segunda-feira, 18 de maio de 2026

Hino Sênsia

Hino Sênsia

Bendita seja a inocência,
Sagrada em todo o viver,
No lar, amago de um ser,
Na vida em luminescência.

Brilhe o simples querer,
Ética e humana consciência,
Não seja só a coincidência,
Desrespeito nunca é poder.

Triste seria a indecência,
De achar-se tudo poder,
Quase beira a demência.

Pensar em tudo fazer
Acima de ter paciência,
Paciente é se curar o ser.

18/05/2026


Jamais seja normalizada, a inocência roubada, o medo ou a atitude infundada de se querer desrespeitar alguém. O mundo é tudo e é nada. Se trata de o bem proteger, de um lar ter a paz desejada, de a vida ser mais que viver. Sem abusar da palavra, do ato, da vida e do saber.
Comedida é a ética e que seja exercitada e louvada.


domingo, 17 de maio de 2026

Culto aos Ares

Culto aos Ares

Por aqui e por lá, ando,
Indo aos mesmos lugares,
Mantenho neles os altares,
De boas coisas lembrando.

Leveza nos cultuares,
Tudo se desmembrando,
Os detalhes se mostrando,
Vida construída, andares.

E tudo vai se elevando, 
Gente nas casas e bares,
Algo vai desmoronando.

Cria-se amor em luares,
Nuvens vão se formando,
Vivos apesar dos pesares.

17/05/2026

Na leveza do desapego, andar por ai sem pensar, nos parque e avenidas estar, é como repetir um mantra. Somos existência ainda que nem tanta, o que não deu a gente deixa de lado, o que der não se torne um fardo, aos ares um culto de paz, o desejo de viver bem mais e o sono de estar bem no futuro. No céu pairam leves as divindades, pesados não sairemos do lugar, então sem muitas vaidades, melhor viver o hoje em cada lugar.


Acumula Dores

Acumula Dores

Guarda-se tudo que leva
Tantas coisas e seus terrores,
Ramos secos galhos flores,
Conchas, pedras, luz e treva.

Junta tudo e seus valores,
O que pesa nem conserva,
E com o voto de minerva,
Deixa ir com os dessabores.

Agua derrete quando neva,
Aquarela perde suas cores,
Perde o gosto ate essa erva.

O chá não leva os sabores,
Não tem mais Adão nem Eva,
Sê mais leve não acumula dores.

17/05/2026

O tempo passa e a gente vai juntando tanta coisa, lembranças em forma de objetos, sentimentos em forma de desafetos e vamos carregando tudo nas costas. Como se já não fosse pesado, levar para o futuro o presente junto com o passado. Tantas vezes a gente sofre acumulando pesos físicos e emocionais, por achar que ainda valem mais do que o nosso próprio amor. As vezes ou muitas vezes precisamos nos destralhar, deixar para traz o que não serve ou não faz bem para conquistar o que há por vir...

sábado, 16 de maio de 2026

Varrer LoucaMente

 Varrer LoucaMente

Do lixo ao luxo, recolhe,
 Cada cidade se sente nua,
Quando eles passam na rua,
Em vistas que pouco acolhe.

Samba sem falcatrua,
A poeira sacode, ei malhe,
Exercitando o não se cale,
Varre e coleta, não recua.

Limpa do olhar, os males,
Mostra o que compactua,
Além das valsas e bailes.

Dança, a limpeza é sua,
Não cansa ainda que rales,
Limpa o luar e leva a lua.

16/05/2026

Pés que andam, mãos que limpam, recolhem o que tantos não ligam, mudam se mudam, se abrigam, dos frios olhares que julgam, de quem depende e não compactua, do preconceito que nãos e atenua. Lida atual sem abaixar a cabeça, vendo a sociedade nua, despida de falsos conceitos ao mostrar quem é na rua, quando vê o gari trabalhando, a rua vai atravessando sem ver que a limpeza que usufrui, passa pelas mãos de quem não flui, aos olhos que luxam o próprio orgulho.