domingo, 31 de janeiro de 2021

Provas

 Elementar meu caro desconhecido,
Não há como argumentar os fatos,
Quando se cria tantos loucos hiatos,
Sem nenhuma prova concreta do ocorrido.

Provas feitas em atraso, falhos atos,
Onde a resposta indica algo perdido,
Ao fim as duvidas tem só se mantido,
Enquanto a vida mantem seus desacatos.

Provas sem resposta, ego ferido,
Como sentem o vento aos tatos,
Enquanto o que importa é escondido.

Provas dos planos dos quase ratos?
Alguém teria e ainda vivo seguido?
Só saberá quem observar os fatos.

31/01/2021





sábado, 30 de janeiro de 2021

O Saudosista

A Lembrança le causa desejo,
De reviver tudo que tinha em vista,
A busca pelo que e bom a conquista,
O sonho, o sentir e cada abraço e beijo.


Reviver seria impossível não insista,
O sábio sabe o que e do tempo ensejo,
E guarda cada memoria com regozijo,
Enquanto escreve tudo que tem em vista.


Assim a alma tira do esconderijo,
Varias das coisas nas quais se invista,
Para acordar em si mais um relampejo.


Dos tempos em que a vida alega a pista,
Amizades, amores, facas e até o queijo,
Lembranças reconstroem o Ser Saudosista.


30/01/2021





sexta-feira, 29 de janeiro de 2021

Peças

 Uma encenação do futuro,
Talvez me quebrasse as pernas,
Sorte, ou apenas piadas internas,
Noticias, erros ou apenas um furo.

O que esperar das realidades amenas,
Quando são tudo menos algo menos duro,
Dores, sangue, um filme cruel e inseguro,
Gravado e transmitido por infinitas antenas.

Engrenagens banhadas ao tempo maduro,
Que cria personagens corroídos por gangrenas,
Zumbis que se alimentam do intelecto impuro.

Devorados ou salvos por meras safenas,
Peças sem saber o que lês enquanto conjuro,
Um feitiço pra que realidades sejas mais Amenas. 


29/01/2021





quinta-feira, 28 de janeiro de 2021

Vozes

O peito não fala ele grita, 
De louco chama quem não o ouve,
O sentimentos busca o que comprove,
As dores irreais que uma alma habita.

Acaso existe dor pior ou já houve?
Do que não ouvir uma voz bendita,
Vinda do ser que rumo ao ser pois dita?
Uma voz que estar no bom rumo comprove.

Vozes inspiram poemas ate em palafita,
Em campos ou onde o sagrado se louve,
Vozes levam a vida a ser mais do que descrita.

Vozes suaves me dão doce aprouve,
Por cada palavra na tela a ser escrita,
Num movimento de paz que se reouve.

28/01/2021



quarta-feira, 27 de janeiro de 2021

Um Certo Medo

Há palavras pela Historia,
Que fogem a um imaginário enredo,
Foram reais e sem nenhum segredo,
Mancharam de sangue a Memória.

Vitimas do terror e do medo,
Feitas em nome de uma vanglória,
Exalando enorme dor supositória,
E que não se repitam nem em segredo.

Vidas ceifadas em moratória,
Ao despertar que não e brinquedo,
Diferenciar povo, raça ou trajetória.

Quem define o que é mais horrendo,
Do que um holocausto e sua Oratória,
Lembrado sejam por seu triste desenredo.

27/01/2021



terça-feira, 26 de janeiro de 2021

Não em Gula

Devora esta leve conselho,
Não engula, o que não te faz bem,
Não diga aos exageros um amem,
Não degluta o que te irrita ao espelho.

O Capital pecado dos que tudo tem,
E ainda seguem em destrambelho,
Devorando mais que suporta o aparelho,
A gula jamais foi capaz de fazer bem.

Tristezas não se curam aconselho,
Com o alimento que a boca vem,
O sabor seja ao novo ou ao velho.

Não preenche a alma alguma de ninguém,
Não engula a tristeza nem o escaravelho,
Pois ambos não curam em ti de outro o desdém.

26/01/2021



segunda-feira, 25 de janeiro de 2021

A Cidade

Em seu nome homenagem a um apostolo,
Em suas ruas do Pobre ao mais rico,
Em sua historia os leões e ate o mico,
Em suas ruas o mundo em um símbolo.

A locomotiva do saber empírico,
Onde num mundo fica o tijolo,
Colocado pelo caboclo e criolo,
Que sonhou tecer um futuro sérico.

Cidade dos mistos com cada rolo,
Das pizzas, bolachas e do Eufórico,
De alegrias e tristezas em desenrolo.

Salve o seu transito as vezes colérico,
Mas de orgulho dos céus ao subsolo,
São Paulo e seu bom povo tão Esotérico.

25/01/2021





domingo, 24 de janeiro de 2021

Esperança

Ao fundo da caixa de Pandora,
A única a restar ao ser humano,
Mantem vivo este ser tão profano,
Com o desejo que chegue melhor hora.

A esperança do fim do insano,
Da cura da doença mundo afora,
Da soluções que de toda alma aflora,
Para vencer até ao pior desengano.

Esperança de dentro atinge o fora,
Que no peito pulsa por um novo plano,
A razão irracional da paixão que aflora.

Num racional desejo novo a cada ano,
Em Ano Novo motivação que colabora,
Pra vencer tecendo novo fundo ao pano.

24/01/2021




sábado, 23 de janeiro de 2021

Livrai-nos

Destino querido destino escrito,
Força plena do há de um dia ser,
Livrai-nos do medo e do mal querer,
Fazei que todo ser te veja bendito.

Livrais das correntes, ouço as romper,
Mesmo ainda estando presos em negrito,
Liberdade seja voz, seja até um grito,
Na alma de quem apenas livre quer ser.

Livrai-nos da mentira e do conflito,
Criado por quem quer tudo inverter,
Mostra-nos liberdade conforto ao aflito.

Livrai-nos dos males de humanos não ser,
A gente sofre preso a um medo maldito,
De que a liberdade venha uma mentira ser.

23/01/2021




sexta-feira, 22 de janeiro de 2021

São Vicente

As margens do mar que a banha,
Pelo nome de um mártir nomeada,
Uma capitania antiga ali foi fundada,
Nela surgem princípios da terra estranha.

Religiosos e caiçaras trilham a estrada,
Mesclando povos com alegria tamanha,
Somando ao futuro escravos nesta entranha,
Na estancia que carrega a cruz e a espada.

São Vicente a beira mar a alma ganha,
O desejo beber de tua agua antepassada,
E saber de toda a historia que te arrebanha.

Como te viram os colonos antes de nada,
Quando pisaram em tua baia enfadonha,
Ao fundar-te como capitania em enseada.

22/01/2021