terça-feira, 18 de novembro de 2014

Mitologia das Mentiras

Mitologia,
De inverdades,
Ideologia,
Das Vaidades.

O Egito já passou,
Deuses, já são múmias,
E quem acreditou,
Já se foi a muitas Luas.

Sera que ainda há,
Quem acredite no Deus Faraó?
O tempo não vai parar,
Tudo se torna Pó.

O imperador mandou dizer,
Que Roma e Grécia e seus impostos,
Impostores cobrando pra viver,
Caíram ou foram todos depostos.

As ditaduras mal vistas,
também aos poucos foram derrubadas,
Mas o reino das mentiras,
Ainda reina pelas ruas e calçadas.

Comodo seria o verso dizer,
Que tudo já esta resolvido,
Por isso ditam e aceitam no viver,
Mentiras sussurradas ao pé do ouvido.

Acorda língua voraz,
Que devora a verdade com mentiras.
O preço de tudo que se faz,
Pode se tornar uma mitológica Ira.

18/11/2014


sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Me arresponda pur favô

"Me arresponda meu sinhô,"
Que destino será o dessa gente,
Que tanto se acha "superiô",
A ponto de se desfazer de gente.

Me diga pra onde vai,
Todo esse desprezo descrente,
De quem vê Deus como Pai,
Mas não tem nem, o irmão em mente.

Mente descaradamente,
Diz não precisar de ninguém,
Mesmo com a morte em frente,
Acha que está tudo tão bem.

Gente que esperneia na terra,
Dizendo que tudo é um inferno,
E acha que sempre está em guerra,
Depois vem jurar amor eterno.

Pra onde vai essa gente,
Será que família isso tem,
Ou esse bicho é inocente,
Ou acha que é Deus seu refém.

Será que isso pensa, razão,
Ou só justifica seus atos,
Que que tem isso no coração,
Que o "zoio num" enxerga os fatos.

Desfaz do simples com ódio,
Corrige o mundo ao falar,
Se acha vencedor, em seu pódium,
Mas deixa seu amor pó virar.


14/11/2014


terça-feira, 11 de novembro de 2014

Filosofia Desbocada


Antes de declamar, perdão peço,
Pelas palavras que hei de cuspir,
São vômitos de um triste processo,
Que meu pensar não pode digerir.

Pode parecer esdrúxulo,
Mas que se f... rasgue o verbo,
O fazer é muito mais chulo,
Do que as palavras são ao cego.

A maior prostituta é a língua,
Filha da p... que se dá pelo prazer,
De escarrar opiniões pela rua,
Pensadas por quem tem poder.

Falar do erro alheio é como doce,
Gozo da língua, p... sem sentidos,
Estupro da pobre e sofrida realidade,
E assédio sexual aos ouvidos.

Palavras grandes, enormes imensas,
Louco delírio nos bordéis de línguas,
Impublicáveis palavrões das imprensas,
Que ditam e editam tumores e ínguas.

Quem tem boca vai a Roma,
Besteira nas ruas discursos perdidos,
Deveriam ao menos sair do coma,
E pensar em andar mais unidos.

Mas por m.... de cor ou quilate
Raça, crença e sabe se lá o que,
A língua se dá nas esquinas, boates,
Para santa a si mesma, querer ser.

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Dança da chuva

Nem cá, nem lá se imaginava,
Que tal seria a situação,
Na terra onde asa branca migrava,
Ter dias de árido sertão.

O povo na rua protesta,
Pede o que nem conhece,
Grita por coisas nas praças,
Sem ver que outro mal lhe adoece.

Numa dança de opiniões trocadas,
Farpas secas, sem sentido,
Sem a água todos são nadas,
Nadando no pó desmedido.

Dançam as nuvens celestes,
Esperada festa dos Céus,
Quem mais livra o povo de pestes?
Cobre a chuva, o chão com seu Véu.

Dança menino na rua,
Quem manda a água não é o homem,
Molha o chão a terra nua,
Brota alimento e todos comem.

Poder maior não se verá,
A multiplicação do alimento,
Mãe natureza prove de graça,
O que o homem cobra em tormento.

Dança das águas Divindade,
Molha o chão e a Alma,
Aos loucos traz sanidade,
E aos irritados dá calma.


04/11/2014



quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Piscar

Não se fechem os olhos,
Sem sentir o abençoar,
Sem o maior dos sentidos,
Sem sentir o que é amar.

Se, se cerram as pálpebras,
Tantas vezes pelo dia,
Não se tornem, vistas cegas,
Os olhos de quem lê esta poesia.

Há em tudo magia bela,
Não é preciso ir tão distante,
Basta mirar os olhos na janela,
E fitar o que vê num instante.

Há casas, pessoas e parques,
Crianças, jovens e adultos,
Muitos soltos em seu viver,
Outros presos a seus Lutos.

Num piscar de seus olhos,
Podes despertar um amor,
À primeira vista, por outros,
Mas na essência, interior.

Tire a pressa de seu olhar,
Pois o correr é enlouquecido,
Só a calma pode alterar,
O que a pressa dá por perdido.

