quinta-feira, 24 de julho de 2014

Sai de Cena

Suassuna seu sobrenome,
E agora olha lá do alto,
Tu que tiveste em vida a fome
Por tornar vivo cada fato.

Como Poeta fizestes da vida,
Seu próprio Auto de Glórias,
Do Auto da compadecida,
Seus Feitos serão Memorias.

Cá de baixo seus conterrâneos,
Assim como todos da terra,
Escondem hoje, um triste pranto,
De mais uma nobre vida que se encerra.

Descansa em paz Ariano,
Poeta escritor e personagem,
Escreveste tu ano a ano,
A rota de uma grande vida Viagem.

Alunos e pais lhe conheceram
Eternas serão suas palavras
Quantos e quantos adormeceram
Ao som de suas estórias

Descansa em paz tu que fizeste,
De sua cultura seu povo,
ao mundo forte estandarte,
De respeito e estilo novo,

Perde o Brasil mais um Imortal,
Mas ganha o presente que deixaste,
Tuas obras teu forte ideal,
E a inspiração de sua Arte.

24/07/2014


Não me importa

Não me importa,
Se é verso, poema ou poesia,
Ou só palavra morta,
Palavras revivem o dia.

Já não me importa a pessoa,
O dia, a coisa a ilusão,
Tudo na mesma Canoa,
Não passa de ilustração.

Não me use se não me conhece,
Não me odeie se nunca me viu,
Tudo estará na minha prece,
Mas só recebe quem já sorriu.

Não desejo mal a ninguém,
Tenho mais o que fazer,
Não sei de nada do seu Amem,
Problema seu, se quer morrer.

Não me importa o que fez,
O que me foi me importa é o que vira,
Amo quem me ama e a minha paz,
Quero feliz o amanha esperar.

Não importa a pessoa,
O que você foi não me mudará,
Importa-me o bem que nos soa,
Sua amizade e desejo de Amar.

Sol traga-me opções,
Que a vida triunfe, Desejo,
Dancemos na vida canções,
Cantando entre o abraço e o beijo.

24/07/2014



quinta-feira, 17 de julho de 2014

Lei dos etéreos Romances


Romance é o que sente o peito,

Romance é paixão e desejo,

Romance só sera Desfeito,
Se lhe for negado um beijo.

Mas romance nunca será amor,
Romance parte de um,
Aquele que Oferece uma flor,
Romântico será, é Comum. 

Romance é dizer que sou seu,
E a esperar, Estar disposto,
De dois Romances se faz um Coliseu,
Pra peça do sorriso em um rosto. 

Romântico é o doce platonismo,
O sonho de tornar tudo real,
Romance é um amadorismo,
Que pode fazer bem ou mal. 

A pena do Romanticida,
Pode ser perpétua solidão,
Ou em algum ponto na vida,
Achar quem preencha seu coração. 

Essa é a lei do romance, 
Podes a outro se entregar,
Mas se não houver um relance,
É sua culpa o seu arriscar. 

Não condenarás a outrem,
Muito menos ao sentimento amor,
Tu que entraste neste trem,
Rumo a estação de um mero rumor.

Gnesys

Há um livro de magias,
Condenadas por serem insanas.
Cada qual delas poesias,
Das mais santas às profanas.

Mas o perigo de tais poderes,
Não está em sua essência,
Mas no Equilíbrio dado aos seres,
Que dominarem tal ciência.

Para tal força controlar,
Um sistema oculto foi criado,
E nele puderam acumular,
Presente, Futuro e Passado.

Gnesys é seu nome,
O sistema das origens,
Pouco acessível aos homens,
Mas de capacidades incríveis.

Aquele que a ele se conecta,
Dominara aos quatro elementos,
Desde que de maneira correta,
Conheça primeiro a si mesmo.

Gerará em si a Paixão,
Dominará o livro dos Sinais,
Acalmará cada coração,
Que tocar com sua própria paz.

O livro pertence aos Céus,
E o Sistema escrito por anjos,
Fará abrir aos olhos, os véus,
Que tornaram os seres Insanos.

17/07/2014


quarta-feira, 16 de julho de 2014

Em Campo

Esquece se são minutos,
Se noventa é o numero,
Se são poucos ou muitos,
Seja calma ou desespero.

Em campo, tudo que sentes,
Sem mensurável ação,
A aura escura sementes,
O medo é doce Clarão.

Escolhas são chutes a gol
A trave é uma possibilidade,
Nem tudo que a gente sonhou,
Pode virar realidade.

Em frente a copa e a cozinha,
O desafio ainda persiste,
Enfrente, pois a Copa sozinha,
Não prova que um povo Existe.

Pensa Faz e refaz,
Retoma, sonha e constrói,
Da pátria amada que quer Paz,
Um sonho pra todos nós.

Outubro a gosto de todos,
Decide nos penalts o melhor,
Pensa e repensa sem fogos,
O silencio da paz e não da dó.

Em campo tudo e só chute,
Palavras se escrevem em folhas,
Não permita que lá se desfrute,
De suas Inertes Escolhas.

16/07/2014


quinta-feira, 26 de junho de 2014

Meu passado se foi

Fiz minhas escolhas, Meus planos,
Meu passado se foi.
Tive meus desejos, Meus sonhos,
Meu passado se foi, se foi.

