sábado, 20 de junho de 2020

Deixa Passar

Depois que a poeira baixar,
Deixa passar esta angustia,
Deixa a doença se curar,
Deixa sanar esta carestia.

Pra que o abraço seja dado,
Pra que as viagens se façam,
Todos estejam lado a lado,
E as saudades se desfaçam.

Deixa passar cada dor,
Deus queira, Deus cura,
Que se multiplique o amor,
A vida segue em brandura.

Deixa que o riso sorria,
Que a calma habite no ser,
Aguenta mais esta sangria,
Deixa esse medo escorrer.

Deixa passar a vontade,
Aguenta que logo a vacina,
Vem pra toda humanidade,
Poder retomar sua rotina.

Deixa essa gente segura,
Segura na Mão de Deus,
Serve este cálice da cura.
Afasta esse Cale-se dos teus.

Seja aqui ou em todo lugar,
Haja no olhar a esperança,
O terror esse deixa passar,
Longe ele ficará, lembrança.

19/06/2020



sexta-feira, 19 de junho de 2020

Nas Telas

Nas Telas

Disseram que nesta terra,

Havia uma Cidade de Deus,
Onde a vida era uma guerra,
E o mundo via os atos seus.

Uma Central do Brasil, 
Foi mostrada ao mundo,
Vidas, atores e talentos mil.
Pouco incentivo profundo.

Alguns pediam em prece,
Ao Auto da Compadecida,
Ter do povo o que merece,
Serem lembrados em vida.

Tantos enredos e vidas,
Que dariam belos filmes,
Tristes historias vividas,
Vitorias, medos e ciumes.

Uma tropa de elite,
Mostrando uma realidade,
Que não era um convite,
E talvez denuncia verdade.

Vidas secas em cenas,
Chocantes de uma nação,
Batalhas nada serenas,
Sejam na cidade ou sertão.

Tantas Mães que são peças,
Encenando tanto problema,
Gravações das mais diversas,
Brasileiros diários de Cinemas.

19/06/2020





quinta-feira, 18 de junho de 2020

Poeta Anômimo

Escrevendo torto,
Em retas linhas,
Pelo mar morto,
As vidas definhas.

Inspiração desconhecida,
Palavras mais loucas,
Em uma sã Vida,
Entre vozes roucas.

De quem eram,
Aquelas palavras,
Que desesperam,
Qual fogo em águas.

Alguém que nem era,
Vai aprender a ser,
Enfrenta a qualquer fera,
Para não desaparecer.

Um leão a cada dia,
Achou melhor não matar,
De cada um fez poesia,
A selva toda quis declamar

Anônimo como o vento,
Nem sempre visto, sentido,
Sem rosto louco tormento,
Imagem do que é vivido.

Escrita um dias a biografia,
Talvez não diga o seu nome,
Mas alguns verão sua poesia,
A vida seu ser pois consome.

Quem é ele? uma lacuna,
Preenchida com puro animo,
Jogado entre pedra e runa,
Só mais um poeta Anônimo.

18/06/2020



Ao Quimista

Eis aquele que poderia,
Transformar carvão em ouro,
Em diamante, certo não ria,
Tantos processos com estouro.

Conhecedor dos materiais,
Com os quais evita confusão,
Mistura, aquece e algo mais,
Com o calor consegue a Fusão.

Alguns os chamam de magos,
Pois fazem coisas fantásticas,
Descrevem elementos largos,
E conhecem tabelas periódicas.

Quase tão nobres quanto,
Os gases conhecidos assim,
Talvez não falem esperanto,
Mas conhecem mundos enfim.

Calculam o que ha no espaço
E abaixo do solo presumem,
Que alem do ferro e do aço,
Ha Níquel e coisas alem.

Tudo que ha de minério,
Seus catálogos trazem escrito,
Seu estudo é sempre serio,
E seu conhecimento bendito.

Em seus tubos faz ensaios,
De processos bem atípicos,
Misturando elementos, vários,
Pela lei são eles os Químicos.

18/06/2020