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sábado, 30 de maio de 2026

Druida Poesia

Druida Poesia

Conjunto de versos, poesia,
Esperando alguém que a leia,
Que diga se ama ou se odeia,
Que entenda e declame um dia.

Vista a magia que permeia,
Compreenda que reverencia,
Algo, alguém na luz que luzia,
Repasse, repita, sinta na veia.

Ideia pulsante, que ironia,
Gravada em palavra e meia,
Cravada em um grimório, leria?

Ideal que tudo permeia,
Quais forcas se invocaria,
Se esta fosse lida em um dia.

30/05/2026

A magia das palavras se esconde sempre na escrita, no papel, tela ou onde fica é lá que dorme a intenção. As vezes desperta perdida, distorcida e sem reparação, se for lida ou mal lida, na lida se perde a ação. Mas sem sair de seu Grimório, não passa de mera intenção, depende de boca e de olhos que a injetem no coração e faça circular nas veias de preferencia com boa menção. 
Se você pudesse, quais feitiços escreveria?

quinta-feira, 28 de maio de 2026

Segue Indo

Segue Indo

Em que sentido,
Indo ou voltando,
Vivendo, sonhando,
Tocando ou ouvindo.

Cheirando e falando,
Para baixo ou subindo,
Pensando ou sentindo,
Em mim me acabando.

E nela pensando,
Na vida, seguindo,
As vezes pausando.

Ao pé do ouvido,
A algo me declarando,
Este mundo é tão Lindo.

28/05/2026


Me interprete, eu, este quase poeta, enlouquecendo por indiretas, a mim mesmo temendo, entre coisas incertas. 
Buscando uma seta, no amor pensando, sentidos experimentando, enquanto o tempo passando, me diz que estou mudando, nem sempre ao que quero e o mundo admirando enquanto um futuro espero.





sábado, 2 de maio de 2026

Está Sendo

Está Sendo

Sem saber se era poesia,
Em um canto escrevendo,
Cada pessoa foi vivendo,
Enquanto um Deus redigia.

Um dia e cada adendo,
Entre a tristeza e alegria,
De quem chorava e sorria,
Em chama, tudo ardendo.

Combustível que piraria,
Mentes, ideias vai vendo,
O que mais lhe inspiraria?

Um soneto que vai sendo,
O que ninguém adivinharia,
O que tem pra hoje está tendo.

02/05/2026


Segue o autor escrevendo. Um Deus, um poeta, um humano? Com tom divino ou profano? tudo segue acontecendo. e o que é poesia? O plano? O sonho? O imprevisto? A capacidade de não ser visto?
Talvez nem seja um poema, seja a vida sendo escrita, rimado a jornada bendita enquanto vai acontecendo.
Desde o banquete até a marmita, da lareira até ao incêndio, tudo que alegra ou irrita é a poesia acontecendo ou não se não for viva a poesia. 
O que tem pra hoje é ir vivendo e se alguém ler e reler quem sabe um dia seja um Poema.





sábado, 12 de setembro de 2015

Foi Mal

De Orion Cinturão,
Luz das estrelas,
Energias de escorpião,
Desejo de Vê-las.

Eu, tu, nós e o mundo,
Sejam todas os brilhos,
Luz do infinito profundo,
Paz e impulso nos trilhos.

Desejo o motor da vida,
Única razão do universo,
Existência força e lida,
O mundo e o poder inverso.

Mentira, é a face do medo,
Quando a verdade é exposta,
QUAL o real poder do segredo,
Em que face ao ser se desgosta.

Segrega a energia do sonho,
Fazendo ele ser real,
Torna erro teu plano
De fazer do que é bom mal.

Escora com estacas,
A porta de papel sem motivo,
E caladas serão suas bocas,
Dirá seu desejo tornado vivo.

Nada vai além da verdade,
A mentira é sangue azul,
Mas tem a cor escarlate,
Os rumos perdidos a sul.

12/09/2015


terça-feira, 8 de setembro de 2015

Una a Noite

Estrelas no céu dizem algo,
Aos ouvidos sussurro de amor,
Aos olhos, falam algo próspero,
Ao corpo levam o tremor.

Tu que sois estrela nula,
Que insiste em reaparecer,
Teu nome de onde se anula?
Qual o momento de seu nascer?

Só se abrem portas vazias,
Desespero a quem espera,
Rumo solto, primazias,
Conto insano, bela e fera.

Voz de brilho sem luar,
Lua é nula e Una, escura,
Medo já não existirá,
O belo é ver a luz tão pura.

Perdidos em absorto desconhecido,
Até seriam acreditáveis,
Promessas ao pé do Ouvido,
E outras palavras sonháveis.

Abram se as portas do céu,
Deixa a luz do sol amanhecer,
Descobre a vida deste véu,
Que faz tudo incerto parecer.

Se tudo depois for real,
O sonho não foi em vão,
O dia será algo genial,
Se toda paz virar Canção.

08/09/2015


domingo, 14 de setembro de 2014

Um Sarau no Parque

Será que sara essa ferida,
Sarau de dores em palavras,
Serão loucuras as vidas?
Tão secas estas frases molhadas.

Em quem sentiu, quem sofreu,
Em que rumo isso vai dar,
Quem são eles, quem sou eu,
Que ar é esse a respirar.

Essa tal de inspiração,
Esse resfriado da mente,
Esse espirro do coração,
Esse louco grito indecente.

A poesia não tem status,
Ela ataca a quem pensa,
Vai das metrópoles aos matos,
Vem das esquinas à imprensa.

Poetas são todos loucos,
Românticos de amor por si,
Presos a muito e a poucos,
Amantes de lá, de cá e de aqui.

Sara então essa ferida,
A cicatriz não se apaga.
Mata o medo, viva a Vida,
Deixa essa mão que afaga.

Que passa, que fica, que vai,
E tanto humor, tão genial,
Deixa sair esta voz que é de Pai,
Passar, inspirar, filhos do Sarau.

14/09/2014