quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

Pra não Sentir na pele

Sol da tarde no céu brilha,
Quem na praia estar não queria,
Se chove muito vira uma pilha,
Descarrega até onde nem devia.

Tanto stress quem paga e a pele,
Tudo que se toca é ela que sente,
Se tem mosquito e não se repele,
Advinha quem queima no quente.

Os fungos na pele e que ficam,
A derme e que sente o mundo,
Sentir na pele até quando implicam,
O corte e na pele quando não profundo.

E que da pele cuida sabe,
Que este órgão maior,
No corpo todo agora cabe,
No abraço a pele é o calor.

Tem romance que é coisa de pele,
Arrepia com toque e com a voz,
E há mil coisas que na pele se revele,
Mas só não da pra se dar na pele nós.

Mais do que primeira pessoa,
Sentindo na pele pessoas se unem,
Afastam o frio no vento que ecoa,
Na pele chicotadas puniam e punem.

Tudo que se pensa de pele tem lógica,
Cuidar da própria pele é urgente, logo
Até um poema tem base dermatológica,
Pra ver superficialmente qual o Dermatólogo.

05/02/2020





terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

Ah Gente Certa

Gente chata que acha,
Que pra tudo tem solução,
Que a si mesma se taxa,
Como a única voz da razão.

O relativo não existe, 
Parece até ser perfeita,
Agente de uma Matrix,
Que acha que tudo endireita.

Gente é gente e erra,
Perdão pra quem perde a calma,
E sai xingando em pé de guerra,
Julgando e condenando a alma.

Povo louco apressado,
Nem vê que vai tropeçando,
Deixando os outros pisado, 
Mal pede licença voando.

Parece estar sempre atrasado,
Tá sertinho você, ei bom dia
Corre tanto que é passado,
A boa tarde, na noite já se ia.

Ah Gentinha tão certa, 
Que vai pra onde mandam,
Vão com as outra na indireta,
Nem vêem quanto se desandam.

As vezes o caminho torto,
Tem muito mais pra se crescer,
Aceitar seu erro e do outro,
É ser Agente do melhor pra fazer.

04/02/2020







Lutas

Levanta teu escudo e espada,
E de lutar nunca te canse,
Nenhuma luta é desperdiçada,
Tudo está ao humano alcance.

Cada ser com suas lutas,
Cada dia um novo leão,
Em meios a tentações refutas,
Os medo e o sopro do Dragão.

Tantas ideias perdidas,
E tanta pressão em cada mente,
Que as vezes se esvaem as vidas,
Fica a tristeza e o ser Ausente.

Há gente doente do nada,
Mas também há a doença maior,
Um câncer que atrofia a jornada,
E a mente de quem acha estar só.

Enfrenta se ideias contrarias,
Tornando se células doentias,
A quem precisa causa-se avarias,
Quando se luta a favor das apatias.

A mente é poderosa em cada ser,
E se unida ajuda a alcançar cura,
Ciências e filosofias formas o viver,
Apoiar-se torna a consciência pura.

Levanta tua espada e teu escudo,
Que a bandeira seja para que não se canse,
De gritar mesmo seja um grito mudo, 
Afim de que mudem as ideias sobre o Câncer.

04/02/2020





segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

Desengasgo

"Cof cof" deixa sair agora,
Tudo que está entalado,
Deixa fluir a dor de outrora,
Faz do presente o fim do passado.

Solta o grito na garganta,
E se doer pede a São Braz,
Que neste caso, o mal espanta,
Grita alto e forte pela Paz.

Bendita seja a esperança,
Que seja toda voz ouvida,
Nao se engasgue a criança,
Com dores do crescer da vida.

Tanta coisa, a seco, se engole,
A vida tem seus momentos,
Alguns se afundam em um gole,
Outros se perdem em tormentos.

E a vida seguem fluindo,
É preciso acreditar mais,
O tempo que esta se esvaindo,
Nao ha de voltar Jamais.

E se há tanta coisa a temer,
Vírus, pobreza e miséria,
Também há o que agradecer,
Se ainda se esta nesta terra.

Mudar nunca foi algo simples,
De escolhas, A vida é um complexo,
Desengasgar-se é o um de três,
Em passos, pra um rumo convexo.


03/02/2020




domingo, 2 de fevereiro de 2020

Rainha das Águas

Iorubá em suas saudações,
A mãe das águas reverencia,
Oferendas flores e canções,
Salve, salve a Rainha deste dia.

Como mãe de um povo negro,
Aquela que aos pedidos acolhe,
Mulher em suas dores e segredos,
Mãe que da vida os frutos colhe.

Rainha que vê os aflitos,
E pela oferenda trás a cura,
Orixá negra e branca em conflitos,
Faz do seu rosto ao povo brandura.

Não aceita o desrespeito,
Mulher forte em sua história,
Sem medo exige respeito,
Seu caminho faz em memória.

Como das águas, a força,
Mão alguma pode parar,
Águas seguem qual a Corsa,
Seu calmo fluxo para o mar.

Mãe que acolhe qual Maria,
Dos filhos a dor e sofrimento,
Leva em mãos tal poesia,
Para aliviar qualquer tormento.

Brasil saúda a África,
Em respeito ao povo que faz
E que infundiu com sua pratica,
Rituais de bem, de amor e Paz.

