quarta-feira, 27 de junho de 2012

Soma de Ideias

Isto, sendo apenas isto,
É o que é e o que será,
Mais do que o previsto,
Algo que há de se esperar.

Isto, um ser confuso,
Misto de ideologias,
Mero sujeito incluso,
Nestes atuais dias.

Este ser animado,
Rocha criada do misto,
Mescla certo e errado,
E se auto define: Isto.

Por ter ainda sentimentos,
Que o medo ainda não roubou,
Que renascem em momentos,
Pois a vida ainda não os matou.

E se permitir, a Luz,
Deseja isto, a Felicidade,
E a Paz que me conduz,
Me mantem na realidade.

Isto terá sempre a existência,
Como protocolo da realidade,
Somando as ideias, frequência,
Em busca do que é a verdade.

E se as ideias confundem,
Paz e Luz serão caminho,
Sonho e realidade se fundem,
E jamais isto estará sozinho.

27/06/2012


terça-feira, 26 de junho de 2012

Doce maçã

Manhã serena, despertar,
Belo dia, doce amanhecer,
Quem me dera não só sonhar,
Sereno fruto, do reviver.

Paraíso, de acasos nobres,
Desejo, sonho fantasia?
Tentação das rimas pobres,
Linda imagem, "Poesia".

Parnasiano desejo eterno,
Na busca da perfeição,
Perdem se os dias no inferno,
Da tristeza e solidão.

Se me tentas o destino,
A reviver o que me dá medo,
Volto eu a ser eu, o menino,
Que tenta ter seu enredo.

E do fruto que tem doçura
Deseja sentir seu sabor,
E que se finde a procura,
Ao morder a maçã do amor.

Se do pecado é o fruto
Doce pecado, pior seria,
Passar a vida em luto,
Vendo em tudo só Poesia.

Dá me oh Luz! A bela dadiva
De preencher meu coração
Também com a doce sátira.
Do romance amor e paixão.

26/06/2012


segunda-feira, 19 de março de 2012

Simples

Provido de um medo amargo,
Em um doce momento sorriso,
Sente meu peito um afago,
Sensação momentânea de paraíso.

Na qual vejo de longe meu ser,
Este frágil monte de ossos,
Provido de tanto e tanto querer,
E perdido qual água em poços.

Eu aquele que por querer ser santo,
Assumo ser sujeito ao pecado,
Lanço sobre meu ser um manto,
Que tenta esconder o errado.

Mas desejo o amor, não a dor,
O carinho e não estar sozinho,
O prazer completo e não o temor,
A sensação doce do beber o vinho.

O arder dos corpos que se apegam,
A vontade do compartilhar desejos,
Unir forças que até a razão cegam,
Seladas no doce calor dos beijos.

A Rosa purpura há tempos descrita,
Que está nos tolos pensamentos,
E que parece ser sombra maldita,
De segredos guardados momentos.

Floresce viva e descomplicada,
Basta um olhar um sorriso,
Para a razão tornar se um nada,
E virtualizarmos um paraíso.

Alguns permanecerão nesta ilusão,
Por sorte farão do amor, "ETERNO",
Porem outros feridos sairão,
Fazendo do paraíso seu Inferno.

Simples como a realidade,
O que busco não satisfaz,
Pode irritar outros, Verdade,
Mas a mim trará alguma Paz.

19/03/2012


segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Memorial


Em tudo que há de presente,
O passado tem algo ligado,
O corpo a alma ou a mente,
Haverá algo relacionado.

E em lembrança do que é,
Algo no futuro também será,
São memórias de razão e fé,
Que permitem ver o que virá.

Um tríduo de equilíbrio pleno,
Entre os tempos existentes,
Das vidas o eterno templo,
Futuro, passado e presente.

Um divagar de ideias soltas,
Que ao leigo é sem sentido,
Como se a estas fossem outras,
Ideias dos que tem sobrevivido.

Mero som de almas mortas,
Anseios sonhos perdidos,
O que ontem eram portas,
Hoje são muros erguidos.

O fim ou o início do outro lado,
Aos que ficam a esperar, resta,
Rever o que foi antes sonhado,
E aos poucos a cortina se cessa.

Em memória do ontem,
Vive se o hoje distante,
E que os dias se contem,
Para um futuro não brilhante.

06/02/2012



quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Pesadelos

Duas linhas paralelas,
Não devem nunca se cruzar,
Viver é sempre uma delas,
A outra linha é o sonhar.

A beleza da flor não eterna,
O sol no céu lindo, sorridente,
A amizade bela, doce e terna,
O dia claro, porém, quente.

As flores que murcham, padecem,
O raio ardente de sol queima,
Falsas amizades reaparecem,
E todo dia traz novo dilema.

O sonho é poético, harmonia,
O real é patético, ilógico,
O sonho da ao peito alegria,
O real deixa cérebro caótico.

E se por acaso tais linhas se cruzam
Causas reais plenas e puras,
Nos sonhos pesadelos se tornam,
E na realidade se tornam loucuras.

Ver em tudo beleza é insano,
Mas ser demais realista e arriscado,
Viver sonhando é bem humano,
Loucura são pesadelos realizados.

A beleza da vida,
Plena apenas será,
Se entre essas linhas,
Puder a mente pairar.

Que a ausência dos sonhos,
Não se torne pesadelos,
E que a presença dos planos,
Permita realizado vê-los.

Triste manha Julina,
Que anunciou sua partida,
Descansa Azul, Rosa Menina,
Que fostes por alguém querida...

02/02/2012


segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Má Temática

Em que se baseia a lógica?
Num belo dia de sol, ilusão.
Onde a variada ótica.
Remete a qualquer discussão.

