sábado, 11 de fevereiro de 2017

Na Eternidade Divina

É Como um sopro,
Não sei o que sinto de verdade,
Vejo tudo escuro,
Medo de Olhar o Passado
Tão Cruel e Amargo.

No fim sempre superamos,
Acreditar que o impossível,
Se transforme em realidade,
Confiar no Amor sempre,
Manter a Luz da Fé acesa,
Permitir as alegrias Brotar.

Sorrisos intensos se abrem naturalmente,
Ao ver você coração se enche de esperança,
A mesma fé predomina,
São assim que os sonhos se realizam.

O Caminho do Amor incondicional,
É Assim mesmo que estaremos,
Na Eternidade divina.

Autora: Aline Cristina Bianchi.



quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Como Romanos

Seja rápido, estando em Roma,
Como os Romanos faça,
Sem sotaque, caia da cama,
Fale do trânsito, só de pirraça.

Siga não pare, Louco Motiva,
Em terra de doidos siga e siga,
Pinte e Apague, Grite e se cale.
Pare correndo, corra e prossiga.

Tira esse fone, sai do celular,
Dirija ligando, nem ligue,
Corra e corra, não pare de andar,
Sem gírias e não me "digue".

Estereótipo eterno do Apressado,
Ansiedade sempre a mil e um,
Barulho as vezes alto e abafado,
Mas como este lugar não há nenhum.

Quem aqui vive estranha o tranquilo,
Tudo é tão exato, apesar dos problemas,
Tudo se acha, seja isso ou aquilo,
Cidade dos muros, prédios e dilemas.

Saudosa maloca, à espera do trem,
Em doce garoa, que acalma a alma.
Mesmo no caos, Rainha do progresso,
São Paulo é Sampa e bate-se na palma.

Seus ritmos seus sons, seus longos anos,
Suas buzinas, seus loucos habitantes,
Berço de tantos olhares, lugares e planos,
Parabéns Sampa, por seus milhares de instantes.


25/01/2017


domingo, 20 de novembro de 2016

Pré Conceitos

Não Julgue o belo sem saber,
Não pense sem se informar,
Não julgue sem conhecer,
Não Ame sem se declarar.

Qual o espaço do antes,
Como saber sem viver,
Previsões só são existentes,
Depois que vierem a acontecer.

Mas evitar o preconceito,
Se achas certo o que pensas,
Como mudar um conceito,
Se tudo lhe diz a imprensa.

Desnecessárias palavras,
Fazem conceitos infiéis,
Seguem nas ruas e casas,
Conceitos da vida e viés,

Um dia talvez pele e cor,
E qualquer outra opção,
Não faça diferença no amor,
E se funda ao que se vê no coração.

Até esse dia se faz urgente,
Que a consciência se lembre,
Que importa mais, o que tem a mente,
Do que o que olhos imaginam sempre.

Que o olhar seja igualado,
Que o caráter seja mais visto,
E que antes de ser julgado,
Todos possam pois, ser ouvidos.


20/11/2016



sábado, 19 de novembro de 2016

Necessidades


Planos, muitos planos,
Deseja-se todos realizar,
Anos poucos anos,
E o que se quer gastar.

Tempo caro amigo,
Usa o freio sem medo,
Pare e reflita consigo,
Pare de voar em segredo.

Deixa que mais algo aconteça,
De que lhe serve a pressa,
Não mais permita que pereça,
Tudo que a tantos interessa.

A casa, o carro, o dinheiro,
Trabalho para pagar o tempo,
Tem gente que pensa ligeiro,
Mas passa rápido o momento.

A Água mata a sede,
Mas nem sede dá para sentir,
Calma tempo, deite-se à rede,
Deixe mais tempo para sorrir.

Deixa o desejo rolar,
As bocas se beijarem mais,
Não deixe as palavras no ar,
A gente precisa é da Paz.

Não dessa pressa sem freio,
Nem de esquecer de tudo, droga,
Tempo pare com seus arrodeio,
Senão em ti o mundo se afoga.

19/11/2016



sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Espaço Continuo


Parado tudo parado,
Descanso, tudo descansa,
Dia de repouso passado,
Perdida a mente se cansa.

Pensa e se nada faz,
Repousa para e reflete,
Espelho então se desfaz,
Reflexo do que não compete.

Incompetente mentira,
Nada para no contínuo,
Para alguns só se retira,
A pressa e o oportuno.

Contínua dúvida da razão,
Só é certo a necessidade,
Orquestre-se nova canção,
Para não cessar a continuidade.

Solução tem que vir de momento,
Refeição deixa-se para outrora,
Alimenta se o sistema no intento 
De se recorrigir o que era agora.

Cortes no tempo e no gramado,
Para compor nova visualização,
Fica a Folga presa no passado,
Continuo Espaço é quase Ilusão.

Para continuar executando,
O que necessário então será,
Continua o Tempo passando,
O que tiver que vir então, virá.

