inquieta,
Loucos entre verso e canção,
Que alguns nomeiam Poeta.

20/10/2021



terça-feira, 19 de outubro de 2021

Dizeres

Dizeres de hoje e de ontem,
Ditos velhos em nova visão,
Sono passado, novo colchão,
Ainda que cobrem, descontem.

O quanto muda pela razão?
Ainda que erros apontem,
Que a alguém desapontem,
Filosófica arte do sermão.

Sempre haverá o que contem,
E o que mudar por convenção,
Contínuos fluxos desmontem,

As certezas do mundo ou nação,
Para que não se desapontem, 
Os que ainda tem em si coração.

19/10/2021





segunda-feira, 18 de outubro de 2021

Origem (USM)

Uma mordida na maçã,
Leve adeus a um paraíso,
Perseguindo cada sorriso,
É preciso contar o amanhã.

Tempo este vazio impreciso,
Qual aguas de um alto tobogã,
Corre e escorre pra ídolo e fã,
Levando pessoas a perder juízo.

Gente louca ou gente sã,
Até o alegre perde o riso,
Surge a se atrair como imã,

Criado por humanos no afã,
De um compreender preciso,
Do tempo a viver como clã.

18/10/2021

(Do livro em desenvolvimento:
Um sarau de Mentiras
Cap. VI - O Tempo)



domingo, 17 de outubro de 2021

Atentos Olhares

Quem são as pessoas de fato,
O que se constrói com imagem,
Quantos escondem ou nem agem,
Por trás do que mostram em ato.

Uns criam mundo selvagem,
E heróis se mostram em aparato,
Enquanto um se mostra o sensato,
Por trás das cenas outros interagem.

Qual seria o destino de tal viagem,
Dos que enganam visão e olfato,
Mostrando uma falsa paisagem.

Olhares atentos veem o teatro,
Cenas repetidas na bagagem,
Montam um eleitoreiro aparato.

17/10/2021





sábado, 16 de outubro de 2021

Contra o Verso

Quase não era um poema,
Entre tanto assunto diverso,
A circular por um universo,
Entre a solução e o problema.

A favor um ser perverso,
Talvez por algum teorema,
A dominar próprio esquema,
Trazendo um mal controverso.

Heróis teriam atitude extrema?
Que rimas promovem o inverso,
Derrota ou vitorias eis o dilema.

A favor a desordem no progresso,
Em um incompreensível sistema,
Que parece agir conta todo verso.

16/10/2021



sexta-feira, 15 de outubro de 2021

Na Poeira do Giz

Deixa eu ver se entendi,
Mesmo não reconhecido,
Se orgulha de algo ter sido,
Lá do Oiapoque ao Chuí.

A lição era essa aqui,
Ensinar algo divertido,
Aprendizado envolvido,
Do Poeta até o bisturi.

Até pra produzir o caqui,
Tem que ouvir e ser ouvido,
Importante no lá e no ali.

Protagonismo ensinado
Fazendo da vida um croqui,
De futuro presente e passado.

15/10/2021




Em Espelhos

De um conto, reflexo saltando,
Meu espelho, espelho meu,
Ensinando o que aprendeu,
Segue o professor lecionando.

Dividindo seu próprio eu,
Pedaços de outros juntando,
Novas mentes vai estimulando,
Mestre que de mestres sucedeu.

Nos mapas se localizando,
Conta história, sem museu,
Em vários corações morando.

Seu espelho, espelho seu,
Tem alguém te ensinando,
A ver até o que se escondeu.

15/10/2021



quinta-feira, 14 de outubro de 2021

Coisas

Indefinidas são infinidades,
Coisas que se espera entender,
Forças absortas de um querer,
As vezes medo e saudades.

Meros intuitos do não saber
Quantas vezes são maldades,
Ou se Deus quiser bondades,
Algo além do compreender.

Em meio a sítios e cidades,
Lacunas para se preencher,
Simples em complexidades,

Coisas se perdem sem ver
Por vezes coisa de vaidades,
Talvez detalhes a se escrever.

14/10/2021




Quem Sois

Quem sois oh seres pensantes,
Que alguns questionam ter coração,
Quais os clamores de cada se e oração,
Pequenas memorias, desejos gigantes,

Vos sois os que sem medo estão,
Trajando seus sonhos Incessantes,
A caminhar entre ele os elefantes,
Acreditando em poema e canção.

Aqueles com trajes elegantes,
Disfarçando a própria decepção,
Atraem os olhares mais distantes.

Há alguns que driblam a ilusão,
Outros buscam invocar levantes,
De ideias soltas em meio a multidão.

14/10/2021