Acordei meio estranho,
O dia já nasceu,
E eu só planejando,
Pensando quem sou Eu.
Meu passado se foi, se foi.
O túnel ali na frente,
No ontem era escuro,
Mas eis que de repente,
Enxergo a luz no muro.

Passado passageiro,
De meu ser são tijolos,
Meu passado inteiro,
Leva-me em só colo.
Meu passado se foi, se foi.
Ate os versos que,
Acabo de escrever,
Já são passados, vê,
Mas presentes a quem lê.

Medo, Angústia, Desprezo,
Passado fica pra traz,
Em ti eu deixo preso,
Tudo que não me apraz.
Meu passado se foi, se foi.
Mas sei que ha lembranças,
E lições que me deixaste,
E essas são as bonanças,
Que erguem minhas hastes.

Fiz minhas escolhas, Meus planos,
Meu presente está aqui,
Tive meus desejos, Meus sonhos,
Meu futuro me fará sorrir.

26/04/2014


segunda-feira, 2 de junho de 2014

Nevoa

Preciso me livrar,
Dessa nebulosa,
Desse medo,
De não ser nada.

Essa dor tão sem rumo,
Esse inverso da prosa,
Essa poesia louca,
Tao sem Prumo.

Deixa a amizade ser,
Mas não se afaste,
Vamos sonhar viver,
E que nada desgaste.

Os laços que criarmos,
Mesmo que pequenos,
Sejam fortes laços,
Pra que vitorias compartilhemos.

Mesmos que passe,
O tempo correndo,
Os dias de impasse.
Os planos querendo.

A vida os enlaces,
Deixa que morra,
O que não lhe apraz,
E ao resto recorra.

Memoria guarda o bom,
Mantenha boas pessoas,
Reforça nosso dom,
De fazer das vidas Boas.

02/06/2014


segunda-feira, 26 de maio de 2014

O cravo Sou Eu

O Cravo Sou eu,
Perene flor perdida,
Que a cada sentir morreu,
E de sonhos semente, volta a vida.

O Cravo sou eu,
Em busca de uma rosa,
De espinhos vivo já, pois Eu,
Misturando, sonho e vida verso e prosa.

Eu sou o Cravo,
Perdido eu me acho,
Sem néctar entre o mel e favo,
Nos sonhos me elevo, na vida rebaixo.

O Cravo sou eu,
desde as poesias de flores,
Nada, nada mais, nada se perdeu,
Exceto eu, meus loucos sonhos e amores.

O Cravo sou Eu,
A espera da Rosa selvagem,
Que me mate o que já aconteceu,
Resistirei, semente a geada e a estiagem.

Eu sou o Cravo,
Enquanto em mim houver vida
Quero eu, acreditar firme e bravo,
Que o amor pode ser mais que ferida.

O Cravo sou eu
Sim oh cara Rosa
Eu sou o cravo.
Ate que todo verso, morra em Prosa.

26/05/2014


sexta-feira, 23 de maio de 2014

Vento dos Destinos

Já fui bobo o bastante,
Pra acreditar em coisas eternas,
Já vi muito adiante,
E só enxerguei "um nunca" em trevas.
Acreditei em bons sentimentos,
Senti a dor de me perder,
Guardei lições de momentos,
E outros instantes quis esquecer.

Vi seres que criam sua razão,
Outros que a perdem por nada,
Gente que faz da vida Canção,
E quem faz a vida desesperada.
"Hoje eu só quero,
Que o dia termine bem..."
Já não espero,
Das pessoas mais que Amém.

Acredito no agora,
Sinto que bem eu estou,
Amanha ou daqui a uma hora,
Nem saberei quem eu sou.
Deixa que o momento exista,
Um dia de cada vez passar,
O eterno se faz de conquista,
Quero bons momentos conquistar.

Me deixa ser seu brinquedo,
Deixa o destino Soprando,
Se formos pensar no medo,
Sempre de viver vamos deixando.
"Se amanha não for nada disso..."
E algo estranho acontecer,
Ao menos um compromisso,
Cumpriu-se, o de "Feliz Ser".

Pequena Rosa me leva aos ares,
Seja minha rosa dos ventos,
Sigamos por bons Lugares,
Fazendo da vida bons Momentos.

23/05/2014


quinta-feira, 22 de maio de 2014

Abram se As Portas

Aquele doce castelo,
De portas escuras de medo,
Onde o Amargo era belo,
E o mais simples era medo.
Naquele doce castelo,
Trancou se Pulso o grande,
Preso somente a um elo,
Respirava só a cada instante.

Era um pulso já fraco,
Vivo só por covardia,
Um pulso puro, intacto,
Mas preso e sem magia.
Era um pulso a ser forte,
Mas sem saber bem o que amar,
Quase um salto pra morte,
De que valeria ele sem pulsar?

Pra não se perder em desterro,
Prendeu se o pulso a si mesmo,
Pra fugir de seu próprio enterro,
Vivia o pulso em seus ermos.
Descobriu coisas incríveis,
Quando conheceu a seu ser,
Viu previsões terríveis,
Que desejou ele, esquecer.

Mas firmou-se em seres maiores,
Em amizades foi saindo,
Abriu o castelo de horrores,
Viu seus fantasmas se indo.
Das pessoas conhecidas,
Sem há aquelas especiais,
Que trazem forças as vidas,
E outras ao peito trazem paz.

Este pulso hoje sorri,
E a cada dia sente mais emoção,
Quem esta a pulsar? Eis aqui,
O pulso e o Meu Coração.

22/05/2014