sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Sombra dos Egos


O Eu em Terceira pessoa, morre?
Andando na rua, vê se Cegos,
Gente maluca que só corre,
Exigindo que se respire seus Egos.

O Tú, em Primeira pessoa,
Parece querer dominar,
Nem percebe quando mágoa,
Pensando na hora a chegar.

O Ele em terceira pessoa amarra,
Tudo com todos, só desanda,
O Ego esse cheio de sua Marra,
Em tudo manda e desmanda.

O Nós amarrado a incertezas
Desata as Dúvidas no ar,
Perdidos até os que tem destrezas,
E o mundo segue sem pensar.

E o Vós esses Mudos amigos,
Só falam cada um por si,
Se veem sempre Feridos,
Não falam aos que estão a cair.

E Elas e Eles quem são?
As sombras do ego perdido,
Pedras que gelam o Coração,
Distanciando até os amigos.

Loucura é achar que estamos sós,
Em meio a tantos milhões de Egos,
A cura é se perdoar e viver bem,
E Considerar que há muitos Cegos.


01/12/2017



sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Palmares Presente

Não é a voz do Negro
A única a ecoar em gritos
Já não é mais segredo,
Ninguém esconde os conflitos.

Palmares escondia quem fugia,
Hoje esconde quem finge
Ontem era uma raça que jazia,
Hoje uma classe se aflige.

Dentro de tanta filosofia,
Enfeitado em versos soltos,
Quase uma fétida poesia,
Fala de normais absurdos...

Não há mais racismo,
Quando todos se calam,
Reina o imenso ceticismo,
E os grandes seus planos embalam.

Não se trata de isso ou aquilo,
Trata se de dignidade apenas,
Fugir não deveria ser tranquilo,
As vidas deveriam ser plenas.

Trata-se de não ser normal,
Na rua morrer, ou perder vidas,
Mas sim de um poder genial,
Do respeito a pessoas queridas.

Estar perto e se livrar, da escravidão
Do medo de ter as portas abertas,
Poder abrir a mente e coração.
E ver almas justas e corretas.

10/11/2017



quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Identidade em Crises

Quem somos neste momento?
Em que mundo nós estamos?
Por que tanto sofrimento?
Que tipo de Ser nos tornamos?

Nas notícias habita medo,
Nos governos as mentiras,
Nas palavras o segredo,
Até nas crianças, as birras.

O que houve com a revolução?
Onde foi parar a Tríade trabalhista?
Quem são os que chamam "irmão"?
Onde foi cada histórica conquista?

Terror de um lado a outro,
Poder filosofia e religião,
Enquanto bandido circula solto,
Em casa alugada é preso o cidadão.

Compra-se até a consciência,
Num pífio mercado de ações,
Via marketing de insolências,
Fabricam se jingles e canções.

Numa crise que assola a nação,
Apela se que todos se doem,
Enquanto os que pedem na mansão,
Os que doam nas filas morrem.

Quem somos e onde estamos?
Onde fomos parar sem querer?
Onde está o paraíso que buscamos?
Que inferno se tornou esse SER?


01/11/2017



segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Montanhas

Quando o olhar se estende,
Ao longe existem barreiras,
Após elas há quem sonde,
Que há vinhos e videiras.

Há na Certa, também o medo,
Este que cerca o desconhecido,
Este que guarda a si, segredo,
E deixa a todo sonho perdido.

Há o verdejante anseio,
Que consigo trás ansiedade,
Vontade de ver o fim no meio,
Na busca pela celeridade.

Haverá também a Crítica,
Dizendo que já tentou e que não é,
Enquanto se ouve o que fica,
Siga, montanhas se movem na Fé.

Eis que o amanhã está por vir,
O horizonte se expande,
Atrás de montanhas há o porvir,
É lá que o Universo se esconde.

Se não houvesse ousadia,
E montanhas tudo limitassem,
Pouco da gente se saberia,
Sábios os que as ultrapassem.

Enfim além da montanha, 
Habita o medo e a vitória,
Feliz de quem tem a artimanha,
De criar do Além uma Memória.


30/10/2017






segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Ela é

Sol em pleno mar,
Riso em plena paz,
Loucura de amar,
Desejo de um cais.

Porto seguro,
Mesmo tensa, vence,
Mesmo presente e futuro,
Perto, mesmo distante.

Ela é as vezes confusa,
Às vezes única em opinião,
As vezes não sabe o que usa,
Mas faz o que faz com paixão.

Ela é de Libra, mas tanto faz,
Faz que faz em sua decisão,
E mesmo que pareça indecisa,
Sabe o que quer no Coração.

Ela é simples, curte novelas,
Ela é Rica em suas opiniões,
Entres as joias mais belas,
Ela compõe minhas belas canções.

Ela é Aline, doce e limão,
Mesmo quando não está doce,
Sabe transmitir sua Paixão,
Com tudo que a vida lhe trouxe.

Ela é, o que é, e para quem duvidar,
Ela a cada dia se redefine e combina,
Com seus jeitos de querer e sonhar,
Parabéns por quem és Doce Menina.

16/10/17


quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Brincadeiras


Um convite para brincar,
Brindar a vida sem querer,
Sorrir, sonhar, Amar e Amar,
Inocente forma de ser.

