domingo, 31 de outubro de 2021

Medo Incerto

Em um imaginário liberto
Monstros saem pelas ruas,
Fantasias as minhas e tuas,
É dia de observar de perto.

Fantasmas de falcatruas,
Doce desejo tão esperto,
Em imaginário descoberto,
Travessuras ou gostosuras.

Dia de mistérios, incerto,
A lembrar verdades nuas,
É humano o medo ao certo.

De almas livres entre as luas,
Cruzando o mundo céu aberto,
Sem razão ao que tu concluas.

31/10/2021



sábado, 30 de outubro de 2021

Fazendo as Contas

Andei fazendo as contas 
Muita gente eu até perdi,
Perdi as contas de quem vi,
Tentando segurar as pontas.

De bons momentos por ai,
Do certo, errado e afrontas,
Das tais horas mais tontas,
As contas fiz e então sorri.

Do que dividi, descontas,
Os medos e dores senti,
Prantos a molhar plantas.

Em tudo a alegria sorvi,
Positivas horas são tantas,
Ate nos erros que cometi.

30/10/2021




sexta-feira, 29 de outubro de 2021

Deus me Livros

 Livra me de deuses ignorantes,
Sabedoria em paginas guardada,
infinitas imagens, conto de fada,
Infancia adulta feita de instantes.

Livra-me da surdez degradada,
Dos que cegos seguem gritantes,
Caminhando como que elefantes,
Pisando culturas, sem ver nada.

Dê-me livros a abrir horizontes,
Proíba a mente de ser alienada,
Lidos sejam detalhes gigantes.

De cada divindade já iluminada,
A batizar as tão humanas frontes,
Deus me livros, a leitura é sagrada.


29/10/2021




quinta-feira, 28 de outubro de 2021

Bem Público

 Na boca de uns Peculato,
No ouvido de outros inútil,
Um faz seu comentar fútil,
Sem olhar pra além do fato.

Sem ver o quanto é útil,
O dispor de quem no relato,
Julgado acaba pelo ingrato,
Frente o comentário senil.

Publico direito em relato,
Mas tem muita gente gentil,
Que atende com um bom trato.

Mesmo no aperto sutil,
De quem quer criar aparato,
Tornando o Publico Hostil.

28/10/2021



Impreciso

Sombras de uma solidão,
Preenchendo um vazio liso,
Imagens de céu e do paraíso,
Vozes afinadas em uma canção.

Resultado um tanto impreciso,
É preciso haver a participação,
Gente que soma e da uma mão,
Pra ajudar manter o tal juízo.

De onde vem tal imprecisão,
Do destino cruzado indeciso,
Momentos de uma revelação.

Inútil oraculo do indeciso,
Que tudo tenha a sua razão,
Tudo a seu tempo é preciso.

28/10/2021



quarta-feira, 27 de outubro de 2021

Embaraço

Quantas são as unidades perdidas,
Isolados em meio a este espaço,
Por que insistem em cortar o laço,
Cada qual com as próprias feridas.

Caídos e se fazendo de aço,
Tocando as improprias vidas
Sofrendo com as suas lidas,
Temendo o próprio fracasso.

São gente, pessoas queridas,
Que sentem o frio e mormaço,
Sonham com as ruas floridas.

Planejando o próximo passo,
Mas se elas seguem unidas,
Talvez saiam de seu embaraço.

27/10/2021




terça-feira, 26 de outubro de 2021

Ansiedade

Anda diga, vai, me diz,
Quanto tempo pra encontrar,
O quanto ainda a esperar,
Para ter o que sempre quis.

Paciência? Aguardar?
Me diga que mal eu fiz,
Por que o amor não me quis,
Quando o futuro vai chegar.

Quando vou ser feliz,
Manda esse tempo passar,
Vem logo da vida o bis.

Sufocante é o esperar,
Ansiosa resposta ao quiz,
O bem que fiz, pode voltar?

26/10/2021



segunda-feira, 25 de outubro de 2021

Democraticamente

Como cumprir a vontade,
Sem praticar heresia,
Sem ficar só em poesia,
Um povo e sua vaidade.

Qual a certeza que os guia
Defendem sim a verdade,
Cada qual sua veracidade,
Cada um com sua ironia.

Como chegar a equidade,
Votando em democracia,
Quem evitará a maldade.

Tristes enganos em teoria,
Democrática perversidade,
Quando não serve a maioria.

25/10/2021





domingo, 24 de outubro de 2021

Incômodo

Uma pedra nos sapatos
Palavras ditas sem pensar,
Dores guardadas no olhar,
Dias, meses, anos em fatos.

Sonhos sem se realizar,
Amores sem um real ato,
Encenações, vivo teatro,
Longe de onde quer estar.

Dias perdidos no mato,
A simples tristeza no ar,
Incômodo é sempre chato.

Há quem goste incomodar,
Sem ver o quão é insensato,
O tempo bom desperdiçar.

24/10/2021 



sábado, 23 de outubro de 2021

Acima de Tudo

Rasante voo pelas invenções,
De um Santos a olhar do monte,
Um belo e possível horizonte,
O céu se faz limite de ações.

Mais que um bis em seu fronte,
Quatorze entre reais alusões,
Torna reais antigas ilusões,
Leva o homem ao alto e avante.

Seus voos não levavam canhões,
Triste fim de um desejo ofegante,
Não imaginando fúnebres canções.

Assim queria o criador de aviões,
Que seu invento trouxesse levante,
A ideais das mais plenas superações.

23/10/2021