quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Quintas

Se estiver cinza,
A tempestade passa,
Voz tão linda desliza,
Em seu leve tom que abraça.

Quintas e suas macarronadas,
Cardápio de todo paladar,
Ao som de sexta, embaladas,
Murmúrios e formas de olhar.

A procura de quem se motiva,
Os dias estão pra todos, deseje,
Mas quem, da vida se esquiva,
Provável então, que só se queixe.

Quintas e seus medos,
Planos ainda incompletos,
Loucos e seus segredos,
Dúvidas sobre os corretos.

Não será sexta e seu brilho,
Apenas um passo antes,
Canção sem estribilho,
Relatórios e seus levantes.

Quintetos, quartetos e trios,
Soma se tudo com a vida,
Seus Calores e seus frios,
E essa gente tão entretida.

Nem vê que a semana se vai,
Deseja que venha a sexta,
Mas a quinta está no que esvai,
E quem não percebe é meio besta.


10/11/2016


quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Pensando Alto


Quem por ti não é,
Por si talvez seria,
Quem não tem fé,
Não crê em poesia,

Tempo e normas,
Limites dados ao ser,
Valores e formas,
Limitam a todo querer,

Quero-quero,
Quer só agora,
Fogo e ferro,
Nada informa.

Olhar solto,
Olho aberto,
Tudo morto,
Longe e perto.

Seca o verso,
Palavras caem,
Tudo disperso,
De folhas saem.

O pensamento,
Esse barco de partida,
Em seu julgamento,
Deixa a mente Perdida.

Pense logo, desista,
Descarte tudo que prende,
Corra pensando na pista,
Rumo ao bom que surpreende.

09/11/2016



terça-feira, 8 de novembro de 2016

Passaros


Canto solto no ambiente,
Sente o céu, sente o sorriso,
Canto puro a gente sente,
Cantam os pássaros paraíso.

Aos ninhos o segredo da vida,
No ar o doce desejo disperso,
Em tudo saudades, querida,
A vida não passa de um verso,

Canta o trinar em um voo,
Na voz da natureza absorta,
Liberta-se tudo que passou,
E tudo que lhe prejudica corta.

Pássaro que voa liberto,
Solto pela cidade e campina,
Não importa quão longe ou perto,
Sua voz chega em uma só doutrina,

Onde mora, só o céu sabe,
Tudo que tem são suas penas,
Pena que nem em tudo cabe,
As penas dadas a almas serenas.

Canto livre de uma águia, 
Ou de um mero sabiá,
Sempre é canto e se faz guia,
Passaredos a assoviar,

Em que voa o pensamento,
Quando preso aos passarinhos,
Tudo passa morre o momento,
Tudo vive em novos Ninhos.

08/11/2016




segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Valores


Quanto vale uma nota?
Preta nota, nota Preta,
Se o que bate na porta,
Negra lista, lista negra.

Quanto vale um sorriso?
A compra do supermercado?
Qual o valor do paraíso?
Que Eva estará a seu lado?

Quanto vale um beijo?
 Aquela ida aos bancos?
Quanto custa um bom queijo?
E a fome que levam aos trancos?

Quanto vale a nota rasgada?
A vida sofrida e surrada?
Quanto vale seu tudo e nada?
Que valor teria o fio da espada?

Qual o preço de uma noite?
E o custo de um sorriso?
Valor de uma dama na corte?
Amor eterno no paraíso.

Quanto vale um olhar, um toque?
O que será que se vê escondido?
Quanto vale a câmera o enfoque?
Qual o valor de narrar o acontecido?

O que é que vale a verdade?
Qual o custo do erro e do acerto?
Quem paga pela insanidade?
Qual o preço para diminuir o aperto?

07/11/2016




domingo, 6 de novembro de 2016

Por Aí Afora


Tenso é cada momento,
Uma coisa de cada vez,
Tudo ao mesmo tempo,
Torna nada tudo que se fez.

Tudo rápido não tem graça,
Tudo às pressas só dá medo,
Demorar demais já é pirraça,
Tenso seria guardar segredo.

Mas o que seria do futuro,
Se o agora fosse momento,
Medo de cada resposta,
Coragem fabricou cada invento.

Ei o que estás fazendo,
Muito e nada de uma vez,
Medo do que está acontecendo,
Medo do que já se desfez.

Isso passa então, resumo,
Se passa já é passageiro,
As palavras não têm prumo,
São apenas um mundo inteiro.

Pouco ou muito isso seria,
Depende do olhar do freguês,
Se despertar cada dia,
Meio mundo é mais que um mês.

Sem sentido o que seria,
Se o que tu sentes é só o Agora
Santo Deus, quanta agonia,
Se vê no mundo por aí afora.