Brincadeiras de Roda,
"Ciranda" cirandinhas,
Que o sorrir vire uma moda,
Não se acabe o amor que tinhas.

"Passa o Anel" com seus valores,
Em uma doce "Salada de frutas",
A vida mantenha suas cores,
O sorriso ilumine as lutas.

"Polícia e Ladrão" não se condenem,
"Mãe da Rua" mandou ter a paz,
"Esconde-esconde", o ódio do homem,
Ou passa a borracha e ele jaz.

"Balança Caixão" balança você,
Brincadeiras de crianças,
Adultas formas de a gente ser,
Mantendo a alegria nas lembranças.

"Mas foi ele que começou",
A culpa é sempre do irmão destino,
"Levanta não foi nada", se chorou,
Sempre mais vale o Riso menino.

Dia de abrir as Memórias,
Gargalhadas serão perdoadas,
A vida tem suas Palmatórias,
Mas nela é que deixamos pegadas.


12/10/2017



quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Onde?

Num Emaranhado de mundos, 
Vivemos entre Teoremas, 
Uns Fortes e mais profundos,
Outros perdidos em dilemas.

Romances, Paixões, Amores,
Desejos, planos, Profissões,
Alguns apostam em flores,
Outros em suas ilustrações.

Todo acorde, nos acorda,
Todo timbre, tem sua nota,
Até o silêncio as vezes discorda, 
Quando o assunto se entorta.

Rumos, versos, fios e postes,
Palavras soltas em construção, 
Fotos que ilustram os "Posts"
Prostrando ideias até ao chão.

Guerras árduas de um nada,
Tanta ideia joga se fora,
Gente querendo ao fio de espada,
Cortar até quem lhes adora.

Onde foi que a rua se fechou?
Dúvida incerta, sem um rumo,
Por que será que até ódio virou,
Nas rodas de Amigos um insumo.

Tanto sem lógica explicativa,
Nas cidades que não param,
Tantas "razões" paliativas,
Entre dúvidas que não se acabam.


27/09/2017


terça-feira, 12 de setembro de 2017

Feras


Há em cada ser, sentimentos,
Medos, tolerâncias e dor,
Coisas sob controle, momentos,
Revelados pelo ódio ou pelo amor.

Hibridas quimeras criadas,
Pela história, pela vida, por tudo,
Coisas que sobrevivem ávidas,
Outras que se escondem no mudo.

Desejos intrépidos retraídos,
Vontades que o tempo não permite,
Momentos que apagamos caídos,
Outros que nós que esperamos em levante.

Eis os mais doces delírios,
Que o poema esconde ao poeta,
Mesmo os donos dos lírios,
Não mudam o florescer na floresta.

A beleza domina e é submissa,
Desejamos seus sonhos satisfazer,
Nem sempre as flores tão omissas,
São palpáveis no momento do querer.

E se o ciúme não existisse,
Talvez fosse fácil longe estar,
Porém, se controla os ciúmes,
Para a poesia não se estragar.

Doces lábios, apenas um desejo,
Neste dia que o bem lhe cerque,
No fundo quero a ti e a seu beijo,
Contigo mais calma, a vida segue.

12/09/2017



segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Loucura


Pode parecer loucura,
Mas que louco saber, 
Que a loucura menos pura,
Ainda não pegou você.

Estávamos loucos,
Pela chegada desse dia,
Para refletir aos poucos,
Qual o peso da consciência.

O que acrescenta a correria,
Qual o reflexo das depressões,
Rápida prosa, lenta poesia,
Onde guardamos as impressões.

Boas ou más, fracas ou fortes,
Qual o impacto do que vivemos,
Como refletem em nós as mortes,
Irreparáveis perdas que tivemos.

Quem são realmente os amigos,
Por que na multidão, ficamos sós,
Onde estão os humanos abrigos,
Para desatar tão pesados nós,

Dados em nós, por nós, 
Pela mente e talvez pelo medo,
Por não achar confiável voz,
E prender gritos de segredos.

Culpados ou inocentes?
Não cabem a nós inquerir,
Mas soluções urgentes,
Podem melhor futuro, permitir.

04/09/2017



sexta-feira, 1 de setembro de 2017

O Banquete


Façamos um trato,
Queremos à luz de vela, um jantar,
A paz seja o principal prato,
Que possamos nos fartar.

Os sorrisos se entreolhem,
A vida tenha sentido,
As almas felizes conversem,
Os bens e males já vividos.

Façamos um prato,
Nada para se comer frio,
Aqueça-se o melhor fato,
Ingrediente nenhum fique vazio.

Espelho da alma limpo esteja,
Para ver o mundo como é,
Sem pré-conceitos ou pelejas,
Abram se os olhos da fé.

Neste banquete brindemos,
O fim da sede por risos,
Ébrios de gargalhadas fiquemos,
Bebendo dos bons motivos.

Afinal são tantas as pressas,
Que tudo se desidrata,
Não há mais tempo para compressas,
Vivemos de pílulas de um nada.

Nos curamos com conceitos,
Em laboratórios preparados,
Julgamos do outro, defeitos,
Escondendo nossos fados.

Esquecemos até a sobremesa,
O doce que enriquece a vida,
Adorno aos sabores, sem tristeza,
Não falte o Amor sem medida.

01/09/2017