18/11/2016



quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Quebra Cabeças

De peças a vida se faz,
De dias que o mundo se vai,
O tempo quem sabe, jamais,
Expande-se tanto quanto contrai.

Viver é uma arte em pedaços,
Montada entre mil tentativas,
Unindo sucessos e fracassos,
De sonhos se monta a vida.

Quebrados os sonhos se juntam,
Cola perto, junto e solta,
Cada peça é teatro dos que lutam,
Cada cortina e uma nova volta.

Recomeço do que não tem fim,
A gente repensa o que quer,
Aprende com quem foi enfim,
A vida é Homem e é Mulher.

E o querer e o doce sabor,.
De beijar a quem se ama,
Da beleza é a eterna cor,
A flor que remonta em seu drama.

Florir e o auge da beleza,
Desmontada é que se faz semente,
Enquanto a alguns é frieza,
A Outros o Belo é o recente.

A beleza só é eterna completa,
Se vista em todos seus planos,
Quebra cabeças são como indireta,
Enxerga quem monta sem enganos.

17/11/2016



quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Segredo

Pra que pensar no impossível,
Se tudo possível pode ser,
Pra que imaginar o terrível,
Se o Maravilhoso é melhor viver. 

Atrair tudo de belo,
Sonho, ou algo tangível,
Perder-se em castelo,
Ser rei e ser Elegível.

Venham os Tesouros,
Da vida, do olhar e desejo,
Afaste-se a tempestade,
Eis o eterno ensejo.

Queira mais, mas sem egoísmo,
Foco no centro da busca,
Sem pensar em extremismo,
Olhar demais a luz ofusca.


Guarda pra ti o Fracasso,
Faz dele algo positivo,
Não precisa humor de Aço,
Mas sim estar sempre ativo.

Pronto a fazer de um tropeço,
Chance de Aprendizado,
Demais se perca em arremesso,
Ao longe do que é atrapalhado.

Traga às vidas boas novas,
A quem se reserva um segredo,
A vida é feita de provas,
E a avaliação é enfrentar o Medo.

16/11/2016




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terça-feira, 15 de novembro de 2016

República


Publique-se nos Anais,
Que este não é só um dia,
Registre-se nas formas tais,
Necessárias além da Poesia.

Diga-se de passagem,
Oficialmente sem suspeita,
Que Forças Ocultas interagem,
Interesses se escondem a Espreita.

Que somos apenas peças,
Num xadrez quase sem sentido,
Que sentimos coisas inversas,
Que odiamos todos os partidos.

Quando apenas se decide,
Mudar a ordem de um país,
Sem opção de nenhum revide,
Sem nada que a gente quis.

Publicado nos meios oficiais,
Que Republica agora somos,
Não há mais, menos ou mais,
Por erro d’outrens pagamos.

Forças ocultas mudam o rumo,
Quando querem, deste Estado,
Deixando no estado sem prumo,
Danem se os antes explorados.

Morram os escravizados?
Importa a soberania?
Será que ainda há passados?
Nas Mão de quem os rumos guia?

15/11/2016



segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Recesso


Ainda não era feriado,
Mas o descanso e permitido,
E se a chuva cai ao lado,
É valido ter muito, dormido.

Em uma ida que não volta,
Mesmo a quem vive em regresso,
Dia de emenda pra quem pode,
Dia do que chamam de recesso.

E o que passa é só o sono,
Ponteiros marcam o tempo,
E a espera já sem plano,
Segue seu ritmo lento,

Segunda tranquila que segue,
Sem sol e sem muito destino,
Sem ter missão que se pregue,
Apenas um dia sem desatino.

O mundo tem seus feriados,
A vida tem seus tropeços,
O sol tem seus dias nublados,
E tudo em seus endereços.

Recessivo domínio do descanso,
Seja dia ou noite seja,
Bravo e leve, forte ou manso,
Tudo que e bom se deseja.

Apenas mais um dia,
E um Poema por dia diverso,
Quem entende o que é poesia,
Quem em prova compreende o verso?

14/11/2016


domingo, 13 de novembro de 2016

Gotas


Pingos de um sentimento,
Pouca gente enfrenta a chuva,
Gotas de um só tormento,
Nem tudo cai como uma luva.

Dia parado e vazio,
Parado tudo e todos,
Cheios somente os rios,
Removendo até os lodos.

Palavras estranhas,
Silencio gritado,
Perdidas entranhas,
E um mundo entediado.

Chove lá fora e aqui,
Cada um faz o que tem,
Limpar, cuidar e ir,
Fugir de um eterno amem.

E o que será do que pinga,
Pinga as gotas da chuva,
Tem gente que molhado xinga,
Gente que brinca e Pula.

Gotejando cada sonho,
A vida passa tão rápido,
Nem tudo segue nos planos,
O destino as vezes é intrépido.

"Sing in the Rain" no agora,
Gotas de uma reflexão,
Segue a chuva aí afora,
E o tempo se esvai então.

13/11/2016