terça-feira, 8 de setembro de 2015

Una a Noite

Estrelas no céu dizem algo,
Aos ouvidos sussurro de amor,
Aos olhos, falam algo próspero,
Ao corpo levam o tremor.

Tu que sois estrela nula,
Que insiste em reaparecer,
Teu nome de onde se anula?
Qual o momento de seu nascer?

Só se abrem portas vazias,
Desespero a quem espera,
Rumo solto, primazias,
Conto insano, bela e fera.

Voz de brilho sem luar,
Lua é nula e Una, escura,
Medo já não existirá,
O belo é ver a luz tão pura.

Perdidos em absorto desconhecido,
Até seriam acreditáveis,
Promessas ao pé do Ouvido,
E outras palavras sonháveis.

Abram se as portas do céu,
Deixa a luz do sol amanhecer,
Descobre a vida deste véu,
Que faz tudo incerto parecer.

Se tudo depois for real,
O sonho não foi em vão,
O dia será algo genial,
Se toda paz virar Canção.

08/09/2015


Noite Serena

Extremos são pontos,
Opostos de algo certo,
Se beber nos deixa tontos,
Ser sóbrio é sempre incerto.

Folhagens voam no vento,
E tú por onde voarás,
O mundo se faz momento,
A vida implora a paz.

Eis ó águia serena,
Seu momento, destino,
Parcimônia que envenena,
Medo que traz desatino.

Tu que tanta força tens,
Falsas palavras, digitadas,
Nem tudo é o que te atém,
As vezes tudo se faz de nadas.

O eu, o vazio, o através,
Olhar, sorriso pleno,
O mundo vive a teus pés,
Mas pisam em ti qual sereno.

Deixa vir o amanhecer,
Se o medo tem nome,
Hoje será seu padecer,
Causa mortis será fome.

De alimentar, tu não hás,
Algo que te faz sofrer,
Alimenta o próprio amor,
E assim poderás viver.

08/09/2015


domingo, 30 de agosto de 2015

Piada é


Diga na realidade,
Um endereço certo,
Onde se ache a felicidade,
Para comprar em um ponto perto.

Responda se há saudade,
Se a vida é tão incerta para amar,
Revele desejos e amizade,
As sombras de um pinheiro, sonhar.

Ria e sorria gargalhadas,
Ame as amizades e só ria,
Deixe de lado tantos nadas,
Não escreva, apenas seja, Poesia.

Pode dizer o que pensa,
Pensar o que quiser,
Sem medo e sem ofensa,
Ser homem, criança ou mulher.

Piada é deixar de viver,
E ter ciúmes do que não se tem,
Piada é rir de si e não correr,
Amar é sempre amor, e Amém.

Sorrisos se espalhem nas praças,
Ame a si e a que lhe amar,
Brindes em copos ou taças,
Mil formas de comemorar.

Que colecionando alegrias,
Floresçam ideias e desejos,
Versos, poemas e Folias,
Sonhos, Abraços e Beijos.

30/08/2015



quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Despertar


De olhos fechados,
Tudo é tão escuro,
Todos Parados,
O sono se faz muro.

Sem lamentações,
De ontem ou de amanhã,
Acordem os corações,
Hora do Café da Manhã.

Partida despertar,
Já clareou o dia,
Vamos correr sem parar,
Ou vislumbrar cada alegria?

Toma um caminho,
Para ver se o pranto não vem,
Se juntos ou sozinho,
Não importa, apenas amem.

Curto tempo, louco olhar,
Amor, desejo, loucura, paixão,
Deixa fluir tudo que chegar,
Seja Carinho, Paz ou Tesão.

A Tese é uma só, Desperta,
Os olhos abrem, para viver agora,
Pois a única coisa que é certa,
A vida é curta e o sentimento aflora.

Perfeito, ao espelho acorda
Grita "Eu te amo" ao seu reflexo,
Cuida de seu bem, é o que importa,
Deixa quem de ti dúvida, perplexo.

26/08/2015



domingo, 23 de agosto de 2015

Dom de Alegria


Domingo de sol,
Dia quente, respirar,
Um olhar sobre o quintal,
Sol no rosto e som a rolar.

Quem diria é dia,
Qual o preço de um sorriso,
Amizade, a vida e poesia,
Um parque, vida, paraíso.

Não há custo na Alegria,
Sentir e algo gratuito,
Aproveitar melhor cada dia,
A quem se ama é o intuito.

Ontem já passou,
O amanhã é só talvez,
Feliz de quem aproveitou,
Momentos só existem uma vez.

Nem tudo é como queremos,
Caráter é algo pessoal,
Falamos, discutimos, sofremos,
Viver é algo tão genial.

A humildade é um dom,
Dos fortes de verdade,
Os fracos criam em tons,
Máscaras que ocultam a realidade.

Vamos sorrir que ainda restam,
Anos e dias, em cada hora,
Fazer fluir paz aos que nos cercam,
E festejar sorrisos mundo afora.

23/08/2015




sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Definição Indefinida


Assentar as ideias, mente a respirar,
Na calma relva, para sentar-se, convite,
Definir o louco Amor, O que é amar?
Desafia-te a sonhar e não hesite.

