quarta-feira, 28 de março de 2018

Em Cena

Encena esta Real cena,
Na maestria de um Menestrel,
Com seu alaúde em cena,
Julgando um teatro de réu.

Em cena o MERETISSÍMO "palhaço",
Faz as honras ao promotor Sorriso,
Jurados: Protesto, Ordem e Estardalhaço,
Eis que entra o Réu, o Senhor Juízo.

Acusado de Suicídio,
Por não estar presente nas ruas,
Causando baderna e homicídio,
Deixando até a Verdade Nua.

A acusação vem da Vergonha,
Advogada presente na causa,
Mesmo que as vezes enfadonha,
Sabe bem quem só a usa.

Porém a Mentira,
Famosa senhora e influente,
Já vinha moldando outra sátira,
Para enganar toda essa gente.

Em cena o teatro da vida, Paraíso,
Repete o que as cortinas escondem,
Sem remorso condena-se o Juízo,
Enquanto os culpados insanos somem.

Em cena essa real Cena,
DESrespeitavel Público,
Digna a vida seria de PENA,
Por hora só Celebre-se o Lúdico.

28/03/2018



quarta-feira, 21 de março de 2018

Para Quebrar Cabeças


Mesmo que todas as peças,
Juntas estivessem agora,
Ainda faltariam diversas,
Maneiras loucas aí afora.

Para fazer valer,
Pra deixar uma só marca,
Não tem como não SER,
Não existe alma fraca.

Mesmo que todos os culpados,
Resolvessem se entregar,
Haveria sempre outros condenados,
Pela ausência e pelo PESAR.

PRESENTE, só se não for dessa forma,
A imagem distorcida de um anseio,
Nas fale news que a Mídia informa,
Mais que uma bandeira, DEVANEIO.

Todos querem algo,
Alguns querem apenas viver,
Não subindo em mero palco,
Encenando o real jeito de SER.

Mesmo com as peças todas,
A lacuna maior é a da Alma,
O vazio maior não é de modas,
E a falta maior é a da Calma.

Para não julgar com vendas,
Ouvindo o que querem se pense,
E não ser usado como prendas
Pelos que montam todo esse SusPENSE.

21/03/2018



segunda-feira, 5 de março de 2018

Identidade

Meu reino por respostas,
Quem somos, para onde vamos,
Dirá o rei Traído às costas,
Suspirando entre seus planos.

De que valerá o reinado,
Se o Reino se perder em miséria,
Vencerá o que tiver conspirado,
A derrota será coisa séria.

As joias serão tomadas,
Seus tratados rompidos,
Um reino de vários nadas,
Um Sonho inteiro dividido.

O reino de uma vida
Coroa de espinhos tecida,
Pela mágoa não esquecida,
Teu reino e tua vida.

Se não decretas o fim,
Dos segredos de tua alma
A vida se torna assim,
Terreno infértil à sua calma.

Destino é só uma estrada,
O Caminho pertence ao futuro,
Governe a sua jornada,
A fé derruba até o mais alto muro.

Meu reino por respostas,
Porque meu eu súdito tem fel,
Vencer é Superar derrotas,
Quem somos só sabe o Céu.

05/03/2018




domingo, 4 de fevereiro de 2018

Como uma festa


Sem violão, sem seresta,
Nas ruas todos agitam pandeiros,
Como uma louca festa,
Coisa de loucos Brasileiros.

É Carnaval na Bahia,
São Paulo, rio país inteiro,
Quebrados, esqueça só ria,
O mundo se faz seresteiro.

A música já te contagia,
Corpo exposto, já sem rosto,
E a gente entra na folia,
Na rua, no clube esse é gosto.

Samba, sem portar bandeiras,
Grita a folia começou,
Carnaval em suas mil maneiras,
Leva o Trio o que restou.

Atrás do trio elétrico,
Só não vai quem já morreu,
Nesse ritmo frenético,
Dança Julieta, dança Romeu.

Quem não gosta de samba,
Bom sujeito não é,
Nessa onda de bamba,
Tem quem até arrasta o pé.

Vale tudo, no amor e na guerra,
Se espanta a tristeza, dança,
É Carnaval nessa terra,
Depois da farra, haja esperança.

04/02/2018



quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

E se o tempo parasse


Sempre andando segue o tempo,
Na cidade que não para,
Toda hora, novo momento,
Tudo que não se cura, sara.

Tanto tempo somado,
Subtraindo tantas vidas,
Tanto deixado de lado,
Quantas cicatrizes e Feridas.

Se o tempo parasse agora,
Quem contaria a História,
Sampa por aí, e agora,
Seus sonhos e sua memória.

A cidade que não para,
Não para de rir ou chorar,
Mostrando muito a sua cara,
Celebrando ou a protestar.

Quantos dias, quanto tempo,
Que a cidade trás em cada peito,
Na Luta conduz cada momento,
Sampa Merece mais Respeito.

Esse teatro municipal da vida,
Mendigando por almas felizes,
Em cada esquina mais querida,
Em seus cantos atores e atrizes.

E se o tempo parasse,
Milhões de fotos seguiriam,
Nem se cada pedra falasse,
Ainda assim não te calariam.

25/01/2018



terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Conspiração


Respirar, inspira e expira,
Que a vida há de seguir,
Sorria, vê se não Pira,
Enlouquecer não vale aqui.

