sábado, 12 de abril de 2014

Pessoas

Pessoas, esses seres,
Pessoas sim, elas me assustam,
Elas cheias de si nos dizeres,
Vazias de paz, elas discursam.

Pessoas, definitivamente,
Elas me dão medo, duvida?
Elas são indecisas na mente,
Maioria, mente mas diz que muda.

Mudas, pessoas me assustam,
Se calam para expressar sentimentos,
Mas se se irritam, elas gritam,
E acabam com tudo em momentos.

Pessoas sim pisam e se deixam pisar,
Umas batem, outras apanham,
Umas concebem, para outras matar,
Muitas ferem, poucas curam.

Pessoas esses humanos malditos,
Que um Deus os abençoou um dia,
Mesmo Seu filho morto aos gritos,
Elas não entraram em harmonia.

Pessoas, que aclamam e blasfemam,
Pessoas, que pedem em oração,
Que rimam, condenam e perdoam,
Mas não se alegram no coração.

Por que é tão difícil abrir a cortina
Parecem gostar das trevas.
Se divertem tanto com a morfina.
São como novos Adãos e Evas.

12/04/2014


sexta-feira, 11 de abril de 2014

Sem Parar VP

É logo adiante,
Sem parar vai ofegante,
Sem pensar, confiante,
Se parar perde o instante.

Pera...
Esperar,
Eu já não posso,
Sem parar eu já demoro.

Volta...
Esse tempo,
Não tem pauta,
O que passa,
Jamais volta,
Se perde a métrica,
Sem escolta,
Parte a rima,
Quebra e volta,
Quase rima,
Fecha a porta,
Escrevo mais?...

Poxa vida,
Já tá aqui,
Tamanduateí,
Tô chegando,
Tô rodando,
Metro, ônibus, voando,
Avião no céu,
Passando,
Oh semana passageira.

Para...
Já fui já vou,
Fecha a porta,
A geladeira,
Vem entrando,
A noite inteira
Calma, calma,
Desce gente,
Terminal Vila Prudente.

11/04/2014


sexta-feira, 4 de abril de 2014

Protagonismos

Você que já perdeu a fé,
Se esconde nesse desespero,
Não sabe nem quem você é,
Vive em seus pesadelos.
Acorda, pois essa é a hora,
Sua alma é a única riqueza,
Pare de mendigar por esmola,
Levante e use sua destreza.

Saia da minha frente,
É hora de estar lado a lado,
Desista de ser só indigente.
Pare de chorar o passado.

Pequena e nossa existência, verso,
Não acha? Que é muita pretensão,
Pensar que algo no Universo,
Se importa em te dar contradição.
Criamos nossos demônios,
E achamo-nos deuses do tempo,
Brigamos com nossos hormônios,
Enquanto envelhecemos por dentro.

O campo agora está florindo,
Hora de colher a rosa do sonho,
A vida sempre se esvaindo,
E nós em nossos planos.
Cuidado quando olhar o passado,
Não fique preso as raízes,
Não seja um ser amargurado,
Nem deixe se condenar aos juízes.

O tempo voa o vento leva,
Vagando voa e esvai,
Vexame e se velar em treva,
Vacilo vero de quem se vai.
Vê se olha e vê direito,
O caminho segue adiante,
Vai seguindo vento voa,
Pois esse pode ser o último instante.

Saia da minha frente,
É hora de estar lado a lado,
Desista de ser só indigente.
Pare de chorar o passado.

04/04/2014


terça-feira, 18 de março de 2014

Desalmados

Onde, pergunta o menino, onde?
Onde está o brilho no Olho?
Quem errou o código Fonte?
Por que a manhã sem brilho.
Qual cor devo aplicar,
Para ter esse dia florido,
Que fórmula preciso criar,
Pra ver se abrir um sorriso?

Qual a lógica disso tudo?
Quem soltou esses zumbis?
Parecem bem programados,
Em suas almas fixas a Anúbis.
Vejo olhares vazios, andando,
Seguem quase sem direção,
Devoram cérebros sangrando,
Mas esvaziam seu coração.

