domingo, 2 de fevereiro de 2020

Rainha das Águas

Iorubá em suas saudações,
A mãe das águas reverencia,
Oferendas flores e canções,
Salve, salve a Rainha deste dia.

Como mãe de um povo negro,
Aquela que aos pedidos acolhe,
Mulher em suas dores e segredos,
Mãe que da vida os frutos colhe.

Rainha que vê os aflitos,
E pela oferenda trás a cura,
Orixá negra e branca em conflitos,
Faz do seu rosto ao povo brandura.

Não aceita o desrespeito,
Mulher forte em sua história,
Sem medo exige respeito,
Seu caminho faz em memória.

Como das águas, a força,
Mão alguma pode parar,
Águas seguem qual a Corsa,
Seu calmo fluxo para o mar.

Mãe que acolhe qual Maria,
Dos filhos a dor e sofrimento,
Leva em mãos tal poesia,
Para aliviar qualquer tormento.

Brasil saúda a África,
Em respeito ao povo que faz
E que infundiu com sua pratica,
Rituais de bem, de amor e Paz.

02/02/2020








sábado, 1 de fevereiro de 2020

Respeitável Público

Senhoras e senhores,
Público distinto de qualquer mídia,
Entre maravilhas e horrores,
Qual é a sua imagem nesta Índia?

O que te fizeram enxergar?

Quais as tuas necessidades?
Publicas em terra ou mar,
Quais teus filtros de verdades.

Eis que um olhar detalhista,
Observando-lhe sempre estará,
Para atender sua premissa,
O que procuras ele mostrará.

Um ser que quase lê sua mente,
Em trabalho árduo ele observa,
Talvez sinta até o que tu sentes,
E deste sentir a si mesmo reserva.

E na mídia, atrás da cortina,
Ele faz uso de um enredo,
Que até o mais sóbrio desatina,
Faz de suas técnicas segredos.

Enquanto criam bordões, qual feitiço,
Que despertam "Emoção pra valer."
Você dirá "Amo muito tudo isso."
"Vai Que..." Seja difícil esquecer.

Abram-se então as cortinas
Que apresente-se num verso plenário,
Alguém que os pensamentos domina,
E muitos lhe chamam de Publicitário.

01/02/2020






sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

Na Cartola

De onde tirar um coelho?
Quantos olhares atentos,
Abracadabra no espelho,
Quanta magia em inventos.

Luzes e lenços nas cores,
De um olhar de criança,
Brotam mágoas e amores,
Mágica se faz toda a Ânsia.

Abra-te então ó Sésamo,
As portas dos sorrisos deslumbrados,
A magia age como um Bálsamo,
Em corações muitas vezes já cansados.

Nas Cartolas e mágicas varinhas,
Mãos hábeis mostram truques belos,
Mas a maior das mágicas se encaminha,
Quando se abrem das mentes os castelos.

Príncipes e as mais belas princesas,
Que habitam as mentes dos adultos,
Demonstram suas verdadeiras realezas,
Quando transparecem seus gentis vultos.

Aqueles escondidos sobre as couraças,
De feitiços lançados pra se dizerem fortes,
Efeitos de velhas ilusões de pirraças,
E de um orgulhos digno de pena de morte.

Recorrendo até a Dom Bosco de Turim,
Que Juventude se afaste do Trágico,
E cultive com imaginário Pirlimpimpim.
Doces atitudes para criar um destino Magico.

31/03/2020





quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

Sehnsucht (Saudade)

Olhando o passado distante,
Quantas coisas e pessoas ficaram,
Quantos olhares itinerantes,
Pelo passar do tempo Voaram.

Um dia pouco seria,
Pra ajuntar tanta lembrança,
Um poema jamais daria,
Para descrever o que se passa.

Saudade e um sentimento forte,
Um derivado do amor sentimento,
Mesmo doendo ela é sorte,
Retrato dos bons momentos.

E se o tempo permitisse,
Em um lapso a momentos voltar,
Quantas infâncias se visse,
Na certa saudade lá iria estar.

Qual é a cor da saudade,
Branca, negra ou azulada,
Seria ela pluma leve de verdade,
Ou uma enorme barra pesada?

Quantas dúvidas na mente,
Saudades de se ter certeza,
A vida trás laços de presente,
Mas deixa saudades desta riqueza.

No fim de um janeiro é certo,
Muitas lembranças sempre virão,
Nem importa se de longe ou perto,
Saudade é reflexo de ter bom Coração.

30/01/2020




A Lenda dos Muros

Uma vez, era, uma criança,
E a mesma criança cresceu,
O que do passado avança,
Construiu seu presente Eu.

Quantos leões e monstros,
Foram mortos no percurso,
Quanto caos nos escombros,
E qual o destino de seu uso.

Os muros estes belos muros,
Construídos com cada dor,
Acaso não são tão obscuros,
Quanto cada coração sofredor.

Quantos traumas cabem nos peitos,
O que eles provocam no adulto,
Reflexos de uma prisão de Direitos,
Ou das liberdades em excesso fruto.

A lenda dos muros é real,
Muitos caíram no passado,
Outros hoje passam pelo normal,
E bloqueiam dos seres o contato.

Já não são como grandes muralhas,
Mas fecham dos seres o coração,
Os muros de outrora tinham falhas,
Assim como estes do Agora então.