A vida é louca e o viver,
Segue lógicas insensíveis,
Não adianta correr,
E acumular inservíveis.

Ser vivo, quem és tú?
Por que tanta angústia?
Toma teu rumo, teu Sul,
Que o Norte é consequência.

O universo há de conspirar,
Basta para isso ir em frente,
Cada caminho há de inspirar,
Este seguir, de tanta gente.

Canta teu canto,
Nessa louca procissão,
Reza teu encanto,
Ora por hora tua convicção.

Que o amanhã será melhor,
Melhor apenas respirar,
Agradecer a chuva e Suor,
Deixa a Vida Transpirar.

Não enlouquecer é ser feliz,
Afinal loucura é chorar,
Se não há motivo para pedir bis,
Deixa esse mundo conspirar.

16/01/2018



quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Fala Já

O que você pensa,
Aonde quer chegar,
Com quem você pensa...
Que está falando?

Fala Já, Fala Jah...

Pense em acordar cedo,
No trabalho chegar,
Falando consigo, Segredo.
Bora lá, bora lá...
Perca alguns medos,
Sorria a quem vê,
Na vida há enredos,
E sorria então bora lá...

Medo todo mundo tem,
Sonho e desejo para buscar,
As vezes fica preso no amem,
Bora lá, bora lá.
Não custa para o futuro olhar,
Esperar sonhar e até crer,
Que um dia a utopia ha de chegar,
Importa mais um dia a se viver.

Credo, raça, não importa,
Cor ou sangue por aqui,
Importam mais as portas,
Bora lá bora lá
Abra te sésamo solução
Passagem para o derradeiro,
Se todo mundo e irmão,
Deixa o fim, começa primeiro.

Tantos se dizendo Deus,
Cobrando as reverencias,
Agindo igual fariseus,
Bora lá, bora lá,
Não vai adiantar julgar,
Mas pra que a dúvida seguir
Ressuscita seu planejar
Para crer no bem que há de vir...

O que você pensa,
Aonde quer chegar,
Com quem você pensa...
Que está falando?

Fala Já, Fala Jah...


Magia dos Ventos

Onipresente em toda terra,
Em tudo que vive, respira,
Ar que traz paz e traz guerra,
Vento de alívio ao que transpira.

Velhos ares que se renovam,
Rumo tomado, rumo ao futuro,
Nem tudo, todos aprovam,
Fácil pensar realizar é duro.

Ares em batalhas totais e plenas,
Louca conquista de objetivos,
Louca invasão de outras Atenas,
Sem cavalos e até sem motivos.

Deste ar em movimento,
Destaque-se o que há de mais belo,
Invisíveis artes façam do momento,
A melhor lembrança e seu castelo.

Plena invocação de um elemento,
Traduza em paz, respiração,
Deste que leva os sentimentos,
Sopre com amor cada coração.

E se o Ódio ou vingança reger,
Orquestre-se uma tempestade,
Que em vendaval soprem esse querer,
Para longe da tal Humanidade.

Recite essa magia plena,
Na cura d'Alma com Ferimentos,
Se Tua Alma à outra não condena,
Verás vívida a "Magia dos Ventos".

20/12/2017


sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Sombra dos Egos


O Eu em Terceira pessoa, morre?
Andando na rua, vê se Cegos,
Gente maluca que só corre,
Exigindo que se respire seus Egos.

O Tú, em Primeira pessoa,
Parece querer dominar,
Nem percebe quando mágoa,
Pensando na hora a chegar.

O Ele em terceira pessoa amarra,
Tudo com todos, só desanda,
O Ego esse cheio de sua Marra,
Em tudo manda e desmanda.

O Nós amarrado a incertezas
Desata as Dúvidas no ar,
Perdidos até os que tem destrezas,
E o mundo segue sem pensar.

E o Vós esses Mudos amigos,
Só falam cada um por si,
Se veem sempre Feridos,
Não falam aos que estão a cair.

E Elas e Eles quem são?
As sombras do ego perdido,
Pedras que gelam o Coração,
Distanciando até os amigos.

Loucura é achar que estamos sós,
Em meio a tantos milhões de Egos,
A cura é se perdoar e viver bem,
E Considerar que há muitos Cegos.


01/12/2017



sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Palmares Presente

Não é a voz do Negro
A única a ecoar em gritos
Já não é mais segredo,
Ninguém esconde os conflitos.

Palmares escondia quem fugia,
Hoje esconde quem finge
Ontem era uma raça que jazia,
Hoje uma classe se aflige.

Dentro de tanta filosofia,
Enfeitado em versos soltos,
Quase uma fétida poesia,
Fala de normais absurdos...

Não há mais racismo,
Quando todos se calam,
Reina o imenso ceticismo,
E os grandes seus planos embalam.

Não se trata de isso ou aquilo,
Trata se de dignidade apenas,
Fugir não deveria ser tranquilo,
As vidas deveriam ser plenas.

Trata-se de não ser normal,
Na rua morrer, ou perder vidas,
Mas sim de um poder genial,
Do respeito a pessoas queridas.

Estar perto e se livrar, da escravidão
Do medo de ter as portas abertas,
Poder abrir a mente e coração.
E ver almas justas e corretas.

10/11/2017