domingo, 23 de outubro de 2016

Direções

Vagando em si a Poesia,
Pergunta se como Atriz,
Qual meu papel na Melodia,
“Quem sou eu”, poema que fiz.

Nesta película tão curta,
Curte ser a Diretora,
Criar cenas do que furta,
E dos Sentimentos aflora.

De poeta em poeta,
De poema em poema,
De flor a folha incerta,
De Drama a mero dilema,

Nos papeis e pergaminhos,
Digitada, impressa, escrita,
Se dirige entre carinhos,
Ou entre a dor bendita.

Ela que inspira os loucos,
Vinho dos insanos apaixonados,
Flor dos que se vão aos poucos,
Companheira dos abandonados.

Sua Direção é infinita,
Assim como suas rimas,
Sentimento que mudo grita,
Enquanto tudo busca os climas.

E quando cessarem as dúvidas,
Fecham se as cortinas teatro,
Curam-se por ti as feridas,
Poesia é Enfeite a cada Fato.


23/10/2020









sábado, 22 de outubro de 2016

Sentimento


Olhos nos olhos,
Abraço apertado,
Vida real ou sonhos,
Mais um dia passado.

Entre os quem dera,
O poder e o não ter,
Enfrentando as feras,
Sentimento para sobreviver,

Amor, o próprio amor,
Ou apenas amor próprio,
Enfrentar o céu e a dor,
Ébria é a vida, que deixa sóbrio.

Tantos desejos esquecidos
Tanto Amor e tanto Ódio,
Tanto medo dos ocorridos,
Quantas derrotas e pódios.

Sentimento é o grito da alma,
A incerteza do amanhã,
A certeza de uma doce calma,
Doce mordida na maçã,

É conhecer bem e mal,
Ciência que nada é tão eterno,
É qual viver no Paraíso,
Fugindo sem medo do Inferno.

Sentimento é palavra apenas,
Sentir vai além desta prosa,
É um verso de plumas e penas,
Como o Doce espinho da Rosa.

22/10/2016


Base de Imagem:Acervo Pessoal

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Um Outro Olhar

Se Pleonasmo é mesmo repetir,
Que todo dia bom assim o seja,
Repitam se as formas de sorrir,
E os alegres brindes de Cerveja.

Mas que a bebida não seja vicio,
Que não se repitam as broncas,
Que do Ódio reste apenas resquício,
Que bandeiras da vitória sejam brancas.

Todo Luto traga lembranças,
Todo momento deixe saudade,
Sorriam todos qual criança,
Por mais adulta que seja a idade.

Olhar para frente ou para traz,
Ver o sol nascer ou se por,
De viver o ser é capaz,
E todo Ódio já foi amor.

Mas nem toda forma de amar,
Por consequência ódio trará,
Ao sentir lançar um outro olhar 
As vezes Felicidade rebrotará.

Segue para a frente, subindo,
Para cima, Cansado de Pensar,
Se o verbo é ação seguindo,
A vida e feita para comemorar,

As rimas não importarão,
Quando o peito vê o futuro,
Só os céus é que lhe ajudarão,
Só livres saltos pulam os muros.


21/10/2016

Base de Imagem: Noite Estrelada de Vincent Van Gogh



quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Temporal

Se os ventos sopram a memória,
O sonho voa alto se espalha,
Todo passo faz parte da história,
Nem todo medo atrapalha,

Chove, vento sopra e leva,
Cada dia um novo clima,
Se tudo se perde na treva,
Pra se achar luz, ilumina.

Sorrir, sonhar e chorar,
Cada gota faz sentido,
Temporal faz rebrotar,
Tudo que na terra está vivo.

Clima e Tempo,
Ar, Água e fogo,
Elementares momentos,
E o mundo se vai logo.

E o que é o temporal,
Se apenas a vida importa,
Poderes de bem e mal,
O universo reabre porta.

As flores as plantas sorriem,
Depois de passar o temporal,
As bonanças compartilhem,
Viver é um eterno Viral.

Passem os ventos,
Tudo, se a vida permitir,
Temporais são só momentos,
Para que se reaprenda a sentir.


20/10/2016




quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Escapismo


Quem ser, onde estar,
O que querer e o que ter,
Por que viver e para onde caminhar,
Pobres as rimas para se escolher.

Sabe se lá onde vão todos,
Tudo passa tão rápido,
A vida, as pessoas, os modos,
Sem que se dê um jeito sofrido.

Como se os dias fossem um castigo,
Escapa-se pela bebida e o cigarro,
Trabalho, medo e ombro amigo,
Vícios são apenas um escarro.

Mas muita gente escapa da vida,
Alivia a tensão nos seus vícios
Nem todos são como Fridas,
Que arte faz de devaneios vistos.

A busca por solucionar,
O que na verdade só consome,
É algo que pode matar,
Seja mulher ou seja homem.

Escapar dessa jaula viciante,
É um dos grandes desafios,
Nem tudo na vida é constante,
Mas é possível evitar arrepios.

Quando o Escapismo desperta sorrisos
Sem tirar a plena consciência,
Sem ter reflexos perdidos e indecisos,
Escapa-se dando a si mesmo clemência.

19/10/2016

Base de Imagem: Abaporu de Tarsila do Amaral

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Jardim Negro

Luto por uma hora de paz,
Luta por um sonho infinito,
Luto por um caule que jaz,
Luta pelo fim dos conflitos.