Caiam dos olhos as vendas,
Equilíbrio não pode ser restrição,
Excessos derrubam lares e tendas,
Mas medo destrói sonho e paixão.


30/01/2020








quarta-feira, 29 de janeiro de 2020

Almanaque

Dos tempos de outrora,
Vagam hoje só lembranças,
Não havia mundo afora,
Muito do hoje até cansas.

Folhas páginas de papel,
Propagava simpatia,
Divertia com cordel,
E das piadas e que se ria.

Trazia publicidades,
Charadas pra adivinhar,
Crendices e verdades,
Nesta páginas podiam estar.

Tônicos para a anemia,
Fortaleçam a apatia,
E o povo lendo sorria,
Em cruzadas palavras dia a dia.

Chamavam de almanaque,
Pequenas doses de informações
Focadas no que se dava destaque.
E distribuía se as populações.

Eram como alguns blogs,
Davam certa liberdade,
Destacando seus enfoques,
Alegando veracidade.

Hoje são apenas memória,
Talvez quase ninguém lembre,
Assim funciona a História 
O povo esquece até quando aprende.

29/01/2020

terça-feira, 28 de janeiro de 2020

Laços

Na longa teia da vida,
Se constrói, o ser humano,
Tocando cada coisa cedida,
E vivendo entre cada plano.

Laços se fazem de ideias,
A vida reflete o que se é,
Famílias são qual colmeias,
Onde se produz a mais doce fé.

Longe da perfeição,
Cada ser contribui como que tem,
Pai, mãe, tio, cunhado ou irmão,
Podem criar um Lar de bem.

A vida tao rápido passa,
Nem tudo dá pra viver,
Conselhos ajudam na massa,
Atalhos que fazem crescer.

Que se liguem as intenções,
Em um no muito bem atado,
Para reunir bons corações,
Nas conquistas do que é desejado.

Amizades e parentescos
Assim e que forma-se o humano,
Todos os atos colorem afrescos,
Nesta pintura sem tela ou panos.

Laços se formam e fortalecem,
A capacidade de mudar o mundo,
Pelos laços os humanos crescem,
E juntos se conhecem a fundo.


28/01/2020




segunda-feira, 27 de janeiro de 2020

Limites

Até onde vai o ser,
Por se achar dono da razão,
Como o Orgulho deixa sem ver,
Até o mais simples coração.

Em nome da Fúria de um Furher,
O que a humanidade já assistiu,
E o quão filosófico foi saber,
Justificando ao ato tão Viu.

Quem é, para julgar, o ser humano,
Acaso se sobrepõe ao seu irmão,
Da razão o poder se achou dono, 
E quanto sangue se derramou ao Chão?

Tantos campos concentraram,
A terrível imagem da morte,
Como um Gás mortal se espalharam,
Conceitos de sul ate ao norte.

E quantos ainda perduram hoje,
Camuflados em Status de nobre,
Enquanto as margens apenas se foge,
Para não ser tratado como pobre.

Doce Amargo orgulho humano,
Que não consegue ver no outro igual,
Religiosamente cria os profanos,
Querendo salvar se propaga um mal.

Quem dera tai triste cena,
Fosse um conto de terror já exausto,
E não um reflexo ainda vivo, que pena,
De paginas da historia, Holocausto.

27/01/2020



domingo, 26 de janeiro de 2020

Prato de Pedra

Ouvindo o canto do mar,
Revendo a máxima da vida,
Tantos ciclos a se renovar,
Ah vida, como es querida.

Contemplar o infinito sem bordas,
Um universo em água salgada,
Onde se ancoram da vida as cordas,
E onde o tudo é quase um nada.

Se as pedras cantam ou choram,
Oráculo de uma bela criação,
Onde passado e presente moram,
A vida se faz na água um embrião.

Pés na areia mentes longe,
O tempo passa mas não voa,
E o coração a beleza tange,
Quando avista a o mar em sua proa.

Terra de indígena habitação
Onde Anchieta pisou,
A beira de uma imensidão,
Refletindo muito do que passou.

Hoje lazer bela praia,
Com sua orla ensolarada,
Num tom de paz que ensaia,
Um canto de paz guardada.

Itanhaém praia bela,
Escondida em litoral,
Amazônia paulista em tela,
Pintada com tom Natural.

26/01/2020




sábado, 25 de janeiro de 2020

Bolachas

Terra do trânsito e das filas,
Das multidões e dos plurais,
Onde tu paga tudo em pilas
E vê multidões nos jornais.

Onde a vida gira voando,
E a regra é manter a direita,
Pelos ônibus e metrô andando,
E o perigo as vezes espreita.

De tantas faces, Um Mundo,
Tantas línguas em uma só,
Em tantos razos, um fundo,
Em meio a poluição e pó.

Mas o mundo de oportunidade,
Reluz em meio a esse Caos,
Tantos de casa tem saudade,
E constroem âncoras a suas Naus.

Aqui Biscoito é bolacha,
E nem adianta teimar, 
Por aqui de tudo se acha,
Até o que nem se imaginar.

Braços abertos,  vida a porta,
Onde tantos constroem futuro,
O tempo varia não Importa,
Onde se destrói qualquer muro.

As quatro estações num dia,
Entre tantas coisas em vários,
Tanta prosa, verso e poesia,
Vivas São Paulo e seus aniversários.

25/01/2020