domingo, 5 de março de 2017

Pressão

Quando um plano dá errado,
Quando se apela a outra opção,
Para não se afogar se vai a nado,
Para não ficar cego abre se a visão.

Evitar que o dia se perca,
Traçar novo rumo a fazer,
Saltar por sobre a cerca,
Acreditar lutar e crer.

Pressionando o botão certo,
Tudo se faz solução,
Sob pressão tudo é incerto
Insetos em sua direção.

Janela do nada aberta,
Sorriso falso no Ar,
Drama é só certeza incerta,
A Vida não tende a mudar.

Pressão é o medo concentrado,
A Vontade tornada obrigação,
Tudo tem risco pressionado.
Até o sonho vira ilusão.

Pressão e uso de autoridade,
Desgastam qualquer relação,
Diálogo se faz fonte de verdade,
Pressão gera mentira em ação.

Deixar de ouvir o que não se quer,
Gera medo e destrói expectativas,
Afasta de si e dos outros a fé,
E multiplica ao redor Feridas.


05/07/2017



sábado, 11 de fevereiro de 2017

Caminhada

A beira do Caminho,
Existia um olhar,
Tão perdido e sozinho,
Com outros a lhe vislumbrar.

Pesarosa a mente,
Julgamentos perdidos,
Pensamento já inerte,
E estranhos sorrisos.

No caminho sem rumo,
Tinha tudo mas sentia falta,
Não de um bem de consumo,
Mas de uma melodia, uma pauta.

Rumou a novos desejos,
Espinhos, sonhos e planos,
Deixou de lado ensejos,
E juntou seus cacos de anos,

Floresceu novamente várias vezes,
E se livrando do efeito passado,
Reconstruiu a opinião e seus quereres,
Fugindo dos medos e segredos.

Luta para iluminar a verdade,
Quer refazer novo caminho,
Seus pés doem com a realidade,
Mas segue preparando seu ninho.

Caminha rumo ao desconhecido,
Saltando muros, quebrando barreiras,
Para encontrar um rumo, um sorriso,
Ultrapassando nas buscas, novas fronteiras.


11/02/2017


Na Eternidade Divina

É Como um sopro,
Não sei o que sinto de verdade,
Vejo tudo escuro,
Medo de Olhar o Passado
Tão Cruel e Amargo.

No fim sempre superamos,
Acreditar que o impossível,
Se transforme em realidade,
Confiar no Amor sempre,
Manter a Luz da Fé acesa,
Permitir as alegrias Brotar.

Sorrisos intensos se abrem naturalmente,
Ao ver você coração se enche de esperança,
A mesma fé predomina,
São assim que os sonhos se realizam.

O Caminho do Amor incondicional,
É Assim mesmo que estaremos,
Na Eternidade divina.

Autora: Aline Cristina Bianchi.



quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Como Romanos

Seja rápido, estando em Roma,
Como os Romanos faça,
Sem sotaque, caia da cama,
Fale do trânsito, só de pirraça.

Siga não pare, Louco Motiva,
Em terra de doidos siga e siga,
Pinte e Apague, Grite e se cale.
Pare correndo, corra e prossiga.

Tira esse fone, sai do celular,
Dirija ligando, nem ligue,
Corra e corra, não pare de andar,
Sem gírias e não me "digue".

Estereótipo eterno do Apressado,
Ansiedade sempre a mil e um,
Barulho as vezes alto e abafado,
Mas como este lugar não há nenhum.

Quem aqui vive estranha o tranquilo,
Tudo é tão exato, apesar dos problemas,
Tudo se acha, seja isso ou aquilo,
Cidade dos muros, prédios e dilemas.

Saudosa maloca, à espera do trem,
Em doce garoa, que acalma a alma.
Mesmo no caos, Rainha do progresso,
São Paulo é Sampa e bate-se na palma.

Seus ritmos seus sons, seus longos anos,
Suas buzinas, seus loucos habitantes,
Berço de tantos olhares, lugares e planos,
Parabéns Sampa, por seus milhares de instantes.


25/01/2017


domingo, 20 de novembro de 2016

Pré Conceitos

Não Julgue o belo sem saber,
Não pense sem se informar,
Não julgue sem conhecer,
Não Ame sem se declarar.

Qual o espaço do antes,
Como saber sem viver,
Previsões só são existentes,
Depois que vierem a acontecer.

Mas evitar o preconceito,
Se achas certo o que pensas,
Como mudar um conceito,
Se tudo lhe diz a imprensa.

Desnecessárias palavras,
Fazem conceitos infiéis,
Seguem nas ruas e casas,
Conceitos da vida e viés,

Um dia talvez pele e cor,
E qualquer outra opção,
Não faça diferença no amor,
E se funda ao que se vê no coração.

Até esse dia se faz urgente,
Que a consciência se lembre,
Que importa mais, o que tem a mente,
Do que o que olhos imaginam sempre.

Que o olhar seja igualado,
Que o caráter seja mais visto,
E que antes de ser julgado,
Todos possam pois, ser ouvidos.