Lindo jardim de flores Negras,
Hoje chora o dia triste,
Quem dera quebrar se as regras,
Fazer o impossível que existe.

Já não adiantam os "SE",
De nada serve o Talvez,
Quem florindo fazia sorrir,
Hoje deixa nos tristes em sua vez.

Tempo esse tempo finito,
Sem avisar levou o Jardineiro,
As Flores cumprem seu Rito,
Fica o Pranto derradeiro.

O Sol brilha até mais ameno,
Triste olhar de quem perdeu,
Um grande e importante membro,
Da missão de colorir o breu.

Mesmo que Negro ou cinza,
Todo Jardim é colorido,
Pela Alegria tão cativa,
Da grave voz, feliz aos ouvidos.

Vai com Deus Caro Amigo,
O céu Espera suas histórias,
Leva Contigo sempre o sorriso,
Que Aqui são floridas suas Memórias. 


18/10/2016



segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Ode a Uma rosa

Seu brilho no chão tão cansado,
Aos olhos inspira coragem,
Sua história, lembrança e passado,
Anima aos que contigo interagem.

Tua voz doce canto de rouxinol,
Encanta quando passas nos jardins,
Seu ardor brilha tanto qual o sol,
Tens poder para reanimar a tristes fins.

Sois serena, porém firme e forte,
Doce rosa, de espinhos flamejantes,
Tuas lagrimas curam a qualquer corte
Teus sorrisos são, qual a Fenix, brilhantes.

Tens defesa, porém doce coração,
E teu perfume envolve quem te rodeia,
Dos jardins, és a rainha da emoção,
Mas em silêncio o medo lhe permeia.

Tu és mulher ansiosa pelos frutos,
Ferida pelas armas do desamor,
Quem te olha sabe, tens seus lutos,
Mas não superam a beleza de sua flor.

Tu és menina em teus sonhos,
Princesa de tua eterna juventude,
Tu serás grande, em seus planos,
Que seu viver se faça em plenitude.

Nestes brindes e Odes a teu ser,
Que célebres feliz com brilho vario,
Grato será todo aquele que lhe conhecer,
Rosa Lin, Feliz seja, seu Aniversário.

17/10/2016

Base de Imagem: Arquivo Pessoal

domingo, 16 de outubro de 2016

Quanta Gente

Flores sim, delas eu falei,
E nas ruas quanta gente,
Sem ver beleza eu sei,
Sem sorrisos, Ausente.

Eles riem, mas não amam,
Infelizes em seus mundos,
Solitários proclamam,
Em seus prantos profundos.

O vazio auto cultivado, 
Em suas almas vazias,
Com a solidão lado a lado,
Se perdem em planilhas. 

Calculando seus medos,
Somatizam o prejuízo, 
Guardado em seus segredos
Exibem falsos sorrisos.

Quem são eles então,
Por que tanta gente perdida,
Onde escondem o coração,
Por que tanta gente sofrida.

Multiplica por mil esse povo,
Que duvida até da sombra,
Mas que repete de novo,
Tanto erro que até assombra.

Quanta gente se achando sábio,
Só sabendo que nada sabe,
Palavras ditas só com o lábio
Quanta mentira ainda aí cabe?

16/10/2016

Base de Imagem: Operários de Tarsila do Amaral

sábado, 15 de outubro de 2016

Essência

Isto ou aquilo é Importante?
O que é para quem, Medo,
Quais livros desta estante?
Trazem da vida o segredo?

Duvidas e incertezas,
Recheiam os pensamentos,
Num doce bolo de Cruezas,
Douradas ao calor de momentos.

Qual a essência da vida?
Do que se faz a sabedoria,
Por que pra alguns é sofrida? 
A vida que devia ser Alegria.

Duas medidas de sonhos,
Três colheres de Desejos,
Extrato de Amor próprio,
Pitadas de Abraços e beijos.

Seria essa a Receita? 
Incerta Certeza do Ser,
Qual o segredo desta Ceita,
Quais os Gurus deste Crer?

E essa Sabedoria,
Pregada como tao exata,
Será prosa ou Poesia,
Sera Bondosa ou Ingrata?

Felicidade e o Essencial?
Seria tao difícil e distante Sorrir?
Tudo só existe Entre Bem e Mal?
Ou o essencial estaria ainda por Vir?


Base de Imagem: O Homem Vitruviano de Leonardo Da Vinci



sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Espera, Curta!


Curtas são as horas,
Dias curtos passam rápido,
A vida é feita de Agoras,
Pouca gente enxerga o prado.

Pelas praças pelos bares,
Tanta gente só vê a sexta,
Deixa a vida esquece os lares,
Sai até tonto meio besta.

Cada dia que se passa,
Esquece que o tempo vai,
"Chuta o balde", de pirraça,
"Pé na Jaca" e depois "Ai".

O que será do Manhã,
Festa é bom e quem não gosta?
Mas cada dia tem amanhã,
E nem tudo será só uma aposta.

Viver é um quebra cabeça,
As peças são os momentos,
Há quem, da vida se esqueça,
Depois só vê Sofrimento.

A seu tempo, cada coisa,
Cada passo à sua vez,
A vida é lição em lousa,
Do aprender, se é freguês.

O canto do pássaro é pausa,
Correr menos evita a multa,
A vida é efeito e não causa,
Pense, pare, espere e curta.

14/10/2016