Quem foi que levou o dia,
Quem devorou sua alegria,
Onde estará a poesia,
Que inspira a vida e a harmonia.
Onde está o amanhã prometido,
Só vejo olhares tão vazios,
Não há mais nada divertido,
Em ruas, trens metros sombrios.

Qual é o crime em pedir licença,
A quem está logo a seu lado,
Para onde foi a fé e a crença,
Até o bom dia está amaldiçoado.

Salva tua alma menino,
Fuja destes tristes olhares
Mantenha a calma, ensinos,
Em sinos zumbis sem palmares.
Quem foi que levou o dia,
Quem devorou sua alegria,
Onde estará a poesia,
Que inspira a vida e a harmonia.

Eles querem sua alma,
Devoram suas esperanças,
Saboreiam sua calma,
E te poluem com vinganças.
Mas, poderá ver, o olhar seu,
Além, deste vazio dos controlados,
Menino és todos, sou eu,
Perdido entre os Desalmados.

Siga em frente, sinta as flores,
Devemos aproveitar a viajem,
Mesmo que não floresçam amores
Aprecie a criação, linda paisagem.
Ninguém pode viver seu dia,
Quem devorar sua alegria,
Inspirado seja por poesia,
Com a maldição da harmonia.
Nesse Caos...

18/03/2014



segunda-feira, 17 de março de 2014

Horizonte

A gente pulsa, caminha,
Agita, corre desanda,
Tem gente junto ou sozinha,
Gente na fila, e a fila anda.

A gente é agente, Agindo,
Sorrindo a gente espera,
Resta tão pouco, fluindo,
O quente frio, que congela.

Sempre a frente adiante,
Há gente em todo lugar,
E a solidão flamejante,
Na multidão vai brilhar.

Flores e fatos, perfumes,
Pra amenizar o açoite,
Escalar doces cumes,
E lhe desejar boa noite.

A noite vem, anoitece,
A gente sonha, acordado,
A gente dorme, adormece,
Está tudo certo ou errado.

A gente vive e envelhece,
Olhamos sempre pra frente,
Nem sempre a gente cresce,
Deixamos o muito pendente.

Não temos o mesmo rumo,
E vemos tudo distante,
Sempre perdemos o prumo,
Mas visualizamos o Horizonte.

17/03/2014


Palavras Alinhadas

Me disseram as estrelas,
O amanhã pode ser melhor,
E será que amanhã vou vê-las,
Ou estarei novamente aqui tão só?
Já previram meus sonhos,
Que meus desejos seriam reais,
E eu já fiz tantos planos,
Hoje em dia já não faço mais...

Palavras Alinhadas,
Me dizem que não sei de nada,
Passado e futuro, estradas,
Meu caminho é essa madrugada.

Já acreditei em mim
Dócil tempo perdido,
Foi quando sai de mim, só assim,
Vi o nada para o qual tinha ido.
Já confiei em adultos,
A eles contei segredos,
Achando que eram maduros,
Mas foram eles, frutos dos meus medos.

Eu vejo além, do que você crê,
Eu creio além, do que você olha,
Mas de que vale o tal ser,
Que se orgulha até da pior falha.
A fé move montanhas,
Mas de que adianta move-las,
Se o rumo de suas entranhas,
E um destino imundo apenas.

Mas amanhã será um novo dia,
Com tanta esperança e perfume,
Quem sabe a insípida poesia,
Brilhe solitária qual vaga-lume.
E meus enganos sejam reais,
E tudo se torne tão bom,
Quanto o falso desejo de paz,
Que inspira a canção sem tom.

Palavras Alinhadas,
Me dizem que não sei de nada,
O poder dos príncipes e fadas,
Vai além de qualquer história contada.
Palavras Alinhadas,
Me dizem que não sei de nada.

17/03/2014


sábado, 8 de março de 2014

Sentidos

De Adão costela perfeita,
Nas lutas fiel companheira,
Paz que anima e enfeita,
Mesmo quando o humor devaneia.

Desejo que arrepia,
Doce olhar que acalma,
Calor que a alma esfria,
Forte sossego pra alma

Mulheres doce mulheres,
Até seu humor que varia,
Bronca de mãe quando és,
Em tudo fazes poesia.

