domingo, 29 de março de 2020

O Hoje

A correria ja era tanta,
Que nem filho via o pai,
A filha já era quase santa,
Só tinha a foto qual num altar.

E de repente tudo foi parando,
Foi se acalmando cada lar,
Alguns foram se entediando,
Outros buscando se ajudar.

De repente se percebeu,
Que muita gente dentro da casa,
Vivia mais fora de seu Eu,
E nem percebia quando batia asa.

A importância de um momento,
Já estava ficando esquecida,
No dia a dia se engolia o tormento,
Enquanto a vida ficava perdida.

Para alguns foi dado o despertar,
E alguns puderam se despedir,
Antes de para outro mundo saltar,
Puderam valorizar o próprio existir.

Ideal seria se ninguém partisse,
Mas nada aqui dura para sempre,
Então que este tempo permitisse,
Ao menos que estender se tente.

As conversas os jogos brincadeiras,
O telefonema a mensagem o carinho,
O valor de cada uva viva nas videiras,
O conservar de lembranças, bom vinho.

29/03/2020

sábado, 28 de março de 2020

Reavisa

Meu caro Alguém aí por favor,
Corra prestando muita atenção,
Vá correndo avisar ao revisor,
Que tá cheio de erros nas Publicas São!

E que ecces erros aqui é de proposito,
Sem propósito são as mentiras contadas,
Tem gente que tá até causando Óbito,
Insensível ou muitas vezes çabi dinada.

Aí meu santo Expedito, que revisar isso,
Já e quase causa daquela impussiver,
Gente erra por pensar no compromisso,
Outro quer comprar isso e erra sem querer.

"Erar é o Mano" mas alguém corrija,
Pois assassinar o português tem perdão,
Mas respeitar o próximo revisor exija,
Isso já tá virando caos, baderna e confusão.

Reaviza o mosso lá dinovo,
Fala pra ele não ler uns certo jornal,
Tão dizendo que é mentira e o povo,
Diz até que o errado estar certo e normal.

Tudo fora do Diagrama da sanidade,
Revise corrija o que der imediatamente,
Coloca juízo na cabeça dessa desumanidade,
Que depois de ficar toda doida de mente,

O pior é que ainda esse povo mente
Cada um em defesa do que quer pra si,
Valha nos Celeste revisor dessa gente,
Não permita que acabem com tudo aqui.

28/03/2020




sexta-feira, 27 de março de 2020

Armações

Antes que a tenda se desmanche,
Neste protótipo de infância
Onde um promete a outo revanche,
Sabendo das graves consequências.

Salve se quem mesmo puder,
Neste circo de grandes leões,
Onde se devora homem ou mulher,
Enquanto outros simulam perdões.

Por que mesmo seria a luta,
Pelo povo ou pela auto imagem,
Pela verba numa má conduta,
Ou simplesmente pra obter vantagem.

E no meio deste picadeiro,
Fica a plateia em todo estardalhaço,
Aplaudindo cada falso caloteiro,
Enquanto e feito de mero palhaço.

Nem é por partido ou pessoa,
A coisas deveriam ser por atitude,
Mesmo que a vida pareça boa,
Cada único depende da unidade.

Quem e que arma este circo,
Sem ter a minima cultura,
Fala dos canais, pagando mico,
Sem ter a moral envergadura.

Antes que este dia circense,
Fosse sem fumaça de palha assada,
Que unisse os governos sem suspense,
Afim de salvar gente encurralada.

27/03/2020



Uma Cara Pintada

Querido publico respeitável,
Se é pra falar sem palhaçada,
Melhor manter o foco estável,
E a mente sem pensar em nada.

Pra falar de Piolin, o palhaço,
Que empresta seu nascer ao circo,
E a circense arte do humor de Aço,
Inabalável desejo pelo sorriso rico.

Arte em lonas a entreter,
Sob a maquiagem de riso,
O palhaço ignora ate seu ser,
Buscando acender o sorriso.

Elevando a graça das crianças,
Molda seu alegre espetáculo,
Leva a cultura para lembranças,
Celebra a alegria qual tabernáculo.

Onde suas preces mais engraçadas,
São simplesmente que a alegria
Seja atendida nas casas e calcadas,
Doada como esmola em poesia.

Serio ato de um ser maquiado,
Com um rosto sempre feliz,
Saudoso seja eterno Abelardo,
E o sonho que você tanto quis.

Que seja oficio de escola, o riso,
Ensinado aos que desejam felicidade,
E Saudados sejam os circos, Paraíso,
De toda criação de uma boa realidade. 

27/03/2020