quarta-feira, 29 de abril de 2026

Somos Julgados Loucos

 Somos Julgados Loucos

Ao som do próprio medo,
Cada um segue bailando,
Seus passos vai deixando,
Tenta guardar seu segredo.

E quem vê observando,
Imagina o próprio enredo,
Dança quem acorda cedo,
O ritmo vão só ignorando.

A dança e o passaredo,
Poucos tão interpretando,
Loucos apontando o dedo.

A dança segue falando,
Prazer dos passos, bêbado,
Insanos vão o ouvido tapando.

29/04/2026


"E aqueles que estavam dançando foram julgados insanos por aqueles que não podiam ouvir a Musica..." (frase atribuída a Nietchze) Embora não conste exatamente em suas obras com estas palavras trazem a tona o ritmo de suas obras. Nesta humana expressividade, onde todos dançamos, cada um as vezes a seu ritmo, em meio ao próprio caos, a dança ultrapassa a barreira dos palcos, salões e festas ela invade casas ruas e serestas até templos e religiosidades. Há quem diga que na dança a alma é capaz de dizer o que a boca não expressa. Quando compreendemos o ritmo dos outros nesta sociedade frenética as vezes até conseguimos ver as razões de cada loucura praticada. Que possamos dançar mas sem medo ou vergonha, sem se ferir ou tropeçar e sim para comemorar a vida que nos leva em sua própria valsa e nos faz enfrentarmos tanta coisa mas nos torna fortes e firmes com o tempo. 

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