O peito aberto, do Céu tão perto,
Ouvir os anjos sussurrando,
Passos soltos sentido Certo,
Sem Cegueira, mas tolerando.

Amar é pisar em Nuvens,
Por um olhar se apaixonar,
E refletir em paixão sendo imunes,
Olhar, sentir, sorrir, chorar.

Sem falsa hipocrisia,
Amor nunca foi perfeito,
Mas amar é uma poesia,
Da voz dos céus, um direito.

Humano desejo somado,
Amar é atraído se sentir.
Sentar-se, sentir-se bem ao lado,
É ir com o desejo de vir.

Quem o amor inventou,
Foi dos céus o maior poeta,
Num sopro se fez o amor,
Como parte tirada que completa.

Amar é sorrir dando flores,
Compartilhar de Emoções,
Amar é aliviar se nas dores,
E trocar e tocar corações.

21/08/2015



Agosto

Sabor de mudança no ar, 
Loucos Cães soltos na mente,
A calma do natural pensar,
Amargo sabor, Ilex paraguariensis.

Cafeína em dose remota,
Pra afastar o sono, o som, 
O barulho seco ar que revolta,
Mate seco a matar o que não é bom.

Ah esse agosto, Sal a gosto,
Sabor ao gosto do destino,
Ter e ser sem prazer e só desgosto.
Pra sorrir flores dão o ensino.

Pimentas aqueçam o paladar,
Que esquente o frio, um tal amor,
Ou esperança não impeça, sonhar,
Cure se com desejo toda a dor.

Ao gosto dos que amam,
O amor se faça concreto,
E aos que dele duvidam,
Encontrem seu Rumo Certo.

E que os dias corridos,
Que o ano levam em um sopro,
Possam ser bem vividos,
Na espera pelo que verte a todos.

Dias passam, dias vem,
E Agosto se vai lentamente,
Que a vida não seja refém,
Daquilo que não se Sente.



21/08/2015


quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Carência


Bendito não seja este vazio,
Que de nada preenche o coração,
Bendito não é o Desejo e o Cio,
Bendita, não será, a falsa atração.

Não são belas palavras, são reais,
O Corpo que distraído esfria,
O ciúme e a imagem do que jaz,
Falta do sentimento é a poesia.

A frieza que faz chorar o peito,
A falsidade o medo e toda a dor,
Vazio cheio de nada já desfeito,
Mistura do que se desfaz desamor.

Erro ingênuo vício insano,
Tornar divino a figura do intocável,
Escuro temeroso e Profano,
Santificar o que é irrealizável.

De repente cada palavra é nula,
O destino nebuloso como o nada,
O doce é fel amargo, mas engula,
E a dúvida é se tudo e uma Cilada.

Carência a mãe da inutilidade,
Rainha dos corações feitos Frios,
Afasta-te dos sorrisos de verdade,
Ser carente traz aos ossos arrepios.

Carência é a tradução existente,
De escondido vazio que enlouquece,
Carentes todos são, fora da mente,
Preço dos mal-amados, que entristece.

20/08/2015



Movimento


Parado, nada sai do lugar,
Sem rumo não existe Destino,
Cansado estaria quem esperar, 
Destino, sempre se faz no caminho.

Hoje já é o ontem,
Amanhã as vidas se cruzam,
Luzes do que era Amém,
Se façam forças e induzam.

Dia após dia, tudo se move,
Prosa e poesia soltam-se no ar,
Nada já é tudo e comove,
O medo de Parado esperar.

Pé após pé, caminha,
Mesmo o mesmo já indiferente,
Louca dor antes sozinha,
Agora grita muda, fria e quente.

Movimento, ausência do nulo,
Presença do que se faz,
Mover é saltar em um pulo,
Rumo a mover o mundo pra paz.

Mas prazer, nem tudo agrada,
Viver é eterno contraste,
Agrada-se com quase nada,
Medo que a vida apenas passe.

Espelho devolva o reflexo,
Não quero esta, distorcida imagem,
Ser côncavo, louco, complexo,
Converge aos que já interagem.


20/08/2015




terça-feira, 18 de agosto de 2015

Pequena Estrela


Brilho vário,
Céu azul cristal,
O canto livre de um Canário,
Luz brilhante, bem ou mal.

Cada dia,
Outras possibilidades,
Rumo, caminho ou via,
Órbita das realidades.

Grão de areia,
Nas Voltas do destino,
Impulso, Força alheia,
Desejo de estrelas caindo.

A vida não passa,
De um caminho trilhado,
Sim a vida sempre passa,
Estrelas ainda brilham do passado.

Épica corrente,
Sonhos e desilusões,
Verdades de quem mente,
Certezas e contradições.

Pequenas estrelas,
São as vidas e seus elos,
Alegrias, não se deve conte-las,
Amizades, amores, sorrisos belos.

Pequena rosa,
De um planeta, ventos distantes,
Amor, história em prosa,
De tantos loucos, príncipes errantes.

18/08/2015