06/11/2016



sábado, 5 de novembro de 2016

Aquele dia


Tanta coisa solta no ar,
E o verso solto na cabeça,
Vontade de procrastinar,
A vida, o dia ou sei lá, esqueça.

Dia de esfriar a mente,
Pensar sair dar uma volta,
Comer beber e de repente,
Voltar dormir fechar a porta.

Dias passam voam soltos,
Quando se vê já e novembro,
A vida corre todos envoltos,
Em seus problemas só correndo.

É sábado e domingo já vem,
Tanta gente se faz santa,
Preso no ato de dizer amém,
Outros sem mapa e nem planta.

Construindo algo que, nem sabe,
Horas felizes de quem sorri,
Hora perdida que nem cabe,
Num poema como esse aqui.

Aquele dia que se esquece,
Quem um verso faz lembrar,
Um poema por dia se tece,
Mesmo com pouco a falar.

Afinal viver é um jogo de palavras,
Onde os atos tomam sintonia,
O que seria de todas as vidas,
Se não existissem aqueles dias?

05/11/2016







sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Sem Asas


As vezes caído,
Sem saber como voar,
Pensamento perdido,
Como tudo se realizar?

Saltar o tempo e o real,
correr aqui e acolá,
Fazer o bem e o mal.
A vida e a morte apressar.

As vezes caído,
O medo de não conseguir,
A dor o olhar o sorriso,
Seria maldade sorrir?

Pular da ponte sórdida,
Matando opiniões falsas,
Estar com a mente mórbida,
A tantas coisas sem causas.

As vezes caído,
Do chão se levanta,
Quem ao longe tem ido,
E quem em silencio canta.

Vai dar certo sim,
Não importa o que digam,
Vai além do que era fim,
E dos impossíveis que intrigam

Não será só uma sexta,
Será o dia de esperar,
Quem se esforça não é besta,
Mesmo que venha a falhar.

04/11/2016



quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Seria um Dia


Seria um dia qualquer,
Não fosse o dia que foi,
Marcado por Atos de fé,
Num dia, sem carro de boi.

Seria um dia a riqueza,
Proposito de tudo que é,
Capaz de compra Beleza,
Para controlar o que se quer.

Serias um dia Bombeiro,
Médico, doutor, escritor,
Seria dia ou ano inteiro,
Seria ódio, ou seria amor.

Seriam tantas coisas,
Que nem são já, ou mais,
Luzes tão desastrosas,
Desejos que tensos de Paz.

Fabrica louca de ilusões,
Dias que se sucedem loucos,
Flores poemas e canções,
Brilhante medo tão fosco.

Seria um dia qualquer então,
Onde o erro faz acontecer,
Notas perdidas da canção,
Aquilo que não se deve dizer,

Seria Erótico erro amar,
Amor errático de um ser,
Seria qualquer dia o ontem,
Tudo que for há de Ser.

03/11/2016

Base de Imagem: Acervo Próprio - Raia Olímpica Usp 


quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Partidas


Aos que se foram,
Homenagens rendidas,
Sonhos Ficaram,
Desejos e Vidas.

Nem todos preparados,
Para a perda ou partida,
Tristes ficam os Amados,
Nem sempre há despedida.

Mas lá, seja onde for,
Se vão, e vão para onde,
Forem os desejos de Amor,
Que já ninguém os esconde.

Em seu dia, dia Vivo,
A espera é de se variar,
Uns desejavam por motivo,
Outros preferem esperar.

Saudade sempre ficará,
Que os caminhos sejam iluminados,
Por tudo de bom que deixará,
Em vida e em sonhos sonhados.

Brilhe o sol neste desejo,
Querer o prazo sempre estender,
Poder dar um último beijo.
Arrancar do peito o sofrer.

Eis que o desejo é ser eterno,
Desejos no peito confinados,
Livre Deus todo ser do inferno.
Lembranças revivam em Finados.

02/11/2016



terça-feira, 1 de novembro de 2016

Todos os Santos


Nem todos sabem,
Nem todos são,
Nem em todos cabem,
A mesma missão.

Se viver parece difícil,
Santidade seria impossível,
Mas viver seria um doce vicio,
Amar seria algo incrível.

Todos sabem,
Todos são,
A todos cabem,
Cumprir sua missão.

No dia de todos,
Santidade é a Fé,
Crer de todos os modos,
Motivação ao pé.

Todos os santos se unem,
Em seu dia, sua batalha,
E aos insanos que punem,
Não julguem a própria mortalha

Santos são todos os dias,
Que o sonho acorda as manhãs,
Versos desejos e poesias,
Palavras e pessoas tão sãs.

Saúde de corpo espírito,
Fantasmas não serão bem-vindos,
Santidade é Quebra de atrito,
Ser Santo é criar Paraísos.

01/11/2016