Um olhar de otimismo,
De um bom dia chamará,
Já aos olhos do lirismo,
Um lindo dia de sol será.

Aos olhos do pessimista,
O calor vai incomodar,
E ao homem trabalhista,
Um difícil dia vai se tornar.

Um dia de nuvens e frio é bom?
Ledo engano do pensamento.
Às opiniões, se somam um tom.
E mudam a todo o momento.

Dividem ideias perdidas.
Discutindo opiniões inúteis,
Perdendo os sentidos das vidas,
Em meras opiniões fúteis.

Mas quem duvida do certo?
Multiplicando nulas equações,
Eh melhor ser sempre inexato,
E aproveitar varias situações.

Já que os números reais,
Mudam a todo o momento,
Estes se tornam naturais,
Na intersecção do esquecimento.

30/01/2012



sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Lírio de Sentimento

Uma Rosa, um diamante, pedra, Flor Luz,
Um ser só, disperso em busca do sonho,
Uma busca, uma direção que Conduz,
Apenas um desejo, a ausência de um Plano.

E o Sentir do que trata coração pulsando,
Quem vivo está, vê perder direção,
O que é o amor, quem assume o comando,
Quem entende o que dizem ser Paixão?

Será que há algo de bom mesmo no amor,
Sentimento tão forte que leva ao paraíso,
Mas também pode trazer inferno e dor,
E em segundos apagar o mais denso sorriso.

Quem imaginou tal sentimento um dia,
Fez com ele um escopo da Saudade,
Escreveu nele mil versos, sem Poesia,
Pra serem recitados no campo ou cidade.

Dizem que para o amor não há distancia,
E que ele desconhece tempo ou idade,
Mas muda de forma em certa circunstância,
E prevalece com respeito e Sanidade.

O amor ainda que desperte desejo ilusões,
“É como fogo que arde sem se ver,”
Já dizia em verso, tal de Camões,
E sem pedir permissão, invade o viver.

Por vezes pra não ser Doentio,
Torna-se um épico escravizar,
Até que seu Poético sonho Vazio,
Faça o apaixonado, a verdade enxergar.

27/01/2012


quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Conexoes

Ser ou não ser? Eis a questão?
Quem sou eu? Onde estou?
Diga-me você agora, então,
Identidade digital, quem sou?

Siga a qualquer novo IP
Preencha o que der audiência,
Espelho, espelho não, LCD,
Quem é mais belo nessa ciência?

Ligado a tudo matricialmente,
Crendo no que dizem ser verdade,
Onde esta o poder da mente?
Doces Mentiras da Humanidade.

Conectado ao mundo sem saber,
De nada valerão frases perdidas,
O conhecimento só dá poder,
A quem sabe o que fazer das vidas.

Aposta de dados nas nuvens,
Inferno de sistemas falhando,
E todos se achando in heavens,
Por o mundo viver se atualizando.

Conexões múltiplas a um tudo,
Que confuso, se mostra nada,
Portas abertas por todo o mundo
Sem destino se fonte não e dada.

Palavras vídeos e imagens,
Desafiando a nobre inteligência,
As verdades podem ser montagens,
Conexões se fazem com ciência.

26/01/2012




quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Locomotiva

Sem parar os passageiros,
Conduzo na linha, rumo ao infinito,
Passam rápidos e Ligeiros,
Os anos, os fatos, O grito.

Ipiranga muita história,
Museus de arte e de vida,
Vários séculos de memorias,
Cidade maior e querida.

Seus filhos que aqui nascem,
Conhecem os seus defeitos
E os que de longe vem, também,
Mas valorizamos seus feitos.

O que aqui temos de bom,
Canto algum reuni em completo
Anseios, desejos... e então,
A realidade aqui se faz concreto.

Condutora, não conduzida,
A cidade que não para,
Constrói, caminhos, vidas,
E uma exótica beleza rara.

E em um virado a paulista,
Volta seus olhos paladar,
E se intitula terra da pizza,
Com sua culinária espetacular.

Grande Terra do nada e do tudo,
Cidade mãe forte, acolhedora,
Parabéns por traduzires o mundo,
Em seus bairros, rua afora.

Que não se acabe sua gloria,
Que o poder não te sufoque,
Vitoria se faça memoria,
Corrigir erros seja o enfoque.

E que neste dia de comemoração
A cidade seja novamente presente,
Cheia de vigor, energia e ação,
E seja seu habitante consciente.

Fazendo de sua idade aprendizado,
De seu poder um norte um rumo,
Deixando sempre seu legado,
Acima da do dinheiro e consumo.

25/02/2012


terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Vazio

Vazio este oposto de cheio,
De ideias, de luzes, de metas,
Descrendo do oposto, creio,
Que ainda há pessoas corretas.

Um brilho luz do sol, lindo,
Se esvazia no horizonte,
Pra que a lua venha sorrindo,
Encher a noite em negra fonte.

Alguns vazios são necessários,
Pra mente poder descansar,
Para os pensamentos vários,
Poderem se reorganizar.

O esvaziar-se, permite a energia,
Renovar seu rumo direção,
Equilibrando a nossa sinergia,
Que direciona o coração.

Se o cheio é sinal de poder,
Quando reúne multidões,
De que vale, se esvaziar o ser,
De seus fins comuns e razoes.

Esse vazio contra dissente,
Cheio do barulhento silêncio,
E capaz de encher as mentes,
Do vazio de erros imenso.

A beleza dos detalhes se mostrará,
Quando no vazio o olhar estiver,
E o que muito conquistou olhará,
Podendo repensar o que quer.

24/01/2012