02/02/2020








sábado, 1 de fevereiro de 2020

Respeitável Público

Senhoras e senhores,
Público distinto de qualquer mídia,
Entre maravilhas e horrores,
Qual é a sua imagem nesta Índia?

O que te fizeram enxergar?

Quais as tuas necessidades?
Publicas em terra ou mar,
Quais teus filtros de verdades.

Eis que um olhar detalhista,
Observando-lhe sempre estará,
Para atender sua premissa,
O que procuras ele mostrará.

Um ser que quase lê sua mente,
Em trabalho árduo ele observa,
Talvez sinta até o que tu sentes,
E deste sentir a si mesmo reserva.

E na mídia, atrás da cortina,
Ele faz uso de um enredo,
Que até o mais sóbrio desatina,
Faz de suas técnicas segredos.

Enquanto criam bordões, qual feitiço,
Que despertam "Emoção pra valer."
Você dirá "Amo muito tudo isso."
"Vai Que..." Seja difícil esquecer.

Abram-se então as cortinas
Que apresente-se num verso plenário,
Alguém que os pensamentos domina,
E muitos lhe chamam de Publicitário.

01/02/2020






sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

Na Cartola

De onde tirar um coelho?
Quantos olhares atentos,
Abracadabra no espelho,
Quanta magia em inventos.

Luzes e lenços nas cores,
De um olhar de criança,
Brotam mágoas e amores,
Mágica se faz toda a Ânsia.

Abra-te então ó Sésamo,
As portas dos sorrisos deslumbrados,
A magia age como um Bálsamo,
Em corações muitas vezes já cansados.

Nas Cartolas e mágicas varinhas,
Mãos hábeis mostram truques belos,
Mas a maior das mágicas se encaminha,
Quando se abrem das mentes os castelos.

Príncipes e as mais belas princesas,
Que habitam as mentes dos adultos,
Demonstram suas verdadeiras realezas,
Quando transparecem seus gentis vultos.

Aqueles escondidos sobre as couraças,
De feitiços lançados pra se dizerem fortes,
Efeitos de velhas ilusões de pirraças,
E de um orgulhos digno de pena de morte.

Recorrendo até a Dom Bosco de Turim,
Que Juventude se afaste do Trágico,
E cultive com imaginário Pirlimpimpim.
Doces atitudes para criar um destino Magico.

31/03/2020





quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

Sehnsucht (Saudade)

Olhando o passado distante,
Quantas coisas e pessoas ficaram,
Quantos olhares itinerantes,
Pelo passar do tempo Voaram.

Um dia pouco seria,
Pra ajuntar tanta lembrança,
Um poema jamais daria,
Para descrever o que se passa.

Saudade e um sentimento forte,
Um derivado do amor sentimento,
Mesmo doendo ela é sorte,
Retrato dos bons momentos.

E se o tempo permitisse,
Em um lapso a momentos voltar,
Quantas infâncias se visse,
Na certa saudade lá iria estar.

Qual é a cor da saudade,
Branca, negra ou azulada,
Seria ela pluma leve de verdade,
Ou uma enorme barra pesada?

Quantas dúvidas na mente,
Saudades de se ter certeza,
A vida trás laços de presente,
Mas deixa saudades desta riqueza.

No fim de um janeiro é certo,
Muitas lembranças sempre virão,
Nem importa se de longe ou perto,
Saudade é reflexo de ter bom Coração.

30/01/2020




A Lenda dos Muros

Uma vez, era, uma criança,
E a mesma criança cresceu,
O que do passado avança,
Construiu seu presente Eu.

Quantos leões e monstros,
Foram mortos no percurso,
Quanto caos nos escombros,
E qual o destino de seu uso.

Os muros estes belos muros,
Construídos com cada dor,
Acaso não são tão obscuros,
Quanto cada coração sofredor.

Quantos traumas cabem nos peitos,
O que eles provocam no adulto,
Reflexos de uma prisão de Direitos,
Ou das liberdades em excesso fruto.

A lenda dos muros é real,
Muitos caíram no passado,
Outros hoje passam pelo normal,
E bloqueiam dos seres o contato.

Já não são como grandes muralhas,
Mas fecham dos seres o coração,
Os muros de outrora tinham falhas,
Assim como estes do Agora então.

Caiam dos olhos as vendas,
Equilíbrio não pode ser restrição,
Excessos derrubam lares e tendas,
Mas medo destrói sonho e paixão.


30/01/2020








quarta-feira, 29 de janeiro de 2020

Almanaque

Dos tempos de outrora,
Vagam hoje só lembranças,
Não havia mundo afora,
Muito do hoje até cansas.

Folhas páginas de papel,
Propagava simpatia,
Divertia com cordel,
E das piadas e que se ria.

Trazia publicidades,
Charadas pra adivinhar,
Crendices e verdades,
Nesta páginas podiam estar.

Tônicos para a anemia,
Fortaleçam a apatia,
E o povo lendo sorria,
Em cruzadas palavras dia a dia.

Chamavam de almanaque,
Pequenas doses de informações
Focadas no que se dava destaque.
E distribuía se as populações.

Eram como alguns blogs,
Davam certa liberdade,
Destacando seus enfoques,
Alegando veracidade.

Hoje são apenas memória,
Talvez quase ninguém lembre,
Assim funciona a História 
O povo esquece até quando aprende.

29/01/2020