Neste tão doce dia,
Desejo lhe paz de espirito,
Você é a flor da alegria,
Manhã de orvalho bendito.

Que sejas sempre semente,
Renascer de um novo mundo,
Educadora de novas mentes,
Onde o Equilíbrio e profundo.

Raio de luz feminino,
Novo símbolo de Vitoria,
Doce prazer de seu íntimo,
Forte conquista em memória.

Faça se a ti seus desejos,
Respeito seja lhe concedido,
Que sejam prêmios os seus beijos,
Aos que merecerem deem seus sorrisos.

08/03/2014




quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Alfa

Você, que não nasceu lutando,
E a cada dia pequeno se sente,
Cuidado não fique chorando,
Subestimando o poder da mente.

Nem todos nascem dominando,
Mas somos providos de aprender,
Alfa é sempre estar lutando,
Para sustentar o próprio viver.

Não se prenda nesses altares,
De paradigmas perdidos,
De dogmas tão salutares,
Que matam prazeres, e sorrisos.

Nós somos mais,
Que perdidos sacrifícios,
Nos custa a paz,
Lutar por nosso benefício.

Nascidos para vencer,
Vencidos apenas pelo medo,
Alfa doce reflorescer,
Pelos valores sem segredos.

Amanhã, quando nascer o sol,
Serei eu o meu maior fã,
Dominando o bem e o mal,
Serei bem mais eu, amanhã.

General das minhas batalhas,
Soldado de minhas causas,
Responsável por minhas falhas,
E pelas minhas vitórias Alfa.

27/02/2014


quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Inspira Ação

Doce vinho das veias,
Palavra é arma sem munição,
Fantasias, princesas ou sereias,
Uni Verso chuva da Emoção.

Perfume doce de Baco,
Desejo e flerte fatal,
Poesia? Mero Suicídio? Fato
Sorrisos e agonia, bem e mal.

Poesia é respirar inspiração,
Se drogar na vergonha da vida,
É chorar a ausência de Ação,
É amar em pensamento, oh querida.

Poetas esses falsos mentirosos,
Esses olhos que tudo veem,
Denúncias de Secos ossos,
Riqueza dos que nada têm.

Esqueça tudo que digo,
É tudo apenas verso,
Poeta são falsos, mendigos,
Moedas de um doce Inverso.

Confunde? É esse o fundo,
Escolha o que é seu real,
Cada verso tem seu mundo,
Qual seu verso ideal?

Escolha entre as prosas contadas,
Os contos cantados aos gritos,
As vidas por Deus tão recitadas,
As vãs filosofias, e os árduos mitos.

Qual o tamanho da sua fé?
E qual sua magia de Ação?
Deus inspira no bem quem quer,
Age até quem nem tem devoção.

Inspira o medo, a coragem,
O chorar e o doce sorriso,
Inspiram o calor e a friagem,
Até mesmo o Áspero e o liso.

Esquecerás tudo que dizem,
Se não te inspirares a agir,
Seremos mais corpos que jazem,
Se não deixarmos o verso vivo fluir.

13/02/2014



sábado, 25 de janeiro de 2014

Para Tudo

Silêncio,
Meus lábios,
Não se calam,
Eu trago a marca da Revolução.

Salve minha São,
São tantos rostos,
Salve Coração,
São Paulo de todos os gostos.

Doce terra da Garoa,
Cidade que não para,
Todos param, gente boa,
Tanto trabalho de se admirar.

Salve SAMPA com chorinho,
E cultura por todos os cantos,
Salve, salve seus meninos,
Que de engraxates tem encantos.

A meiga malandragem paulistana,
Da graça mineira o sorriso nortista,
Sotaques do sul e jeito indígena,
Olhar ítalo ou Oriental, gente Paulista.

Parabéns por sua mistura,
Baião de dois ou de milhares,
Essa são Paulo das Culturas,
Que a cada dia atrai mais Olhares.

Aos que são e aos que,
Se Fizeram Paulistanos.
Feliz seja São Paulo,
Por este e por todos os anos.

25/01/2014