domingo, 1 de março de 2020

Bentas Águas de Março

Já não dá pra saber,
Se "É pau, é pedra" ou se há vinho
Difícil e se prever,
Onde é o tal do "Fim do Caminho".

Mas e certo que chega março,
Vem com as águas e não sozinho,
Prendendo o tempo com forte laço,
Se é Elis, "resto de Toco" ou Toquinho.

Na Águas de março a alma se lava,
A vida segue seu rumo sempre,
E tudo que antes apenas estava,
Tende a mudar e ser tocado a frente.

Mais um mês pra se viver,
Motivos para se comemorar,
Segue o rumo homem ou mulher,
Segue o Verão quase a se refrescar.

Pra alguns é tempo de reflexão,
Outro momento de plena luta,
Limpando o ser e o coração,
Sempre firmes se vive a Labuta.

Sem perder o Tom da alma
Mesmo que algo venha a encher,
Ora à vida, pede a Calma,
E que Veja e aja quem tem poder.

Sem esquecer da promessa de vida,
Que encerra a canção em ritmo de aço,
Se preparam as pessoas na sua lida,
Pra enfrentar as Bentas Águas de Março.





sábado, 29 de fevereiro de 2020

Um Dia a Mais

Das horas que passam momentos,
De sobras de dias passados,
Constrói na lógica os intentos,
E a vida acrescenta a um somados.

Dias anteriores constroem,
O que é chamado presente,
Mesmo os dias que destroem,
E tudo que resta em uma mente.

Mesmo quem mente sabe,
Qual o valor da verdade,
No ano bissexto é onde cabe,
Tudo que há na humanidade.

Há um que de um dia a mais,
Construído pelo que nem se viu,
Horas que em fiada ficaram para trás,
Coisas que a própria mente construiu.

Um dia a mais para refletir,
Será que o tempo é bem usado,
O que mais pode estar por vir,
Qual o Futuro deste já passado.

Não seria mera coincidência,
Saber que o mundo todo emana,
Um dia a mais de pura energia,
Que cresça consciência humana.

Que seja mais um dia escrito,
Como de paz se faz um texto,
Penas escrevam o que é bendito,
Deste até o Próximo ano bissexto.




sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020

Ressacas

Todo excesso tem seu preço,
Caminhar sempre cansa,
Qual o mais sóbrio endereço,
De quem o Equilíbrio alcança?

Ressaca se tem em Bloco,
Ressaca se tem no mar,
Consequências da vida in loco,
Diversas formas de embriagar.

Ah o vinho das massas,
O Escapismo das tensões,
Quantos motivos nas praças,
Sem tetos, ou sem coraçoes.

Até os artistas e poetas,
No anseio por se inspirar,
Hão de sofres suas ressacas,
E sofreram antes sem lembrar.

Tantos que vêem só a cachaça 
Que pelo bêbado é consumida,
Sem ver os tombos e a ressaca,
Toda vitória tem um que de sofrida.

Todo excesso tem seu preço,
Isso é o peso do retorno,
Essa frase bem dita no começo,
Envolve as histórias e seu entorno.

Mas se virar esse barril em uma ideia
Quem sabe a carroça não empaca,
Compreenda-se que a vida é Odisseia,
E quem luta em Equilíbrio não tem ressaca.


quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

Método Lógico

Detalhes são apenas detalhes,
E se eles nem existissem?
Como ensinar sem os entalhes?
Se os livros nada definissem?

Quanto conhecimento há no mundo?
Quantas mentes pensantes a mil?
E tem gente que acha saber de tudo,
Pobres ignorantes de curto paviu.

Sem didática como aprender?
É como beber a água sem copo,
Nao é possível tudo sorver,
E muito há se perder sem um foco.

Benditos os pensadores,
Que imaginaram seus métodos,
Tornando-se inspiradores,
De um ensino em pluralidade.

Acaso há certo ou errável,
Sem o lógico a ser confirmado?
Todo ensino ha de ser questionável,
E deve evoluir de um aprendizado.

Sem os livros e registros,
O erro tornar-se-á um dejavu,
Entre ideias e atos perdidos,
O complexo só vaga de norte a sul.

Eis o reflexo de um método logico
Encaixados qual nervos ciáticos,
Afim de movimentar nervos óticos,
Que venham a Ver pelos "Livros Didáticos".






Mani Abili

Da farinha faz a massa,
Com habilidade de Gênio,
No sabor Celebram com a taça,
Um brinde ao trabalho esplêndido.

Das mãos que fazem do trigo,
Somado ao molho e aos queijos,
Um prato de um povo amigo,
Que preenche quaisquer ensejos.

Girando a massa na mão,
Desprendendo do forno os calor,
Faz alegrar qualquer coração,
Com um bom toque de Sabor.

Mama mia doce gosto,
Maestria em cada fornada,
Hábeis mãos digno posto,
Ao que prepara uma redonda.

Quantas famílias pelo mundo,
Encontram lembrança da pátria,
Num encontro belo e profundo,
Regado a esta bela "Massa de Pizza".

Eis que esta grande profissão,
Dá fim ate a certa pendenga
Se a pizza é feita de coração,
E nela que a intriga se Acaba.

Um Brinde a quem controla a massa,
E não deixa o assunto passar do ponto,
Digna a profissão que eras transpassa,
Pizzaiolos de um Brasil, em todo canto.