20/11/2016



sábado, 19 de novembro de 2016

Necessidades


Planos, muitos planos,
Deseja-se todos realizar,
Anos poucos anos,
E o que se quer gastar.

Tempo caro amigo,
Usa o freio sem medo,
Pare e reflita consigo,
Pare de voar em segredo.

Deixa que mais algo aconteça,
De que lhe serve a pressa,
Não mais permita que pereça,
Tudo que a tantos interessa.

A casa, o carro, o dinheiro,
Trabalho para pagar o tempo,
Tem gente que pensa ligeiro,
Mas passa rápido o momento.

A Água mata a sede,
Mas nem sede dá para sentir,
Calma tempo, deite-se à rede,
Deixe mais tempo para sorrir.

Deixa o desejo rolar,
As bocas se beijarem mais,
Não deixe as palavras no ar,
A gente precisa é da Paz.

Não dessa pressa sem freio,
Nem de esquecer de tudo, droga,
Tempo pare com seus arrodeio,
Senão em ti o mundo se afoga.

19/11/2016



sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Espaço Continuo


Parado tudo parado,
Descanso, tudo descansa,
Dia de repouso passado,
Perdida a mente se cansa.

Pensa e se nada faz,
Repousa para e reflete,
Espelho então se desfaz,
Reflexo do que não compete.

Incompetente mentira,
Nada para no contínuo,
Para alguns só se retira,
A pressa e o oportuno.

Contínua dúvida da razão,
Só é certo a necessidade,
Orquestre-se nova canção,
Para não cessar a continuidade.

Solução tem que vir de momento,
Refeição deixa-se para outrora,
Alimenta se o sistema no intento 
De se recorrigir o que era agora.

Cortes no tempo e no gramado,
Para compor nova visualização,
Fica a Folga presa no passado,
Continuo Espaço é quase Ilusão.

Para continuar executando,
O que necessário então será,
Continua o Tempo passando,
O que tiver que vir então, virá.

18/11/2016



quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Quebra Cabeças

De peças a vida se faz,
De dias que o mundo se vai,
O tempo quem sabe, jamais,
Expande-se tanto quanto contrai.

Viver é uma arte em pedaços,
Montada entre mil tentativas,
Unindo sucessos e fracassos,
De sonhos se monta a vida.

Quebrados os sonhos se juntam,
Cola perto, junto e solta,
Cada peça é teatro dos que lutam,
Cada cortina e uma nova volta.

Recomeço do que não tem fim,
A gente repensa o que quer,
Aprende com quem foi enfim,
A vida é Homem e é Mulher.

E o querer e o doce sabor,.
De beijar a quem se ama,
Da beleza é a eterna cor,
A flor que remonta em seu drama.

Florir e o auge da beleza,
Desmontada é que se faz semente,
Enquanto a alguns é frieza,
A Outros o Belo é o recente.

A beleza só é eterna completa,
Se vista em todos seus planos,
Quebra cabeças são como indireta,
Enxerga quem monta sem enganos.

17/11/2016



quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Segredo

Pra que pensar no impossível,
Se tudo possível pode ser,
Pra que imaginar o terrível,
Se o Maravilhoso é melhor viver. 

Atrair tudo de belo,
Sonho, ou algo tangível,
Perder-se em castelo,
Ser rei e ser Elegível.

Venham os Tesouros,
Da vida, do olhar e desejo,
Afaste-se a tempestade,
Eis o eterno ensejo.

Queira mais, mas sem egoísmo,
Foco no centro da busca,
Sem pensar em extremismo,
Olhar demais a luz ofusca.


Guarda pra ti o Fracasso,
Faz dele algo positivo,
Não precisa humor de Aço,
Mas sim estar sempre ativo.

Pronto a fazer de um tropeço,
Chance de Aprendizado,
Demais se perca em arremesso,
Ao longe do que é atrapalhado.

Traga às vidas boas novas,
A quem se reserva um segredo,
A vida é feita de provas,
E a avaliação é enfrentar o Medo.

16/11/2016




Adicionar legenda

terça-feira, 15 de novembro de 2016

República


Publique-se nos Anais,
Que este não é só um dia,
Registre-se nas formas tais,
Necessárias além da Poesia.

Diga-se de passagem,
Oficialmente sem suspeita,
Que Forças Ocultas interagem,
Interesses se escondem a Espreita.

Que somos apenas peças,
Num xadrez quase sem sentido,
Que sentimos coisas inversas,
Que odiamos todos os partidos.

Quando apenas se decide,
Mudar a ordem de um país,
Sem opção de nenhum revide,
Sem nada que a gente quis.

Publicado nos meios oficiais,
Que Republica agora somos,
Não há mais, menos ou mais,
Por erro d’outrens pagamos.

Forças ocultas mudam o rumo,
Quando querem, deste Estado,
Deixando no estado sem prumo,
Danem se os antes explorados.

Morram os escravizados?
Importa a soberania?
Será que ainda há passados?
Nas Mão de quem os rumos guia?

15/11/2016