segunda-feira, 30 de março de 2026

 Ué

Interjeitadamente
Tanta coisa estranha,
Em tudo se aranha,
O que é que se sente?

Dói tanta artimanha,
Que se fala oxente,
Católico ou crente,
Há erro na entranha.

Uai, tche, é a gente,
Sem o boi de piranha,
A se culpar inocente.

Adulto e sem manha,
Tentando ir em frente,
Sem bater nóis apanha.

30/03/2026




domingo, 29 de março de 2026

Ramos que Ferem

Ramos que Ferem

Os ramos ao alto,
No chão as vestes,
Profecias celestes,
Louvor tão incauto.

Entre tantos testes,
De um povo um ato,
Consumando o fato,
Palavras são inertes.

Seria tão ingrato,
Povo o que fizestes,
Nos falta tanto tato.

De louvores a pestes,
Ao inocente absoluto,
O bem o o mal quisestes.

29/03/2026





sábado, 28 de março de 2026

Transmissão

Transmissão

Um pedido apenas,
Livre mercado de Vênus,
Sejam rostos mais serenos,
Vida nas mais leves penas.

Criam tantos infernos,
Impressões envenenas,
Há medo pelas antenas,
Nestes tempos modernos.

Sem as belas asucenas,
No calor dos invernos,
Sem medidas ou trenas.

Só entre dados externos,
Doa-se o trenó e as renas,
Vende-se nomes e ternos.



sexta-feira, 27 de março de 2026

Em Cena

 Em Cena

Apresentando a Realeza,
Primeiro ato Sobreviver,
Sonhar, sorrir até comer,
Uma realidade de beleza.

Segundo ato viver,
Descobrir a natureza,
A própria e a da certeza,
Duvidas, melhor não ter.

Neste teatro, proeza,
Um circo a não se ver,
A respeitável incerteza.

Onde encontrar prazer,
Qual a humana proeza,
Perna inteira melhor ter.

27/03/2026