Tempo Passa

Este Impiedoso Senhor,
Que nem se importa se o vês passar,
Transforma o menino em Avô,
Antes que ele possa sequer imaginar.

Tempo dos tempos passados,
Saudosas memorias da vida,
Dias vividos nem lembrados,
Se o tempo com o velho não lida.

Aquela bengala que sustenta,
O corpo que antes saltava,
Entre os pomares da fazenda,
E como bom homem trabalhava.

Hoje pode ser difícil caminhar,
Pela tão infrutífera cidade,
Sem uma mão para apoiar,
E sem que lhe lembrem a idade.

Tudo passa, O tempo passa,
Muitos vivem sem pensar,
E nem adianta fazer pirraça,
A vida aos poucos vem cobrar.

Todo excesso e toda pressa,
Que o corpo um dia maltratou,
Ao Idoso vem e não cessa,
Bendito o que jovem se cuidou.

Acima de tudo o que permanece,
E o que tem a partilhar o senhor,
O conhecimento não envelhece,
Feliz quem em si conhece o amor.




quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

Só Rindo Mesmo

Se perguntas se tem Marmelada,
A resposta é, "Tem sim Senhor",
Tem até rapadura e goiabada,
Em doces barras, amargo humor.

Ainda que muitos digam irritados,
Que é tudo apenas circo e pão,
Sem risos, os rumos são pesados,
Gargalhar faz bem ao coração.

Eis a perfeita, vida imperfeita
Escrita terna, Comedia Divina,
Em brigas de Esquerda ou direita,
Que o conhecimento não Ilumina.

Pro inferno toda a alma,
Presa a esta dura seriedade,
Inerte ao riso e a Calma,
Que se acha dona da verdade.

Só rindo mesmo pra seguir,
Não importa de que lado estejas,
Sem fazer piada ou sorrir,
Só restam as drogas e cervejas,

Bendito quem de si mesmo rir,
Sabendo que muita coisa é piada,
Levanta gargalhando ao cair,
Aprendeu que o tombo "Foi Nada,"

Bendito pelo riso o palhaço,
Que torna a alegria mais constante,
Ninguém tem nervos de aço,
Feliz é quem entende o comediante.




Ainda há Brasas

Não se apaguem as chamas, 
De dois milênios no passado,
Pois em um dos nome que clamas,
Vive a um evangelho anunciado.

Convertei-vos e nele crede,
De passado ramos são as cinzas,
Onde um povo demonstra sede,
Mas que sempre mantém seus cismas.

Não há erro sem consequências,
Mas há um convite a se olhar,
Todo ser tem suas clemências,
E a vida se faz de um planejar.

Das cinzas ressurgem o ser,
Em consciência envolvido,
A maior penitência e se ver,
E permitir-se ser corrigido.

Não há perdão sem perdoar,
Nem cinzas sem arder de brasas,
Passo a passo aprender voar,
É o efeito de um bater de asas.

Melhor seria não haver erro,
Mas a correção é essencial,
Afim de evitar próprio desterro,
E cortando as correntes de um mal.

Ainda em Brasa rebrotem os seres,
Num voo em chamas brilho de Ônix,
Que as Cinzas relembrem os deveres,
Dos que se reconstruirão qual Nova Fênix.






terça-feira, 25 de fevereiro de 2020

Apoteose no Chão

Salve salve os que não são,
Deuses nem semideuses,
Mas que desfilando estes vão,
Se destacando entre luzes.

Falam das memorias do povo,
Dos fatos que estão vendo,
Convocam a plebe ao novo,
Com seu Teatro envolvendo.

Abrem as portas do céu e inferno,
E ate do olimpo tiram figuras,
Num Carnaval quase que eterno,
Escondem nas mascaras faces duras.

Em Minutos dão ar de beleza,
Em outros relembram a dor,
Contrastes de festa e tristeza,
Por atos de um tal desamor.

Canta ate perder a voz,
Cada bloco ou escola,
Gritam o antes e o apos,
Mesmo que não deem bola.

E o canto escondido na mente,
Revela uma apoteose mais real,
Onde desperte o que se sente,
Entre ponderações de um bem e mal.

Mesmo que seja um festa 
Se o homem puder ser humano,
Saberá o tempo que lhe resta,
Não se tornando só com Momo.



segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020

Voto de Confiança

Em uma sociedade viril,
E se elas viessem a votar?
Oras bolas onde já se viu,
Logo, logo vão querer mandar.

Direito ao Sufrágio que absurdo,
Mulheres votando é o fim 
Depois disso já era o mundo,
Como vamos viver assim.

Nós os verdadeiro machos,
De intelecto tão superior, 
Filósofos de cima a baixo,
Avante a ordem abaixo o Amor.

Homens votando no mundo
Vejamos quanta baixaria,
Corruptos, traidores, que imundo,
Fazem algazarras até ao dia.

Nas urnas um toque feminino,
Tão machos não devem temer,
Deixem tal direito pequenino,
Pra que elas mostrem o que fazer.

Duras batalhas travadas
E hoje se vê grande capacidade,
Elas se mostraram preparadas,
E hoje discutem qualquer verdade.

A bem da luz do pensamento,
Tão humanas quanto os varões,
Mudaram na história momentos,
E ainda inspiraram belas canções.