Deixa estar o que não muda,
Planta o que podes ver crescer,
Que ao piscar, o olho desnuda,
Os males que travam ao viver.


23/10/2014


sexta-feira, 17 de outubro de 2014

A Saber

Do Olimpo desceram raios,
Aos mortais, segredo dado,
Poder do conhecimento,
Aos humanos, revelado.

De egoísmo e desrespeito,
O conhecer bom por momentos,
Perdeu-se sem um conceito,
Por não obedecer a bons sentimentos.

Mas de uma luz desceram a terra,
Inspiração e sabedoria,
Em um universo de guerra,
Pessoas buscam novo dia.

Sábios ensinam crianças,
Jovem aprende e adolescente,
Reconstroem boas lembranças,
E são chamados de docentes.

Professores enviados,
Do poder da sabedoria,
Contra a ignorância, soldados,
E aos ouvidos atentos, poesia.

Que de seus trabalhos brotem,
Sementes do amanhã,
Que os homens se importem,
Em ter a consciência sã.

Para que não se percam as esperanças,
Que se renovem boas condutas,
Em seu dia gratas lembranças,
Professores, obrigado por suas lutas.




17/10/2014


segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Egocentria

Lutar e conquistar,
Eis a programação,
Mas como encaixar,
Os códigos do Coração.
Neste meio egoísta,
Demonstrar compaixão,
Gera um código suicida,
Que resulta em falha então.

Saia do meio,
Ha um meio pra tudo,
No meio, sem receio,
Há mais seres neste mundo.

E no meio do nada,
Vê se o ser ficar perdido,
História condicionada,
Para o mal ser mais querido.
Tudo tão manipulado,
Maquiavel a quaisquer custos,
Importa o conquistado,
Danem se os meios sujos.


Aqui se faz aqui se paga,
Tudo tem conseqüência,
Inocente, sabe nada,
O futuro leva pendência.
Não há centro no mundo,
Tudo tem sua ligação,
E Egoísmo profundo,
É código de Punição.

Há muito mais nesse mundo,
No meio sem receio,
Sempre há meios para tudo,
Se sair para buscar meios...



13/10/2014


terça-feira, 7 de outubro de 2014

Em Decisão

Às vezes indeciso,
Só as vezes, quase sempre,
Era um grito não coeso,
Um sussurro, de repente.

Memória fraca,
Luzes piscam com frequência,
Mas o que emplaca,
É o medo e a desistência.

Grita a alma,
Cala-te a boca,
Fala com Calma,
Que a paciência é pouca.

Medo...
Tic tac, se vão os segundos,
Segredo,
Desejos tão profundos.

Quem dera a indecisão,
Não tomasse tanto tempo,
Quem dera o coração,
Não ter tanto sentimento.

Mas pergunta me, a mente,
Para desespero da razão,
Se fosse eu tão diferente,
Seria eu, acaso eu então?

Mudança só acontece,
Ponha isto em sua cabeça,
Quando a mente se convence,

Que é preciso que se cresça.

07/10/2014



sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Em partes

Juntou os seus pedaços,
Do último tiroteio de palavras,
Seus nervos são cordas de aços,
Mas não sobrou quase nada.

Refez os rumos, buscou um tema,
Calado como o mundo e o passado,
Viver ou estar vivo, eis o dilema,
Engana se quem pensa, que está calado.

Em partes, soltas pelo ar,
O tempo não para de seguir,
E quem não quiser sonhar,
Não lhe peça para não sorrir.

Em partes cada coisa a seu tempo.
O ontem já se foi, tentou presente estar,
Revendo os dias e cada momento,
Pra não deixar de andar, caminhar.

Cada parte se refez de cinzas,
Num ato de brilho, momentos,
Todo vento parte de brisas,
Viver não deve se fazer de tormentos.

Em partes, o amanhã renasce,
Com cada nascer do sol,
E quando zerar esta fase,
Haverá um Bônus maior.

Em frente, sem marchas de prisão,
Que seja o pensamento solto,
Que seja sem limites o coração,

E que reviva, cada bom sonho já morto.

03/10/2014



terça-feira, 30 de setembro de 2014

Por um fio

Por um fio, a vida passa,
E pela tela sem cortina,
O teatro, o som, a praça,
Quase nem mais se ilumina.

Já não vejo,
Nesse vazio,
Abraço e beijo,
Em texto sem fio.

Por um fio,
De fones de ouvidos,
Passa o frio,
E sonhos perdidos.

Por um fio os sentimentos,
Triste, alegre, amor musical,
Tanto faz, não há momentos,
Nem sei se estás bem ou mal.

Já não te ouço,
Nestes tormentos,
Num calabouço,
De desatentos.

Por um fio,
De fones de ouvidos,
Passa o frio,
E sonhos perdidos.

E por um fio eu sinto o futuro,
Me toca o medo deste tema,
Por um fio esquecer de tudo,
No meu fone assisto ao cinema.

Falar sozinho,
Para uma multidão,
Sentir vazio,
Em Meio a um milhão.


Por um fio,
De fones de ouvidos,
Passa o frio,
E sonhos perdidos.


30/09/2014