segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Enquanto

Recomeça, passageira a Semana,
Passa o dia, passam os trens,
A cidade segue rápida e insana,
Seguem os passos, vais e vens.

Segue o mês, espero o próximo,
Aí vem o carnaval, espere agora,
Trabalhando chuta o ócio,
Corre dentro, corre lá fora.

E quando vê, lá vem São João,
Olha a cobra, olha a chuva,
A ponte quebrou, caiu então,
Independência olha a curva.

Vem com as Crianças, o Finados,
E se pensar já vem natal,
Ano novo, os velhos são passados,
Agora e fazer bem o que fez mal.

Enquanto isso o tempo passa,
Envelheço sem querer,
Vendo a graça e a desgraça,
O mundo inteiro preencher.

Mas olho a vida o verde, esperança,
Que nasce até no duro concreto,
Renovo na vida a minha confiança,
Mesmo que o caminho seja incerto.

Enquanto escrevo em Paz e Luz,
Sei que o universo não há de parar,
E a força eterna que tudo conduz,
O melhor caminho há de mostrar.

23/01/2012


domingo, 22 de janeiro de 2012

Medo

Eu tenho medo, medo, Do que pode acontecer,
Eu tenho medo, medo, Do que o tempo tem a me dizer.

Entre passado e presente, O sonho, o tempo que passou,
Os passos, o pássaro, as mentes, O Destino se formou!
A cada dia a espera, Alguém guardava um segredo,
Pra derrotar a uma fera, E só preciso perder o medo.

Eu tenho medo, medo, Do que pode acontecer,
Eu tenho medo, medo, Do que o tempo tem a me dizer.

O tic tac do relógio, o dia o mês o ano inteiro,
E hoje perdi a lógica, do tempo que me fez herdeiro!
E se a semana se foi, eu esperando reencontrar,
O perdido de meu Oi, e o que não vai jamais Voltar.

Eu tenho medo, medo, Do que pode acontecer,
Eu tenho medo, medo, Do que o tempo tem a me dizer.

Enquanto eu planto uma rosa, O meu jardim já se desfez,
O que era verso vira prosa, E meu conto “Era uma vez”!
Felizes para sempre, e se o vento não Soprar,
Fim da historia Sem começo, E chega à hora de Parar.

Eu tenho medo, medo, Do que pode acontecer,
Eu tenho medo, medo, Do que o tempo tem a me dizer.
Eu tenho medo, medo, Do que pode acontecer,
Eu tenho medo, medo, Do que o tempo tem a me dizer.
Eu tenho medo, medo, Do que pode acontecer,
Eu tenho medo, medo, Do que o tempo tem a me dizer.

22/01/2012



sábado, 21 de janeiro de 2012

Vento do Deserto

No Frio Desencanto de meu ser,
Minhas buscas incessantes por me encontrar,
Levaram meu ser a se Perder,
Na incerta Certeza do que quero eu hoje buscar.

De meu coração Brota um Vendaval Eterno,

Que se faz força e ao mesmo tempo solidão,
Um doce frio de meu ser em um Inverno,
No qual às vezes acho que jaz meu Coração.

Na areia do meu Deserto ser,

Quero e busco reencontrar todo dia,
Luzes para tentar reviver
As Inspirações de minhas Poesias.

O Instinto já Quase Extinto,

Da Alma de alguém que já foi Sonhador,
Que hoje enxerga o real Recinto,
Em que vivem os "Casos de Amor".

Mudam os Ventos,

Mas o Ar, a Terra, a Água e o Fogo,
São os mesmos Elementos,
Que fazem surgir o dia Novo.

E se são fortes, o sonho e a busca pelo que quero,
Maior é a luta pela perfeição que jamais terei,
E luto com meu próprio ser, me desespero,
Sabendo que qual o coração imperfeito morrerei.


21/01/2012



Esqueça

A vida prega peças sem graça,
Inútil seria revidar,
Enquanto espero na praça,
O próximo Ônibus chegar.

Segredo, não conte a ninguém,

Poetas são insensíveis de alma,
E talvez eu o seja também,
Mas só me trate com Calma.

Pois as flores em sua rara beleza,

Mentem por não serem eternas,
Algumas pedras escondem riquezas,
Mesmo não sendo “In natura" Belas.

Esqueça tudo que escrevo,

Poetas são eternos mentirosos,
Enfeitam o mundo sem medo,
E iludem os corações nossos.

Ah! A bela poesia dádiva Falsa,

Palavras combinadas ao luar,
Dom desprovido de graça,
Que leva alguns seres a sonhar.

E eu, por que eu? Apenas inseto,

Perseguido pelas palavras agora,
Dentro deste ser perdido, incerto,
Procuro a razão das auroras.

Sem sentido, procura insana,

Lembre-se de forma indireta,
A razão do que aqui se explana,
Está em eu talvez, ser Poeta.

21/01/2012